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Terça-Feira, 29 de Abril de 2008, 17h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

OPERAÇÃO TERMES

PF divulga nomes de presos em operação

Delegado Carlos Eduardo Fistarol   Dos 67 mandatos de prisão, 47 são de Cuiabá; coordenador da Operação, delegado Carlos Eduardo Fistarol, concede entrevista e explica esquema

Após muita expectativa, a Polícia Federal divulgou há pouco os nomes dos envolvidos. Até o momento 61 pessoas foram presas, entre elas, a advogada Silvana Moraes Valente, acusada de liderar o esquema de liberação de cargas de madeira irregular. 

(Às 17h25) - Polícia Federal prende mais um foragido

 A PF Polícia Federal confirmou há pouco a prisão de Odivaldo Pachi. Até o momento, seis pessoas estão foragidas. Os mandados de busca e apreensão ainda estão sendo cumpridos nos 14 municípios.

  Dos 67 mandados de prisão, 47 são de Cuiabá. A maioria servidores de órgão estaduais, como a Sema, Indea e Dema. Até o momento, foram 29 funcionários públicos detidos como suspeito de facilitar a liberação para exploração florestal e adulterar as espécies de madeiras extraídas nos certificados. Além deles, foram detidos também 10 policiais rodoviários federais, três militares e um civil. (Alline Marques)

(Às 17h57) - Esquema era dividido em 3 núcleos independentes

  O delegado Carlos Eduardo Fistarol informou que o esquema era dividido em três núcleos. O primeiro era formado por servidores da Sema responsável por agilizar o processo de liberação para exploração florestal e reduzir os valores das multas aplicadas aos madeireiros. Outro núcleo era sustentado por funcionários do Indea que realizava a adulteração nas espécies de madeiras nos certificados liberados para os caminhões que transportavam as madeiras, permitindo que madeiras nobres saíssem do estado como espécies comuns. Já os policiais rodoviarios federais e a advogada Silvana Moraes Valente fechavam o esquema liberando as cargas de madeiras ilegais nas rodovias.

  "Alguns servidores eram conhecidos de outros, mas nao necessariamente tinham ligação. Eram três grupoas que agiam de forma independente. A advogada era responsável apenas por liderar a ação dos policiais rodoviarios", explica o delegado.

  Silvana além de facilitar o transporte da madeira de forma ilegal, também atuava como advogada dos madeireiros quando a carga era apreendida. É ai que entra ação dos policiais militares e do civil. Eles passavam informações previlegiadas para Valente.

(Às 18h23) - OAB solicita liberdade de advogada

 O presidente da Ordem dos Advogados, Francisco Faiad, informou ao RDNews que já solicitou a liberdade da advogada Silvana Moraes Valente, ao juiz Julier Sebastião, da 1ª Vara de Justiça Federal. Segundo ele, não há motivos para que ela continue presa, já que possui escritório em Cuiabá, residência fixa e não responde por nenhum outro processo contra ela.

  Faiad explica ainda que o advogado defende interesses de terceiros e tem prazos para cumprir. "A prisão dela causa prejuízos imensos a terceiros, já que ela defende outras pessoas e trabalha com prazos. A prisão de um advogado tem que acontecer com muita cautela, não que as de outras não precisem, mas outros dependem do trabalho do advogado", destaca.

  O Tribunal de Defesa de Prerrogativa da OAB está acompanhando o caso para garantir que os privilégios de Silvana como advogada sejam assegurados. Faiad contou também que a OAB deverá instaurar um processo ético contra Valente e caso seja comprovada a participação dela no esquema poderá perder o resgistro de advogada. (Alline Marques)

(Às 20h59) - Governo já sabia de investigação contra servidores

  O secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, disse já saber das investigações contra os servidores do Estado, que desencadeou a Operação Termes nesta terça.

