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Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2009, 13h:37 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

Rumo a 2010

Pedagoga diz que leis podem ser conciliadas com emoção

Daniella Maria de Oliveira Varela, pedagoga   A pedagoga Daniella Maria de Oliveira Varela critica no artigo intitulado "Quando o tecnicismo se sobrepõe ao humanismo" as pessoas que não se sensibilizam por certos acontecimentos. Preferem cumprir regras, mesmo que isso venha implicar em prejuízo ao próximo. Daniela discorre sobre o assunto, motivada por um episódio no último final de semana, envolvendo sua irmã, que cursou Medicina em Cuba. Durante um exame para conseguir licença para trabalhar no Brasil, a irmã de Daniella acabou desclassificada, sob argumento de que seu aparelho celular "despertou" durante o teste.

    Daniella conta que, mesmo em meio a prantos e clamores, a Coordenação de Concursos e Exames Vestibulares da Universidade Federal do Estado (UFMT), que realizava a avaliação, não teve pena em momento algum em dizer que a garota estava desclassificada. Em seu texto, ela relembra ainda profissionais, como o médico Aristides Nasser, "humanista de formação, especialista em ajudar pessoas independente do que está no edital, comprometido com o ser humano e não com formulários, números e ruídos sonoros".

   Sobre a inflexibilidade das pessoas em relação às regras, Daniella acredita que só intolerantes vêem a norma como sendo dura e punitiva, sempre tendo que seguí-las ao pé da letra. Mas, ao mesmo tempo, pondera que, com bom senso, qualquer regra pode ser conciliada com emoção e intelectualidade. (Lisânia Ghisi)

   O artigo assinado por Daniella Maria de Oliveira Varela, sob o título "Quando o tecnicismo se sobrepõe ao humanismo" está postado na seção Artigos, logo acima, à esquerda. Leia lá e comente cá.

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Comentários (26)

  • JOSE MARCELO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O EDITAL É BEM CLARO. VALE PARA TODOS. QUEM NÃO PRESTOU ATENÇÃO DANÇOUUUUUUUUUUUU

  • maria | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por causa da pedagogia que o ensino está um fracasso: tudo pode, tem que abrir um leque aqui outro acolá, coitadinho daqui, coitadinho dali, ...NÂOOOOOOOOOOOO, pode!!!! Regras são regras e cumpra-se...principalmente na educação!!!!!

  • Thiago Stuchi | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Terrível, né, Daniella? Imagine toda essa falta de bom-senso partindo de um magistrado. É o que nós, estudantes de Direito, enfrentamos diariamente. Se a legislação tivesse que ser interpretada sempre fria e cruamente, não precisaríamos de fiscal da lei - um computador cumpriria tal papel. Solidarizo-me com a situação de sua irmã, mais uma vítima do desserviço prestado à população por um despreparado funcionário público.

  • Orlandir CAvalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Negativo!!!!!
    Está totalmente equivocada a pedagoga DAniella!!!!!
    Concordo plenamente com alguem que acima citou a elasticidade e permissividade que se instalou na sociedade principalmente na educação.
    A medica teve um comportamento infantil e que me desculpe, mesmo com toda qualidade e conhecimento ainda tem muito que aprender na vida.Regras simples como ler o edital com certeza o edital não dizia para levar celular desligado, mas sim não levar o aparelho!
    Outra. O edital é lei entre as partes.
    Outra. A mais de 17 anos sempre sou fiscal em exames e provas a nivel estadual e nacional, se acontecesse em minha sala teria o mesmo tratamento.
    PArabéns ao fiscal da sala.

  • Paulo Cesar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Normas são feitas para serem cumpridas. Uso de celular na hora de uma prova, é totalmente inaceitável. A UFMT é uma instituição séria.

  • Thiago Stuchi | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Respeito seu comentário (acima), evidentemente. Mas devo insistir em criticá-lo. O fiscal de provas não é um robô. Ele deve pensar também. Seria outro caso se o celular tivesse simplesmente tocado (no caso, disparou o alarme) e a candidata o atendido. Ademais, o edital é vinculante (mas não tem força de lei) e, como toda regra, deve ser interpretado com o maior bom senso e boa-fé possíveis. A única reclamação legítima poderia ter vindo dos outros candidatos, os únicos que, de alguma forma, poderiam ter sido prejudicados com o fato.

  • Thiago Stuchi | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lembrei-me de quando prestava o vestibular da USP (Fuvest). Cinco minutos antes da fechada dos portões, chega uma garota toda esbaforida na sala em que eu estava, para também fazer a prova. O fiscal pediu, como de praxe, seu RG, e começou a lhe passar as informações necessárias. Antes que terminasse, a moça o interrompeu e disse que tinha acabado de ser assaltada. Tinham levado-lhe a bolsa com a carteira. Qual a reação imediata do fiscal? Fique tranquila! Não estou aqui para prejudicar ninguém. Vou pegar sua digital. No fim da prova, vc me acompanhe atá a organizadora da prova nesta unidade. Ela vai checar seus dados, sua assinatura e sua digital. A garota fez a prova. E hoje é minha colega de classe na faculdade. Pena que existam poucos fiscais assim, que sabem ponderar a aplicação da regra. Em sua simplicidade, soube perceber que ninguém sairia ganhando ou perdendo com aquilo. Ele foi meu primeiro professor de Direito.

  • josé | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quando o humanismo serve para cobrir nossos erros.

    Querida Pedagoga,
    Não nos envergonhe. Eu como Pedagogo sei os limites das minhas ações. Não posso quebrar regras prescritas à todos e não sofrer as consequências dos meus atos. O humanismo exige formalismo, exige disciplina, precisa de cumprimento de regras, de capacidade intelectual, inclusive, para comportamentos em grupos.
    Por isso, penso ser um equívoco da vossa parte alegar sobreposição do humanismo ao tecnicismo. A técnica é competência e o humanismo a relação que essa competência pode ter com o desenvolvimento da capacidade humana. Nos falta ler um pouco mais para falar em tecnicismo e humanismo, mas, por favor, não use o humanismo para encobrir erros e equivocos.

  • geraldir | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O edital da UFMT é claro: sem celulares.
    O erro não justifica supressão das regras.
    Descuido ou não, a Coordenação das provas está coberta de razões.

  • Gabriella | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Para os ignorantes e sem informação:

    Primeiro, o edital não dizia que não poderia portar celular, apenas que o mesmo deveria estar desligado, nem mesmo pediam que fosse tirada a bateria.
    Segundo, não dizia que não era permitido portar celular.
    Terceiro, desliguei meu celular na frente do fiscal, quem colocou o mesmo dentro de envelope lacrado foi ele, quem garante que ao colocá-lo dentro do envelope o mesmo não acionou um alarme que não tinha sido planejado por mim?
    Em relação a ter muito o que aprender com a vida, tenho que admitir, tenho mesmo, afinal, são pessoas como vocês que eu terei que atender um dia nos meus consultórios, e farei questão de seguir ao pé da letra e burocraticamente tudo o que eu aprendi.
    Agoira eu me pergunto, se eu tenho realmente tanto o que aprender com a vida, por que um médico formado com uma grande bagagem na mala da vida resolveu me estender a mão naquele momento? Será que ele tem que aprender na mesma escola que eu? Duvido, porque sei da formação daquele médico que hoje é diretor da faculdade e que sabe a diferença entre imaturidade e uma fatalidade.
    Um abraço.

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