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Quarta-Feira, 02 de Maio de 2007, 07h:24 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

INFRAESTRUTURA

Pagot se articula para não ter nome reprovado


    No olho do furacão por causa de duas denúncias, Luiz Antônio Pagot chega a Brasília nesta quarta (2) para reiniciar as articulações no Senado pela aprovação do seu nome à direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Havia expectativa do secretário de Educação de Mato Grosso sair da sabatina do Senado, a ser realizada dentro de duas semanas, aprovado por unanimidade. Agora, Pagot corre risco até de ter o nome rejeitado, mesmo com aval do presidente Lula e dos Ministérios da Casa Civil e de Transportes, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que levantou sua vida pregressa e assegura que a ficha está limpa.
    Trator do governo Blairo Maggi, Pagot disse que solicitará do Senado um documento para provar que não descumpriu lei por ter atuado, de 1995 a 2002, em dois cargos ao mesmo (assessor do senador Jonas Pinheiro e diretor da Hermasa Navegação da Amazônia). O complicador é que a Lei 8.112, de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, "proíbe ao servidor participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada (...)". Também veda "exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho".
    Luiz Pagot terá de explicar aos senadores durante a sabatina como fez para cumprir os dois expedientes, se a sede da Hermasa, do grupo do governador Blairo Maggi, está em Itacoatiara (AM), a 240 km de Manaus e a 3.490 km de Brasília. Nesse caso, ele disse que já está com a resposta pronta. Dirá que, como assessor no Senado, não havia necessidade de cumprir horário. Aí, a outro risco: de ser considerado fantasma.
    Sobre a acusação de falsidade ideológica por ter omitido em seu currículo que foi encaminhado ao Senado a ocupação dos dois cargos, Pagot alega que nada fora proposital e que atendeu a uma orientação do próprio governo federal no sentido de elaborar citar as informações de forma "enxuta". Em relação a negócio com o ex-secretário Moacir Pires, de quem adquiriu um imóvel quase de graça, Pagot nega qualquer irregularidade.
    Se passar pela sabatina, Luiz Pagot comandará um orçamento de R$ 12 bilhões, o dobro do montante controlado pelo governo de Mato Grosso.

Interesse eleitoral

    Os senadores mato-grossenses Serys Marly (PT) e Jaime Campos (DEM) devem aprovar a indicação de Pagot, mas sem muito entusiasmo devido a interesse político-eleitoral. É que o principal articulador do governador Maggi tende a ganhar força política e vir a disputar o Palácio Paiaguás em 2010, o que contraria as mesmas pretensões dos dois parlamentares, principalmente de Jaime.

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Comentários (10)

  • janaina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    independentemente dos interesses dos dois senadores,esse Pagot,criação do Maggi,deve se achar...Se tiverem bom senso não aprovarão o nome desse cidadão que está sempre envolvido em coisas nebulosas ...e ainda quer ser governador...coitado do nosso Estado...devastado pela turma da botina,agora o Jonas Pinheiro quer acabar de arrasar de vez com as florestas com seu projeto que exclui MT da Amazonia Legal...e esse projeto de politico Pagot,braço direito da Ditadura quer ser governador..éra só o que nos faltava...

  • josé cardoso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    se forem investigar a fundo a vida desse Pagot, verão que o apartamento adquirido do Moacir Pires por 205.000,00, corresponde exatamente aos 10% o valor de 2 milhões e pouco das obras executadas pela empresa do Moacir Pires ao Estado.... só sujeira...

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se, para nomear dois minstros o presidente teve "problemas"imagine um cargo de segundo escalão.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Então, a senadora Serys terá que aprovar o nome daquele que a prejudicou na eleição passada, com dossiês mequetrefes e tudo o mais? Bem, creio que tal senhor poderá ajudar muito Mato Grosso, ainda que isso signifique ajudar primeiro o Grupo Amaggi (o que não é ruim, pois os grupos paulistas sempre são beneficiados nessas coisas). Bem, bem, veremos a envergadura da senadora Serys nesta questão.

  • Vilson Nery | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa novela do Pagot já está insuportável. Mas triste mesmo é ver o interesse de paulistas e mineiros contra a nomeação de um "estranho" aos relevantes interesses dos empreiteiros daqueles Estados. Até o tal de Noblat (jornalista de renome) está a serviço deles! Agora que é "dose" aguentar o suplente do Jaime Campos no DNIT, não tenha dúvidas... vamos ter que engolir ...

  • campos neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Estou torcendo por Pagot,,, como Dep. Estadual pude ver a melhoria q a gestao Maggi trouxe para Mato Grosso, principalmente para os nossos municipios da baixada cuiabanha, e o Pagot esteve presente como um exelente gestor publico e um exemplo de uma pessoa q colocou o trabalho constante como sua meta de homem publico. O Denit vai ter um gerente competente.

  • campos neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Estou torcendo por Pagot,,, como Dep. Estadual pude ver a melhoria q a gestao Maggi trouxe para Mato Grosso, principalmente para os nossos municipios da baixada cuiabanha, e o Pagot esteve presente como um exelente gestor publico e um exemplo de uma pessoa q colocou o trabalho constante como sua meta de homem publico. O Denit vai ter um gerente competente.

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A Opinião do campos neto ? Ah,Ah Ah Ah...... sem comentario$$$$$$.

  • marcos paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    valeu elifas...eu digo, A$, A$, A$,A$, A$... é claro que não poderia ser diferente né?

  • Carlos Roberto de Aguiar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu acho que está na hora de se deixar de lado as dores de cotovelos e picuinhas politicas, devemos sim é cruzar o dedos positivamente e torcer para que o Pagot seja nomeado para o Denit, e bem depressa, pois não adianta discutir o futuro ou o sexo dos anjos, o que interessa é que êle representa Mato Grosso e não tem nenhum outro de nosso Estado apontado para o cargo, então tem que ser Pagot na cabeça, o resto é intriga da oposição.

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