  O secretário explica que as investigações tiveram início no período que ele ainda estava à frente das averiguações na instituição. Ele contou ainda que as corregedorias das policias Civil e Militar estão acompanhando todo o processo. "Já solicitamos uma cópia do processo e foi aberto um processo administrativo para apurar o envolvimento dos policiais", disse Diógenes Curado.

  O delegado da PF que está à frente das investigações, Carlos Eduardo Fistarol, explicou como funcionava esquema e qual era função dos servidores no esquema e destacou a porticipação de funcionários do Indea, órgão que até agora não havia sido aparecido envolvido em nenhuma outra investigação. Oito assistentes técnicos de defesa agropecuária do Indea foram presos acusados de expedirem certificados de identificação de madeira fraudulentos. São 120 funcionários que desempenham a mesma função no órgão em Mato Grosso. O presidente do instituto, Décio Coutinho, informou que será aberto um processo administrativo para cada servidor apontado pela investigação e ainda fará o levantamento da ficha funcional. Ele explicou que todo o trabalho de identificação é realizado com testes específicos, onde os servidores são qualificados anualmente para desempenharem a função. Também existe um rodízio dos servidores por todo o Estado para evitar o vício de contato com os transportadores. A fiscalização é feita em regime de plantões 24 horas por dia.

  Enquanto o  secretário de Meio Ambiente, Luis Daldegan viaja pelos Estados Unidos, o em exercício Salatiel Araújo tem trabalho para esclarecer os fotos. “Estamos verificando o motivo da prisão, e a partir daí, analisar se existe algum tipo de falha na tramitação do processo da madeira, no âmbito administrativo”, esclarece. Da Sema, foram detidos um funcionário em Aripuanã e outros três em Cuiabá, distribuídos pelos setres de geoprocessamento, gestão florestal e infra-estrutura. “Vamos evitar que existam as mesmas brechas nos fluxos de documentos, se há controles que necessitam serem melhorados, para que estes erros não se repitam”. (Alline Marques com assessoria)

(Às 21h57) - Dados do Inpe servem de referência para PF

  Apesar do governador Blairo Maggi contestar os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Especial (Inpe), eles são uns dos elementos utilizados pela PF. É o que revela o coordenador da Operação Arco de Fogo, delagado Álvaro Palharini. Ele revelou que as fotografias tiradas com os satélites servem de referência para que os policias combatam o desmatamento ou até mesmo desencadeie uma operação.

  A Operação Arco de Fogo foi delfagrada no dia 10 de março com objetivo de combater a exploração ilegal de madeira na Amazônia. Ela tem cárater permanente e atua com 10 equipes espalhadas pelo estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. São 300 homens à frente da operação, entre policiais, agentes do Ibama e da Força Nacional.

  Palharini admitiu também que a Arco de Fogo foi baseada nos dados do Inpe que apontos os três estados como maiores desmatadores. Ele disse ainda que Mato Grosso está à frente dos outros estados, o que não quer dizer que nos demais não ocorram crimes semelhantes. Por outro lado, destaca os dados do Inpe que apontaram uma redução de 80% do desmatamento no Estado após a operação coordenada por ele. "Mato Grosso teve sucesso e esta é a primeira operação desencadeada a partir da Arco de Fogo, outras podem vir a ocorrer. A superintendência continua investigando", informa. (Alline Marques)

(Às 23h16)Envolvidos podem pegar até 12 anos de prisão

  Os envolvidos no esquema de liberação de cargas de madeira ilegal podem ser condenados a 12 anos de reclusão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e exploração de prestígios (Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha).

  De acordo com o Código Penal Brasileiro, são acusados de corrupção passiva pessoas que solicitam ou recebem, direta ou indiretamente, dinheiro tirando vantagem do cargo que ocupa. Já os enquadrados em corrupção ativa são os que oferecem ou prometem benefício indevido a funcionário público. A pena para esses crimes varia de 2 a 12 anos de reclusão e multa. Já para formação de quadrilha a pena é de 1 a 3 de reclusão e de 1 a 5 anos de reclusão mais multa para exploração de prestígio.
 
