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Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2009, 13h:16 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

INVESTIGAÇÃO

PF prende empresários e políticos por fraudes no PAC

   Após ter as obras embargadas pela Justiça na última semana, em decorrência de acidente que culminou na morte de dois trabalhadores do lote 3,  o prefeito de Cuiabá  Wilson Santos (PSDB) enfrenta novo “golpe” com a prisão de 11 empresários, advogados e, inclusive, um dos seus principais assessores, o ex-vereador e procurador-geral do Município José Antônio Rosa. À época das licitações irregulares, entre 2007 e 2008, Rosa presidia a Sanecap, responsável por tocar as obras do PAC que, no total, somam R$ 238 milhões. Ele é acusado de favorecer empreiteiros que também disputaram as licitações.

   Contra Rosa há gravações telefônicas em que ele conversa com empresários com interesse nas obras, além de membros do Tribunal de Contas da União. O procurador-geral teria infringido a Lei das Licitações. Seu advogado Ulisses Rabaneda contesta. “O meu cliente não cometeu crime algum. O processo de licitação é público e não vejo crime”. Ele confirmou a prisão de Rosa às 6h e as buscas na casa do procurador, no escritório de advocacia e na própria prefeitura. A Justiça também determinou o sequestro dos bens de José Rosa. “Vou ingressar com um pedido de habeas corpus no TRF ainda nesta segunda. Não havia necessidade da detenção”, argumenta o advogado.

   Além do procurador-geral da Prefeitura de Cuiabá, foram presos os irmãos e proprietários da empreiteira Três Irmãos, Marcelo e Carlos Avalone (PSDB), ex-deputado estadual e ex-secretário de Indústria, Comércio e Energia no governo Dante de Oliveira. Segundo as investigações, a empreiteira Três Irmãos foi uma das beneficiadas pelos processos licitatórios “arranjados” por Rosa. As irregularidades teriam ocorrido nos lotes 1, 2 e 3, que, juntos, somam R$ 219 milhões dos cerca de R$ 238 milhões previstos para os 7 lotes do PAC na Capital. Até agora, pouco mais de R$ 7 milhões, das obras licitadas irregularmente, foram pagos.

   O ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima Barros (82/86), também integra a lista dos detidos preventivamente durante a Operação Pacenas, da PF. Proprietário de uma das empresas do ramo de construção civil, Anildo possui estreita relação com lideranças do DEM. O nome dele apareceu nas investigações após a PF flagrá-lo em conversas suspeitas. Os bens de Anildo foram sequestrados.

   Pecuarista e ex-presidente da Acrimat, Jorge Pires Miranda (DEM), dono da Concremax, também foi preso. O sócio e filho de Pires, Júlio Flávio Campos, foi interrogado pelos policias. Ele é sobrinho do senador Jayme Campos e do ex-governador Júlio Campos e também foi ouvido pela PF nesta segunda. Jorge Pires é irmão do ex-deputado Moacir Pires, que presidiu a extinta Fundação Estadual do Meio Ambiente (então Fema e hoje Sema), no primeiro mandato do governador Blairo Maggi (PR). Moacir Pires chegou a ser preso à época, sob acusação de participação em crimes ambientais.

   As empresas de Miranda, do ex-prefeito Anildo Barros e dos irmãos Avalone fazem parte do Consócio Cuiabano (Concremax, Três Irmãos, Gemini e Lumen), empreiteira responsável pela execução da maioria das obras do PAC na Capital. A Lumen é de propriedade dos irmãos Luiz Carlos e Luiz Antônio Miranda, o Toninho, do Grupo Dismafe. Ele foi ouvido pela PF e liberado nesta segunda.
 
   Outro empresário envolvido e preso é o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon), Luiz Carlos Ritcher Fernandes, dono da Conenge e ex-diretor da Geosolo. Também foram detidos o presidente do Sindicato das Empresas de Construção Pesada (Sicop), Alexandre Chuttz, ex-representante da Geosolo, os advogados Ana Virgínia, a Naná, presidente da Comissão de Licitações da Sanecap e membro da comissão, Adilson Moreira da Silva, advogado e consultor em processos licitatórios, além de Milton Pereira do Nascimento, presidente da Comissão de Licitações de Várzea Grande, e Jaqueline Favetti, membro da mesma comissão.

