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Sexta-Feira, 27 de Abril de 2007, 17h:54 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

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Pagot rebate acusação e diz que é perseguido

  "Desde que saiu na imprensa que eu seria indicado para o Dnit tenho sido perseguido por jornalistas no sentido de denegrir a minha imagem", reagiu o secretário de Estado de Educação, Luiz Antônio Pagot, diante da denúncia de suposta falsidade ideológica por ter acumulado cargo de assessoria no Senado e, ao mesmo tempo, de diretor da Hermasa Navegação, conforme revelou o jornalista Ricardo Noblat em seu blog nesta sexta.

   Pagot afirma que, de fato, prestou assessoria para o senador Jonas Pinheiro e que, à época, quando trabalhava também como diretor-superintendente da Hermasa Navegação da Amazônia, o parlamentar fez uma consulta junto ao Senado e foi informado de que não hava qualquer impedido pelo acúmulo de funções. Destaca ainda que, em 97, preencheu um cadastro, a pedido do próprio Senado, quando relatou que além da assessoria parlamentar, onde não havia necessidade de cumprir expediente, prestava serviço também na iniciativa privada.

  Observa que sempre trabalhou na assessoria de Jonas, inclusive nas campanhas eleitorais. Conta que sua declaração de Imposto de Renda a partir de 95 sempre trouxe rendimentos como assessor parlamentar do senador Jonas e também como diretor da Hermasa, que integra o conglomerado grupo de empresas de Blairo Maggi.  "Se eu não pudesse ter sido contratado, tenho certeza que o senador Jonas não o faria. Existem lá (no Senado) várias funções e eu não era funcionário do Senado, mas sim assessor parlamentar. Se a legislação mudou, foi depois que eu estive lá", diz Pagot, negando que tenha contrariado a Lei 8.112, de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos da União.

   Pagot atacou o que chama de perseguição. Disse que há dois jornalistas contratados para prejudicá-lo, com publicação de notas e matérias nos sites e jornais para, estrategicamente, as publicações chegarem no Senado, na Abin e na Casa Civil. "Estou absolutamente tranquilo. Sou trabalhador obstinado. Se eu tiver que desempenhar minha função (de diretor-geral do Dnit) será a contento".

   O secretário afirma que muitos empreiteiros estão preocupados com a possiiblidade de sua nomeação no Dnit.  "Isso é preoupação de muita gente porque quero obra de qualidade. Em Brasília, os empreiteiros têm dito o seguinte: não deixa esse bicho papão chegar aqui!". 

    Luiz Pagot afirma que Abin recebeu informativos com dossiês contra si e as postagens saíram do Estado de Minas. Observa que foram forjados vários documentos na tentativa de prejudicá-lo. "Sempre tive minhas normas e procedimentos e nunca fugi disso e os interesses de quem se opõe são grandes. São muitos partidos que estão se digladiando por esse cargo".

   O articulador do governo Maggi disse ainda que foi convidado pessoalmente pelo presidente Lula para assumir a direção-geral do Dnit. O convite foi reforçado pelo Ministério dos Transportes e ainda passou pelo crivo da Abin. Ele adianta que na quarta-feira vai ao Senado solicitar documento para provar que havia registrado que atuava nas duas atividades sem que o Senado, à época, tivesse apresentado objeção. "Se tivesse alguma coisa errada, eu teria sido notificado".

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Comentários (1)

  • jose alcantara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    tenho observado que os nossos politicos nao unem para o bem do estado, quando surge de tempo em tempo uma oportunidade de uma pessoa do estado assumir uma posiçao que possa trazer obras para o estado , os proprios politicos que sao oposiçao a o governo que esteja no poder queimam . os politicos de mato grosso deveriam tomar como exemplo os do Nordeste que independente de ser um projeto para beneficiar por exemplo o Maranao, Piaui ......ou Bahia já no sul do Nordeste todos votam pela regiao, nao sou afavor de cidadao corrupto mas no caso do Pagor nao existe nenhuma acusaçao.

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