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Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2009, 17h:48 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

SAÚDE

Pacientes ostomizados ficam sem bolsas coletoras em MT

   Pacientes de Cuiabá com doenças crônicas degenerativas, ou submetidos a cirurgias intestinais, estão praticamente impedidos de sair de casa há mais de dois meses. Denominados de pacientes ostomizados, eles sobrevivem com o auxílio, temporário em determinados casos, de uma bolsa coletora de fezes e urina. Conforme Antonio Souza Amaral, um dos diretores da Associação Mato-grossense dos Ostomizados, a bolsa é feita com material importado. Em Cuiabá, a distribuição é realizada pelo Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), mas está em falta há mais de 60 dias.

   Antonio quer sensibilizar o Ministério Público a ingressar com uma representação contra o hospital. “Nosso direito de ir e vir, previsto na Constituição Federal, foi ferido. Não temos como trabalhar ou fazer qualquer outra atividade fora de casa sem a bolsa coletora. É constrangedora nossa situação", observou. O problema é que cada bolsa pode ser utilizada, em média, por uma semana. “É claro que varia de acordo com o organismo do paciente mas, como Cuiabá é uma cidade muito quente, o material dura menos ainda”. 

   Vítima de um câncer há sete anos, Antonio se dedica à atividade filantrópica e, sem a bolsa coletora, fica impedido de desempenhar o trabalho na Associação. “Inúmeras pessoas estão sem trabalhar por causa disso. Conheço uma mulher ostomizada que é casada com um cego. Ele depende dela para sair de casa, o que é praticamente impossível sem a bolsa coletora”.

   A assessoria do diretor-superintendente do HUJM, José Carlos Amaral Filho, informou que as bolsas coletoras já foram adquiridas mediante processo licitatório, mas houve atraso na entrega pelo fabricante. “Entramos em contato com o fabricante ontem e ele disse que enviaria o mais rápido possível, inclusive por avião”, informou a assessoria. (Andréa Haddad)

(19h46) -
 Diretor nega atraso de 60 dias; fornecimento de bolsas é restabelecido

   O diretor-superintendente do HUJM, José Carlos do Amaral Filho, explicou nesta sexta (21) pela noite que houve atraso no processo de licitação para a compra das bolsas coletoras. Uma das empresas derrotadas pediu a impugnação do certame. “Houve uma demora não prevista em função das questões burocráticas. São seis meses para se comprar um produto num hospital público”. Segundo ele, o fornecimento foi interrompido por 20 dias. Nesta quinta (20), ele se reuniu com o presidente da Associação, Antonio Souza.

   Na ocasião, o diretor entrou em contato com o fabricante do produto, que garantiu restabelecer o fornecimento. “Não há mais razão para atraso. As bolsas coletoras voltam a ser fornecidas normalmente até segunda (24), no máximo. Acredito, inclusive, que já tenham chegado hoje”. Especialista em reumatologia, o médico informou que este foi o primeiro atraso no fornecimento das bolsas desde que assumiu o cargo, há três anos. “Culpar o estabelecimento é uma tremenda injustiça, pois o Hospital Julio Muller é o único a prestar esse serviço aos customizados. É um centro de referência nessa área”, observou.

   Segundo ele, apesar do HUJM ter ampliado as instalações e, por conseqüência, a oferta de serviços, não há aumento no repasse dos recursos do SUS, pela secretaria de Saúde de Cuiabá, sob a gestão de Luiz Soares, há pelo menos cinco anos. “Gastamos R$ 700 mil por ano no atendimento aos customizados. Os fornecedores reajustam os preços frequentemente, mas, nesse período, não houve aumento no repasse da verba do SUS pela secretaria. Certamente vamos passar por novas dificuldades em breve”, alertou. (Andréa Haddad) 

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Comentários (4)

  • Fatima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nosso vice presidente precisava ver isso aki, ou sera que em Brasilia tem essa atraso tbem diretor? afinal alencar soares agora é ostomizado tbem.

  • Paulo Roberto de Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Brasil tem dois grandes problemas que assola a
    administração pública: Incompetencia e corrupção.
    Dois meses sem o material citado, é caso de polí-
    cia mesmo, também com o ministro da Saúde que
    temos é uma piada de mau gosto......

  • Ostomizada | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    é uma piada tudo isso, estamos desde julho recebendo bolsas com numero reduzido e de qualidade contestavel,é uma situação que ninguem gostaria de passar, So Deus pra nos ajudar

  • João Moessa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Além de não ter as bolsas que são excencial para que as pessoas que necessitam levem uma vida razoavelmente normal, as vezes as bolsas distribuídas são de má qualidade, não sei se é o caso de Cuiabá.

    A recomendação que as bolsas de urina sejam substituídas a cada dois dias, mas existem bolsas distribuídas pelo governo que vem furada, que descolam do corpo da pessoa deixando muitas vezes em situações vexatória.

    Adiquisição destas bolsas diretamente pela pessoa necessitada é muito dispendioso devido a isto é obrigação do governo fornecê-las.

    A falta da bolsa não só impede a pessoa de sair de casa apenas, pois o uso é contínuo mesmo estando em casa a pessoa ostomizada necessita da bolsa.

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