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Sábado, 12 de Abril de 2008, 15h:18 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

EDUCAÇÃO

Panfleto "cola" Riva ao candidato a reitor Valente


Panfleto vincula candidato Valente ao deputado José Riva

  A disputa pela reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso, envolvendo três candidatos, começa a descambar para a baixaria. Críticas, ataques pessoais e até distribuição de panfletos apócrifos revelam a dimensão dos conflitos. As maiores divergências estão entre a professora Maria Lúcia Cavalli Neder, candidata da situação e apoiada pelo grupo do atual reitor Paulo Speller, e João Pedro Valente, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. A eleição acontece na próxima sexta (18).

João Valente, um dos candidatos a reitor da UFMT  Ex-secretário de Educação no início da gestão do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), João Valente acusa a professora Maria Lúcia Neder de agir de forma “ardilosa e apelativa” . "Ela (Lúcia) se utiliza de expedientes ardilosos e de práticas condenáveis", reage o candidato. Ele disse que a adversária e "o pessoal do PT" estão tentando vincular a sua imagem com a do deputado estadual José Riva (PP), que comanda a Assembléia Legislativa há vários anos e enfrenta processos na Justiça. Um panfleto traz charges de Valente e Riva e, logo abaixo, as expressões "Rivalente  - digas no avião de quem tu andas, que eu direi...".

   "Isso é baixo nível e desespero de causa. Eles sabem que estão em desvantagem e, por isso, apelam pra essas baixarias”, reage João Valente. Garante que não é amigo e nem tem qualquer relacionamento com Riva. “A última vez que conversamos, em 1998, foi sobre a possibilidade de levarmos cursos para o município de Juína. Foi uma conversa institucional, em um local público. Nunca fui à casa de Riva ou ele à minha”, disse.

   Valente conta que tem amizade com o deputado federal Eliene Lima (PP), aliado de Riva. “Fomos professores da antiga Escola Técnica Federal por 15 anos e demos aulas em cursinho pré-vestibular. Eles estão forçando a barra e usando este fato para dizer que eu seria do grupo do PP. Isso é uma afronta à minha inteligência e ao bom-senso da comunidade da UFMT”, disse.

Professora Maria Lúcia Neder, que concorre à cadeira de reitora Uso da máquina

  Segundo Valente, a professora Maria Lúcia foi denunciada formalmente por usar a máquina adminsitrativa da instituição e insiste em continuar cometendo a irregularidade. A denúncia partiu da Comissão de Consulta das Entidades ligadas à UFMT, composta pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFMT (Sintuf), Associação dos Docentes (Adufmat) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Em discurso feito no campus de Pontal do Araguaia, em Barra do Garças, em 20 de março e gravado por uma câmara de vídeo, a candidata afirma o seguinte: “(...) Estamos sempre privilegiando os espaços da universidade. (...) Não temos comitê fora da universidade. Não temos nenhum trabalho fora dos espaços institucionais. Utilizamos as salas, utilizamos os telefones da UFMT porque compreendemos que a eleição de reitor é diferente (...”).

  Para João Valente, a postura da adversária representa uma indecência. "É faltar com o respeito para com a instituição. Pior ainda é que ela foi notificada e disse, publicamente, que iria continuar a se utilizar desse expediente. É lamentável que a coisa tenha chegado a esse ponto”, afirmou Valente.

   Valente disse ainda que Maria Lúcia Neder, sim, tem relações oficiais com o PT e com o PC do B. “As duas siglas fecharam questão com ela. A militância dos partidos está na campanha dela, tentando coagir professores, alunos e técnicos administrativos. Eles pensam que podem ganhar a disputa no grito, mas estão enganados”. Ponderou que não pretende vencer a disputa “a qualquer custo”. “Não vou passar por cima dos meus princípios. Não vou me nivelar a essa baixaria. Infelizmente, do jeito que as coisas andam, daqui a pouco eles vão querer comprar voto. Eles usam os piores expedientes da escola do PT e de seus aloprados.