   Segundo a Polícia Federal, foram constatados crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa (favorecimento de advogados em licitações) e formação de quadrilha. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

(13h23)Coordenador do PAC diz desconhecer irregularidades; prefeito convoca entrevista

   O coordenador das obras do PAC em Cuiabá, Aparecido Alves, o Cido, disse ao RDNews que não vai comentar as investigações, que apontam fraudes nos processos licitatórios e que resultaram em 11 prisões porque ainda não tomou conhecimento do teor das acusações e das irregularidades. “Não posso emitir juízo de valor sem ver o que já foi apurado. Estou reunido com advogados para saber quais providências vamos tomar”, informou.

   O prefeito Wilson Santos (PSDB) não foi encontrado para falar sobre o assunto. Por meio da assessoria, o tucano adiantou que vai conceder uma coletiva, às 13h30, no auditório da secretaria de Finanças, no Palácio Alencastro. (Andréa Haddad)

(13h24)Jeverson Missias nega irregularidades em VG; servidores podem ser exonerados

  O secretário de Comunicação de Várzea Grande, Jeverson Missias, informou que não tem conhecimento de irregularidades na execução das obras do PAC no município. Disse que está tranquilo, pois as investigações da Polícia Federal abrangem o período de 2007 e 2008. “Nessa época, fomos chamados pela CGU e refizemos nosso processo licitatório”, informou. Dois funcionários da Comissão de Licitação de Várzea Grande foram presos nesta segunda (10), na operação Pacenas. Segundo Missias, o presidente da Comissão, Milton Pereira do Nascimento, e a membro Jaqueline Favette, podem ser exonerados dos cargos se as irregularidades forem comprovadas. “Ainda não temos conhecimento das acusações, mas eles podem perder os cargos se realmente estiverem envolvidos”, frisou. (Patrícia Sanches)

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Comentários (9)

  • JOHAB TELLES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • soobservando | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ai na V.G,, a coisa vai ficar Preta mesmo,,, nao quero estar na pele desses ai da prefeitura e do DAE... Cuidado ai ,,, Ralf ja foi ,,

  • THOMAZ THURBANU LIMA PINTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A Maçonaria não sente vergonha, constragimento e repulsa em ter pessoas com essas qualidades em seu quadro de obreiros?
    É por maçons assim que a sublime ordem está perdendo virtuosos irmãos, e ficando desacreditada perante a sociedade.
    Zé Antonio Rosa, Anildo Lima Barros, José Geraldo Riva & Cia Ltda, quanta qualidade de obreiros.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Curiosa a ligação que reporta o leitor Thomaz (esses sobrenomes cacófatos...), mas essa prisão aconteceu justamente por conta de três outros maçons, o presidente Lula, o governador Blairo e o prefeito Wilson – tendo as próximas eleições como meta.

    Se por um lado todos conhecem o trabalho de Wilson, chegando mesmo a não ser reconhecido por parte dos seus irmãos, ainda assim o presidente Lula não faria nada sem ouvir outro irmão honrado Blairo Maggi.

    A partir daí as coisas se moveram contra o trabalho ruim do prefeito. Se o Wilson fosse um bom obreiro isso não teria acontecido, mesmo havendo desvios do pessoal envolvido.

  • Adriano vg | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • bruno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • alvares | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    é sr. avalone e o dinheiro do finado? não contentando quis mais....

  • carlos pinto mathias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse Missias é um cara de pau. Usaram os dois peixinhos e agora diz que vai assa-los. Tomara que ambos não negociem uma delação premiada, pois, o primeiro a ir em cana será o MalDito Loro e o segundo o Missias. O primeiro está escondido na sua fazenda em Poconé comprada com o desfalque (palavra usada no relatório do TCE) de 4.790.000,00 reais do DAE/VG. E esse último tem história idêntica no governo Dante.

  • araponga | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PERSONALIDADES...!? É FORTE ESSA PALAVRA,
    só que é para homem honrrados,que tem ver-
    gonha na cara,esse antonio rosa,e sua quatri-lnha, está a serviço de alquem..!!??não é posi-vel colocar um cara dese na sanecape,ou em,
    qualquer outro orgão para perseguir a socie-dade,fazer o que fes na sanecape,cortando aguá que nunca chegou,chamando policia,com
    suspeita de cidadões está roubando agua,e dai wilson vc não lembra,ora claro que lembra,
    VCs da politíca usan a sociedade como gado,
    o juís julié sebastião da silva tem é que entortar vcs,pra largar de ser...se foce na india,cortaria as mãos,e dai já pensarão quantos politicos que estarian sem diriger..!!??

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