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Terça-Feira, 29 de Dezembro de 2009, 12h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

JUDICIÁRIO

Perri racha "grupão" e pode perder chance de ser presidente

   A disputa pela cadeira do desembargador Donato Fortunato Ojeda, que se aposenta compulsoriamente em abril, está acirrada entre os juízes João Ferreira Filho, da 20ª Vara Cível de Cuiabá, Dirceu dos Santos, titular do 7º Juizado Especial Cível da Capital, e Sebastião Barbosa Farias, do 4º Juizado Especial Cível de Cuiabá. O juiz Rondon Bassil Dower Filho corre por fora na tentativa de se tornar o próximo desembargador do Tribunal de Justiça. A vaga será preenchida pelo critério de merecimento.

   O desembargador Orlando de Almeida Perri, que é ex-corregedor-geral de Justiça na gestão Paulo Lessa e cotado para ser o próximo presidente do Judiciário, articula para Sebastião ser escolhido à promoção. Nas articulações, ele tenta impor o "afilhado", o que tem causado racha no chamado "grupão", composto por magistrados aliados de Lessa e que fazem oposição sistemática ao atual presidente, desembargador Mariano Travassos. Esse tipo de queda-de-braço acaba criando clima tenso entre os magistrados.

   O desembargador Carlos Alberto da Rocha, tido como um dos nomes mais respeitados entre os colegas magistrados e um dos porta-vozes do grupo de Lessa, já teria inclusive mandado um recado a Perri: ou ele muda de ideia quanto à propaganda que tem feito a favor de Sebastião e passa a apoiar o nome de Dirceu dos Santos na briga pela cadeira de Ojeda, ou pode esquecer os planos de se tornar o próximo presidente do Tribunal de Justiça. Perri, que até agora conta com o apoio do “grupão”, se movimenta para ser o sucessor de Travassos, na eleição que acontece em dezembro de 2010. Ele é o mais cotado, considerando a existência de um "acordo de cavalheiros" para que o desembargador com mais tempo no Pleno e que ainda não tenha comandado o Judiciário seja escolhido para presidente. Mesmo assim, não trata-se de uma regra. Exemplo disso foi o que aconteceu com o próprio Travassos, que concorreu com o ex-vice-presidente Paulo Cunha, mais antigo no TJ, e venceu a disputa.

  Perri x Alberto

  Sem saber quem tem mais força entre Perri e Carlos Alberto, alguns desembargadores ainda ficam em “cima do muro” e preferem não tomar partido. O clima de rivalidade e polarização de grupos é evidente nos corredores do TJ. A união do grupo seria a garantia de que Perri vai se tornar presidente. Com o bloco rachado, no entanto, abre-se brecha para a escolha de Rubens de Oliveira, magistrado eleito pelo quinto constitucional da OAB e que conta com o apoio do grupo do atual gestor.

   Travassos se mostra aliado do ex-presidente José Ferreira Leite. Os dois são investigados, junto com outros oito magistrados, por suposto desvio de recursos. O processo corre em segredo de Justiça e não tem sequer previsão para ser julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

   O chamado “grupão” contaria hoje com a participação de Paulo Lessa, Rui Ramos Ribeiro, Guiomar Teodoro Borges, Márcio Vidal, Clarice Claudino, Evandro Stábile, Jurandir Florêncio de Castilho, Orlando Perri, Donato Fortunato Ojeda, Sebastião Filho, Gerson Paes, Carlos Alberto da Rocha, Juvenal Pereira da Silva e Maria Helena Povoas, e se mostra cada vez mais forte para decidir os caminhos do TJ. Na última eleição para promoção de juiz pelo critério de merecimento, 14 desembargadores desse grupão fecharam nos nomes de Alberto Ferreira, Dirceu dos Santos e Sebastião Barbosa. Na “briga”, Alberto saiu vencedor. (Flávia Borges)

(15h45)Perri nega defender nome de Sebastião e não pensa na sucessão de Travassos

   Orlando Perri garante, por meio de nota, que não está "apadrinhando" o juiz Sebastião Barbosa, bem como nenhum outro magistrado, à cadeira de desembargador do TJ. Segundo ele, não há racha no grupo. "Os desembargadores que se reúnem em torno do que se tem chamado de "grupão" nao são aliados de Lessa e nem opositores de Travassos. Antes de mais nada, são magistrados com ideias voltadas inteiramente para a instituição, na busca da construção de um Judiciário democrático e, principalmente, sem os vícios de outrora", diz Perri.

   Confira, abaixo, a íntegra da nota enviada por Orlando Perri
   "Sobre a reportagem "Perri racha "grupão" e pode perder chance de ser presidente", informo que a notícia veiculada causou-me assombros pelo acervo de inverdades que ela contêm.
   Em primeiro lugar não estou apadrinhando qualquer juiz ao cargo de Desembargador, muito menos querendo "impor" o nome de quem quer que seja.
   Em segundo lugar, os Desembargadores que se reúnem em torno do que se tem chamado de "grupão" nao são aliados de Lessa e nem opositores de Travassos. Antes de mais nada, são magistrados com ideias voltadas inteiramente para a instituição, na busca da construção de um Judiciário democrático e, principalmente, sem os vícios de outrora.
   Em terceiro lugar, nunca me "movimentei" para tratar da sucessão, tema que considero demasiadamente prematuro e intempestivo. Nesse particular, é também disparatada a notícia de ter recebido "recado" de outro colega intimidando-me a apoiar certo nome à desembargadoria, situação que jamais ocorreu.
   Infelizmente, parece que, em relação à minha pessoa, a nossa imprensa, de um modo geral, tem pecado com a ética que impõe ao bom jornalista sempre ouvir o outro lado antes de se publicar a matéria."
   Atenciosamente,
   Orlando Perri
   Desembargador

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Comentários (4)

  • João F. da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Será que dessa vez vão trapaçear novamente, tirando a dra Maria Erotides da lista?
    Vai valer mais quem só homologa acordo do que aquela que dá sentença com mérito, analisando cada caso com muita atenção...?
    Fui jurado em VG e cansei de passar noite a dentro com essa juíza no júri, trabalhando incansavelmente pelo povo de Várzea Grande, com bandidos perigosos que acabavam entendendo até mesmo o motivo da pena que era aplicada, inclusive virando cidadãos de bem. Acorda TJ! Para moralizar, leva a doutora Erotilde pra lá... Ou tem gente com medo da dama-de-ferro de VG?

  • Barbosa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Amigo Ronilson, pare com isso, é muito importante conseguir IBOPE, para seu SITE, mas a grande maioria de suas matérias, são uma meia-verdade. Investigue primeiro, meu caro amigo, ouve o outro lado e na mesma matéria divulgue os dois lados do assunto. Um abraço.

  • Francisco Rezende (serv TJMT) | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Será o que os Srs Membros do chamado grupão não notaram ainda que estão sendo usados e bem mal usados pelos Srs Lessa e Perri para a Eleição do segundo e depois tchauuu, aí é a volta daquele mesmo grupelho que recebeu muito dinheiro no apagar das luzes da adminstração anterior !!!

  • Marcelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns Desembargador Orlando Perri pela nota de resposta ao site, vejo que nota esta bem ponderado e mostra a realidade que vivemos quanto a imprensa local...

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