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Quinta-Feira, 13 de Março de 2008, 21h:19 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

INVESTIGAÇÃO

ONG denuncia AL por não fornecer informações

   Ademar Adams, servidor público federal e diretor-administrativo do Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (MORAL) ingressou com uma representação junto à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado contra o presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo. Ele reclama que requereu informações sobre os gastos da AL em razão do que denominou de "farra de gastos com publicidade". Em seguida, observa que não conseguiu obter os dados. Resolveu, então, apelar ao MPE.

   Na reclamação, Adams escreve que "o interesse da ONG com os documentos requeridos é instruir ação civil pública a ser movida com o intuito de fazer cessar os gastos exagerados com publicidade feito pelo Legislativo Estadual, que causa indignação aos cidadãos desta terra e perplexidade às pessoas que visitam Mato Grosso e assistem tanta publicidade da chamada casa do povo de Mato Grosso."

  O diretor da Moral observa entende que está havendo promoção pessoal. Por fim, Ademar Adams solicita ao procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, que requeira de imediato ao presidente da AL informações sobre o valor constante do Orçamento da Assembléia do exercício de 2007 para gastos com publicidade, assim também como o montante gasto, empenhado e pago até o último dia do ano com informe publicitário, além de fornecer cópia de todos os empenhos pagos.

   A ONG Moral requer ainda que o MPE denuncie o presidente da AL por ato de improbidade administrativa. Segundo ele, houve afronta aos princípios constitucionais da administração pública. "A sociedade espera que o MP cumpra seu mister com a celeridade e a eficiência que o caso requer", afirma Adams.

AL garante que as informações foram fornecidas

   A Assembléia assegura que os dados solicitados oficialmente pelo diretor-administrativo da ONG Moral, Ademar Adams "foram disponibilizados". Segundo o secretário de Imprensa do AL, jornalista Osmar Carvalho, à época as informações, em resposta ao ofício, ficaram à disposição da entidade na Procuradoria da AL. "Se os dados não atenderam o que ele queria, aí é outra questão. Não houve omissão", garante Osmar.

   Segundo ele, a reclamação à que a ONG Moral faz referência foi a campanha publicitária sobre um seminário promovido pela Assembléia em Sinop, com propósito de debater os "desafios do Nortão". Garante que não houve cunho de promoção pessoal de deputado. Sobre os gastos com publicidade, o assessor de Imprensa alega que a Assembléia tem o controle dos valores, mas a parte burocrática relacionada à tabela de custo de material publicitário é feita pelas agências. São elas, diz, que têm a tabela de custo da mídia dos veículos de comunicação.

  • Clique aqui e veja na íntegra a representação da ONG Moral contra a Presidência da AL

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Comentários (5)

  • Paula | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Então é assim, a AL não tem controle do plano de mídia em cada campanha???? Que coisa as agências contratadas que sabem???? Que bons gestores do dinheiro público estão na AL!
    Coitado do povo.

  • PAULO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSES EDENAR É UM OPORTUNISTA QUE SÓ QUER APARECER. VA TRABALHAR

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É ISSO AI GILMAR, VAI FUNDO, QUE TEM MUITA MARACUTAIA NÉSSA AL...

  • Ong MORAL | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nota da ONG MORAL

    A Ong Moral protocolou o pedido de informações em 23 de dezembro de 2007, mas até agora não recebeu nenhuma informação da Assembléia, se quer disponibilizando a documentação na Procuradoria.

    Desafiamos o jornalista Osmar Carvalho a comprovar com documentos, não com afirmações vagas, que as informação foram prestadas.

    Ademar Adams - Dir. Adm. da Ong Moral
    (Sr. Editor: estou reenviado esta nota, pois, mesmo tendo-a postado há várias horas, ela não apareceu no site)

  • Benedita Justina Mendes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse Senhor Ademar Adams e muito corajoso, ele não sabe o risco que corre, ao atacar a AL, é melhor tomar cuidado com o cacique RIVA.

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