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Segunda-Feira, 09 de Junho de 2008, 23h:52 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

JUDICIÁRIO

Perri e Lessa são intimados a apresentar defesa


Desembargador Orlando Perri, corregedor-geral de Justiça

  O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Lessa, e o corregedor-geral da Justiça, Orlando de Almeida Perri, devem ser notificados nos próximos dias para apresentar defesa sob a representação formulada em desfavor de ambos referente às acusações de infração disciplinar, feita pelo grupo de juízes investigado no suposto esquema de desvio de dinheiro do TJ, denunciado por ambos. O ex-presidente do TJ, desembargador José Ferreira Leite, é um dos magistrados acusados. 

  A autuação para que seja expedida a notificação foi determina na última quinta (5) pela desembargadora Shelma Lombardi, designada para apreciar a representação formulada em desfavor de Lessa e Perri. Somente após o prazo para defesa, a desembargadora procederá ao exame do contido nos autos e posterior manifestação do seu entendimento.
 
 A representação contra membros da Mesa Diretora do TJ foi protocolada em 7 de maio. Shelma deve elaborar o relatório sobre o caso somente depois de cumprido todos os procedimentos legais e administrativos. A representação ainda não tem data para entrar em pauta no Órgão Especial, competente para apreciar e julgar este tipo de pleito administrativo. O Órgão Especial do TJ/MT reúne os 18 desembargadores mais antigos da instituição.

  Escândalo

  O escândalo envolvendo membros do TJ teve início com a denúncia do desembargador Orlando Perri, corregedor-geral contra 4 juízes: Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antonio Horácio da Silva Neto, que preside a Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT) e Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho do desembargador e ex-presidente do TJ, José Ferreira Leite, grão-mestre do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

  Perri recebeu um relatório que aponta o envolvimento dos magistrados em recebimento de vantagens salariais indevidas no período em que Ferreira Leite foi presidente do TJ. A acusação é que teriam usado dinheiro público para socorrer financeiramente investidores ligados à loja maçônica Grande Oriente do Estado.

  Em represália à denúncia que foi acatada pelo presidente do TJ, Paulo Lessa, o grupo de juízes denunciados protocolou junto ao Órgão Especial do TJ uma representação contra ambos por desvio de conduta e também outras 7 acusações no Superior Tribunal de Justiça em que acusam a Mesa Diretora de perseguição e de agir com truculência contra magistrados tidos como desafetos.

  No dossiê contra Perri  protocolado STJ acusa o corregedor e o presidente Paulo Lessa de práticas ilícitas. No documento, os juízes anexaram provas de que Orlando teria fraudado a data de nascimento na Carteira de Identidade para poder concorrer ao concurso público à cadeira de magistrado, que à época exigia-se a idade mínima de 25 anos, quando, em verdade, ele teria 24. Perri teria um ano a menos que o permitido e, portanto, não poderia concorrer a uma vaga de juiz, segundo relata a denúncia.

  Contra Lessa pesa as acusações de improbidade administrativa. Na denúncia feita ao STJ, os juízes sob investigação insinuam que houve algo ilegal sobre a viagem do atual presidente do TJ ao Panamá para acompanhar encontro de magistradas. (Alline Marques)

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Comentários (24)

  • Rosa Maria di Coxipó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Desembargador Perri,
    Por gentileza não menospreze a inteligência dos mato-grossenses, dizendo que não adulterou sua idade e sim retificou. O senhor tem dicionário em casa ou no tribunal?
    Retificar significa adulterar, mudar, consertar, trocar e etc...portanto o senhor adulterou retificando sua idade e deve ser punido por issso. Se algum processo chegar às suas mãos com esse tipo de ação qual seria sua decisão?
    Se o réu fosse pobre, prisão por falsidade de documentos e se rico, adulteração, pena leve? ou seria demitido a bem do serviço público?
    Com a palavra o Ministério Público, o STJ e a quem possa interessar..................