  Enquanto Valente e Maria Lúcia polarizam a disputa, corre por fora o professor e diretor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Domingos Tabajara de Oliveira Martins. O grupo que apóia Tabajara também é opositor ao reitor Paulo Speller, que está no segundo mandato.

    A expectativa é de que a eleição seja realizada em dois turnos, o primeiro no próximo dia 18. Caso nenhum candidato consiga atingir a 50% dos votos mais um, haverá disputa em segundo turno no dia 13 de maio. Cada segmento da comunidade universitária (docentes, servidores técnico-administrativos e alunos) tem peso de 1/3 dos votos. Essa divisão foi estabelecida para que cada um dos seguimentos possa votar na mesma proporção. Depois, uma lista tríplice, encabeçada pelo mais votado, segue para escolha e nomeação pelo presidente da República. O mandato de reitor é de 4 anos.

As chapas na corrida à Reitoria da UFMT

Renovação UFMT
Reitor: Domingos Tabajara
Faculdade de Ciências Médicas
Vice-reitor: João de Deus Guerreiro Santos
Departamento de Engenharia Civil

A UFMT É VOCÊ
Reitora: Maria Lúcia Cavalli Neder
Departamento de Educação
Vice-reitor: Francisco José Dutra Solto
Faculdade de Ciências Médicas

UNIVERSIDADE HUMANA, TRANSPARENTE E DEMOCRÁTICA
Reitor: João Pedro Valente
Faculdade de Agronomia e Medicina
Veterinária
Vice-reitor: Germano Guarim Neto
Instituto de Biociência

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Comentários (25)

  • Jose Maria Siqueira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou ex aluno da UFMT, nunca tinha antes visto tanta baixaria. A UFMT tem problemas demais e idéias de menos. O debate precisa ser limpo. Agora é inegável que a turma dos dolares na cueca, sanguessugas, mensalão, aloprados, cartão corporativo (PT)estão todos com a sra. Maria Lúcia Cavali Never, ia me esquecendo também a turma do PCdoB. Chega de hipocrisia, vocês ja mamaram e secaram a mamadeira. Fui!!!

  • Mariana Cardinale | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Odeio essa turma do PT......sempre querendo se beneficiar em detrimento de alguém.....assim como o galã Alexandre César perdeu a prefeitura tida como vitória certa, espero que aconteça com esta senhora.....esse modelo usado pelo lulinha, de ser uma vítima das circunstâncias, e sempre rir da nossa cara com aquela cara de bêbado.......tem que chegar ao final!!! Tenho asco, que fase repugnante da política brasileira.......que pena se a UFMT cair nessa!!!

  • Marco Aurélio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fui aluno da UFMT e com muito orgulho, porém, hoje, vejo-a abanadonada, deixada e jogada às traças, por culpa da incompetência desse povo do PT e sindicalistas que posam de moralistas, mas, na verdade são todos corruptos e irresponsáveis tanto quanto a atual reitoria, pois, até a Prefeitura de Cuiabá, já teve por duas vezes que socorrer o campus da UFMT senão mato tomaria lugar dos espaços destinados aos alunos e visitantes, agora, baixar o nível e querer colocar o Prof. João Valente que é valente pelo próprio nome e decnete nas ausa ações a políticos que possuem máculas, só pode ser artquitetação da dona Flávia Nogueira que é exímia nestas ações, pois foi péssima Secretária de Estado de Ciência e Tecnologia e com opelguismo do PT está numa assessoria de Assuntos Educacionais do Governo BLAIRO MAGGI, mesmo sendo PETISTA de carteira, e viva este PT dos dólares nas cuecas e dos cartões corporativos, espero que, os acadêmicos e servidores sejam VALENTES e tirem estes péssimos gestores da UFMT, JÁ, JÁ, E JÁ EM BREVE!!!.

  • Magda Fereira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fico indignada com a politica suja e opressora que estão querendo fazer na UFMT. Um ambiente acadêmico deveria ser:questionar as melhores idéias para um ensino de qualidade.Estamos acompanhando os péssimos índices que os alunos estão tendo, porque até ensino a distância(NEAD) estamos tendo na UFMT, que é um absurdo, pois quem legitima e cria situações para os saberes são os professores.A UMFT precisa de encontrar sua identidade.