  Até o momento 60 pessoas foram presas, sendo 29 servidores, 10 policiais rodoviários federais, um civil, três militares, 12 madeireiros, a advogada Silvana Moraes Valente, o ex-PRF e ex-marido de Silvana, Marconiel Pouzo de Amorim, além de despachantes. Falta a polícia prender seis suspeitos.

  Após serem ouvidos, os policiais serão encaminhados para o presídio de Santo Antônio de Leverger. Os demais irão para o Pascoal Ramos. Os presos no interior deverão permancer detidos na delegacia da cidade. (Alline Marques)

(Às 00h17)PF revela diálogo entre policial e pistoleiro 

  A Polícia Federal liberou partes das conversas gravadas com escutas telefônicas autorizadas pela justiça. Em uma delas, mostra a conversa entre Luis Antônio França Escobar, um dos policiais envolvido no esquema, com o pistoleiro Jeferson Garcia do Araújo, também preso durante a Operação Termes. O delegado Carlos Eduardo Fistarol, disse que os crimes de homicídios não estavam relacionados com o esquema.  Acredita-se que Escobar teria encomendado a morte dos acusados de matar seu cunhado. 
 
  A TV Centro América divulgou partes da conversa nesta quarta no jornal MTTV 2ª edição.

  Confira o diálogo:
 
ESCOBAR - Porque esses vagabundinhos ai oh, já era para eu ter resolvido esse problema. É porque quando esses canalinhas, desses desclassificados, sabe, porque quando eu estava atrás dele com uma 9 mm até na boca, com seis homens atrás dele, por mais de cinco meses  procurando esse canalha dos infernos.

JEFERSON – Hun-run

ESCOBAR – Sumiram evaporaram de Cuiabá

JEFERSON – (falo algo impossível de entender)

ESCOBAR – Mas pra pegar para chacinar, porque pra mim é cafezinho pequeno, rapaz. Eu já fiz muito isso na minha vida, por isso que agora eu, eu, eu,

JEFERSON – Tá mais calmo.

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Comentários (8)

  • Joao Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ... só falta agora o Governador falar que estas prisões são ilegais, pois falar que não tem desmatamento no Estado ele já prontificou de falar....rssss

  • Pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ....sempre falei aqui que o crime organizado do desmatamento em Mato Grosso sempre foi o grande patrocinador dos políticos do nortão, assim vem aparecendo o nome de algumas figuras já bem conhecidas, e o fim do desmatamento está longe de ocorrer....

  • alex | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cadeia NELES !!!!!!!!!!!

  • Anonimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bom, primeramente, dou os meus breves aferendas, a nobre colega que escreveu a matéria. Muita agilidade na mesma, porém com erro de digitação. Tão somente um.. pacumpri, não existe essa palavra em nosso vocabulario, mas sim para cumprir.

    Só corrigindo. Mas a matéria esta muito boa, e parabenizo o site pela agilidade nas matérias, leio o mesmo diariamente.

  • ALBUCASSIS RAMIRES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E AGORA SENHORES BOTINUDOS ??? !!! SÓ RESTA EXTRADITAR IMEDIATAMENTE O CHEFE DA GANG QUE SE ENCONTRA NO EXTERIOR.

    ESSE DESGOVERNO DOS BOMBACHUDOS É UMA VERGONHA,O QUE NOS PARECE QUE A META DELES É ACABAR COM O NOSSO MATO GROSSO,COMO FIZERAM COM O RIO GRANDE DO SUL.

    PRECISAMOS DAR O TROCO A ELES NAS URNAS.

  • marcoscbá | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    resta saber se o Secretário de Estado do Meio Ambiente-SEMA, não sabe de nada e esta isento no processo, pq a viagem pro exterior num momento deste é motivo de suspeita e algo mais..........

  • JACIANE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    CRÉU! CRÉU!.........

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