  • Roberta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tem muita coisa pra ser investigada no TJ principalmente a compra e venda de sentenças que é voz corrente entre o meio jurídico, tem agenciadores de sentença que tem laços de família com a alta cúpula do TJ, será que a Corregedoria vai investigar????? Se o Corregedor quer aplicar justiça deveria ir a fundo em relação a este fato que é de conhecimento geral. É uma coisa vergonhosa, é necessário uma LIMPEZA GERAL na justiça de MT que está com a credibilidade em baixa. Por favor Policia Federal, que tem atuado mto bem em relação a desvendação de diversos crimes, investigue isto a fundo, faça escutas telefônicas, que terão uma grata surpresa, PORQUE DOA A QUEM DOER a verdade tem que aparecer. O Judiciário tem que ser moralizado, chega de negociatas, de atos escusos a sociedade que paga seus impostos e por consequência o salário daqueles que estão lá para aplicar a justiça ESPERA UMA RESPOSTA.

  • Márcia C. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    se RETIFICAR o nome para fazer concurso da magistratura não é crime vou RETIFICAR também meu diploma de graduação para que eu possa participar de concurso para ingresso na magistratura, já que é exigivel 03 anos de experiência jurídica, após a colação de grau, JÁ QUE PODE UM, PODE O OUTRO TAMBÉM, afinal de contas quero entrar no judiciário para, da mesma maneira que o Sr. Corregedor, aplicar as leis.....................................para os outros, claro!

  • mauro da silva venturini | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    QUE SUJEIRA ESSE TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MATO GROSSO. USAR A LOJA MAÇONICA GRANDE ORIENTE PARA PRATICAR ATOS ILICITOS COM O DINHEIRO PÚBLICO. COMO DIZ MEU COMPADRE TIBURCIO A LOJA MAÇONICA ORIENTE SO TEM LOBO VESTIDO PELE DE CORDEIRO... E AINDA POSSAM DE GENTE FINA PODE.... CRUZ CREDO!

  • adriana medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    porque esse senhor perri não faz justiça começando pelas pessoas que ele contratou em troca com o senhor paulo lessa, a exemplo sua amiga com o filho do paulo lessa, depois filhos do senhor valdir serafim com a parente da dona dirce, etc...comece por ai fazendo justiça.

  • Marcia M. C. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou funcionária de carreira do tjmt e tenho vergonha pelo que estamos passando nesta administração, onde funcionários honestos estão sendo crucificados, humilhados e ameaçados.
    Não vejo a hora desta administração passar. Este presidente ficou na história da justiça como uma vergonha.

  • Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SOU ADVOGADO EM CUIABÁ E JÁ FUI PREJUDICADO EM PROCESSOS PORQUE A PARTE CONTRÁRIA ERA MAÇOM E O JUIZ TAMBÉM ERA. O DESEMBARAGADOR ORLANDO PERRI FAZ MUITO BEM DE NÃO SER MAÇOM ELE É UM JUIZ SÉRIO E HONRADO E NÃO DEVE SE MISTURAR COM ESSA CORJA QUE UTILIZA DA MAÇONARIA PARA OBTER VANTAGENS PESSOAIS. UM MAGISTRADO DECENTE NÃO DEVERIA SER MAÇOM.

  • rildomatogrosso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    bom, agora sim que devemos acreditar na justiça divina......

  • Joaquim Lius | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gostaria de fazer uma pergunta a todos os Brasileiros que conhecem o Mato Grosso.
    1. Vocés acham que vai virar alguma coisa isto?
    2. Um deles até falcificou documento para o concurso Publico
    3. Acha que com ele vai ter punição.
    4. Se tiver vai ser apenas um puchão de orelha
    5. Se fosse um coitado o que vocé acharia que poderia acontecer, pena de morte ou prisão perpetua?
    Este Mato Grosso precisa de uma intervenção Federal, pelo amor de Deus.

  • Mauro Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nos seres humanos comuns so temos que ficar tristes com tudo isso, ali naquele palacio onde deveria reinar seriedade e justica, pelo menos em tese, se transformou em casa da vergonha, so temos que lamentar tudo isso.

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