  • RONI SANTOS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O BANDO DO PT É ASSIM MESMO, NÃO TEM PROPOSTAS E IDÉIAS E PARTE PRA BAIXARIA, PRA COAÇÃO... CHEGA DE ATRASO.

  • Thiago Araújo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou aluno de uma faculdade particular, mas assisti aos dois debates no Teatro da UFMT, na semana passada, e constatei, in loco, que, enquanto a grande maioria dos presentes se preocupava em sentir o que cada candidato a reitor oferecia como proposta de gestão, grupinhos do PT (entre eles, pré-candidatos a vereador na Capital e assessores de políticos, entre outros agitadores) se amontoavam pelos cantos, revelando nenhum interesse nas discussões. Só se manifestava quando a candidata Maria Lúcia Neder discursava, com gritos e aplausos. Na ocasião, ouvi comentários de servidores antigos da UFMT de que, em público, manifestam apoio à candidata do atual reitor apenas para gararintirem o emprego. No dia 18, asseguraram, a realidade será bem diferente. Gostei da postura do professor João Valente, sobretudo, pela insistente defesa da democracia quando se trata de repensar a UFMT. Concordo com ele quando diz, em discurso, que a universidade federal perdeu o rumo. O continuísmo pode ser fatal para a instituição.

  • JACYARA - Ciencias Sociais -UFMT | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, Boa tarde

    Transcrevo minha fala aos colegas de Ciencias Sociáis e gostaria de esclarecer ao Wilson Santos, que infelizmente o Prof. Valente, neste debate, confessou sua dependencias a politicos e ao aconselhamento do Dr.Gabriel Novis.
    Se o Valente é tão bom, para o prefeito por que não foi aproveitado na municipalidade?

    COLEGAS,

    Estive ontem no debate para a eleição da reitoria, fiquei bastante preocupado com o posicionamento de todas as chapas, todas as três chapas, defendem o mesmo osso.

    Observem, o Magnífico Reitor não participa de debates, não informa em quem apóia, todas as chapas possuem aliados políticos ( PT e PP- Abicalil e Riva), todos defendem as transformação da Universidade no novo projeto MEC, defendem o ensino a distancia, melhoria de aproveitamento dos graduados, emancipação (quando possível) dos campus, aproximação com a sociedade política, incremento das pesquisas, aumento dos cursos de mestrado e doutorado para uma melhor avaliação da UFMT, construção do novo hospital, mudança da área médica para as proximidades do novo hospital, com isso desafoga nosso campus.

    Treinamento e novas contratações de professores e funcionários.

    Enfim todos afinados com o mesmo discurso, o mesmo osso e só o que sobressai é a apresentação individual dos candidatos e ao meu ver continua melhor a numero 01.

    Porque? Por que vem do Instituto de Ensino é capaz de falar para mil ou mais professores do ensino médio de uma só vez e se fazer entendida, uma das responsáveis pela implementação do ensino a distancia, milita no PT e deve conhecer os meandros da universidade como nenhum outro.



    Em resumo: teremos a continuação, provavelmente com mais verbas, mais professores e maior percentual de aprovação de graduados.

    Gostaria de ver uma UFMT sem tanta dependencias dos politicos, mais independente e criativa.



    Jacyara – O oraculo em desencanto

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Será que o professor Valente tem a corragem de dizer que não tem contatos politicos com o Dep. Riva. Aguardamos uma nota pública dispensando o apoio do Dep.que é acusado com provas robustas de desviar mais de R$ 100 milhões dos cofres da AL.

  • Cleiton | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse brunetto só mama nas teta do governo e parece que fugiu da escola. vc não leu o texto, onde o prof. diz que não tem amizade com o deputado???

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O nobre Cleiton, desafio o Professor Valente recuzar públicamente o apoio do Dep. Riva Sòcio do Dep.Eliene todos farinha do mesmo saco.

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