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Terça-Feira, 29 de Abril de 2008, 09h:47 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

MEIO AMBIENTE

PF tenta prender 50 pessoas em 14 municípios

  A Polícia Federal começou nesta terça a "Operação Termes". Está determinada a cumprir 50 mandados de busca de apreensão para desarticular um esquema criminoso de liberação de cargas irregulares de madeira envolvendo advogados e servidores públicos de diversos órgãos, entre os quais a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema),  Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (Indea), Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

  Participam da operação 250 policiais federais e 20 da Força Nacional para cumprir os 50 mandados de prisão e outros 58 de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande,  São Félix do Araguaia, Comodoro, Cáceres, Porto Esperidião, Sinop, Colíder, Porto dos Gaúchos, Marcelândia, Cláudia, Alta Floresta,  Paranaíta e Aripuanã.

  O esquema foi descoberto a partir da operação “Arco de Fogo”, realizada no mês passado, que visa reprimir os crimes ambientais na Floresta Amazônica e que consistia na facilitação em todas as fases no processo de comercialização de madeira. Desde o licenciamento irregular das madeireiras e emissão do Certificado de Identificação de Madeira – CIM até o envolvimento de policiais rodoviários federais responsáveis pela fiscalização das cargas transportadas nas estradas.

  A assessoria da Sema informou que agentes da PF não prendeu ninguém no prédio. Os servidores foram presos em casa ainda de madrugada. Ainda não foi divulgada a lista com os nomes dos detidos, que estão sendo levados para a sede da Superintendência da PF, em Cuiabá. (Alline Marques com assessoria)

(Às 11h38) - Casal é preso na sala de embarque

  Um casal acaba de ser preso na sala de embarque do aeroporto Internacional Marechal Rondon. Os dois já se preparavam para fugir, quando policiais federais chegaram e impediram o embarque. Segundo informações não oficiais, suspeita-se que seja a advogada acusada de liderar o esquema de liberação de cargas irregulares de madeira em Mato Grosso. Ela é casada com um policia Rodoviário Federal, também envolvido no esquema.

(Às 11h45) - Esquema é liderado por advogada

  Uma advogada é acusada de liderar o esquema de liberação de cargas irregulares de madeira em Mato Grosso. O nome dela não foi divulgado. Ela é casada com um policial Rodoviário Federal, também envolvido no esquema.

  O delegado da Polícia Federal, Carlos Eduardo Fistarol, informou que 67 mandados de prisão temporária devem ser cumpridos ainda hoje. Faltam poucas pessoas para serem presas. A informação inicial era de que seriam 50 mandados, mas o número já aumentou.

   Fistarol informou também que o esquema envolve 29 servidores da Sema, Indea e Dema, além de 10 policiais rodoviários federais, um ex-policial, a advogada, madeireiros e despachantes. Ainda de acordo com o delegado, os envolvidos recebiam R$ 500,00 para cada carreta liberada. O esquema começava pela Sema. Os funcionários do órgão agilizavam os processos de licenciamento para exploração florestal, liberando em apenas dois dias ações que demorariam até 40. Depois os servidores do Indea adulteravam a classificação da madeira extraída, permitindo o transporte de madeiras nobres como madeiras comuns sem chamar a atenção de policiais em outros estados. Os policiais faziam "vista grossa"  aos certificados irregulares e liberavam os caminhões com cargas de madeiras ilegais, que saíam da região Norte de Mato Grosso. 

   Parentes e advogados dos presos aguardam informações na recepção da sede da Superintendência da Polícia Federal. "Até o momento sabe-se apenas que estão sendo ouvidos e depois serão levados para o presídio", informou a filha de um dos detidos, que preferiu não se identificar.

  Segundo informações não oficiais mais de 75 pessoas foram presas. A PF possui gravações de ligações entre os envolvidos. Há pelo menos um ano elas estavam sendo investigadas pela polícia através de escutas telefônicas.

 (Às 13h50) - Advogada deve ser a última a ser ouvida

  Segundo a Policia Federal, a acusada de liderar o esquema de propina, a advogada Silvana, será a última a prestar depoimento. Alguns parentes dos detidos, confirmam que Silvana é casada com um policial rodoviário federal que também foi preso nesta terça. Recentemente ela havia se separado de outro policial rodoviário que já foi foi acusado de liberar notas fiscais falsificadas. Vários familiares aguardam por informações sobre os vários presos na sede da PF. Há expectativa de que, às 14h, seja liberada a lista com os nomes dos acusados. Advogados estão no entra e sai do local. Silvana deve ser a última a prestar depoimento. Enquanto isso, 80 equipes com aproximadamente 250 policiais e investigadores estão nas ruas cumprindo mandados de busca e apreensão.

(Às 16h25)Seis suspeitos ainda estão foragidos  

  A Polícia Federal ainda está a procura de seis envolvidos no esquema de liberação de cargas de madeira ilegal em Mato Grosso. Foram expedidos 67 mandados de prisão temporária contra servidores, policiais, advogados, madereiros e despachantes.

  A maioria dos presos já foram ouvidos pelos 50 delegados que participam da Operação Termes. A movimentação no prédio da Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá é grande. Os suspeitos estão sendo levados ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo e delito.

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Comentários (10)

  • Sandro Petrovick | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sugiro que o Governador coloque alguém na Polícia Federal para assumir a Sema.

    Ou então nomeie o Major Novacki, quem sabe ele dá um jeito lá.

  • antonio carlos pereira barreto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Silvia, concordo com quase tudo que disse, no entanto, você deveria saber que a sema é hoje o reflexo que os seus dirigentes desejam que ela seja. Há interesses politicos em querer desacreditar o órgão ambiental, desmoraliza-lo, talvez com o objetivo de fazer impor interesses econômicos de grupos que ignoram a legislação ambiental, e não admitem a fiscalização e aplicação da lei. Silvia, quem errou têm que pagar pelo erro, e digo mais, servidor corrupto têm que ser demitido a bem do serviço público, no entanto, é preciso esclarecer que um analista ambiental da sema recebe um salário de fome, e não gordos salários como você menciona, e a melhoria da gestão ambiental deste Estado passa por três questões básicas: demissão dos atuais gestores e toda a sua equipe; implantação de uma politica ambiental moderna e que atue de forma preventiva aos impactos ambientais; e, a valorização técnica e salarial dos analistas ambientais. Caso contrário, é só aguardar a próxima operação da policia federal, e não tardará. Chega de lero-lero, de discurso parlamentar vazio, de uso politico do órgão ambiental e imunidade aos interesses econômicos de grupos.

  • João Joarez Barão Correa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A policia federal deveria investigar o fluxo de madeira sem documentos que vem do Pará via serra do cachimbo. É bastante madeira que entra sem nota ou com uma nota fazem até 4 viagens de novo progresso para sinop ou matupa tudo devidamente acertado com os fiscais do Pará e do MT.

  • Ramiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    AI ESTA O MOTIVO DE TANTA GRITARIA CONTRA A OPERAÇÃO ARCO DE FOGO.
    DEVE TER MAIS POR AI, OS PODEROSOS DEVEM ESTAR COM AS BARBAS DE MOLHO CASO ESSA GENTE RESOLVA FALAR O QUE SABE.

  • henrique salles de campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARABÉNS A POLICIA FEDERAL!!!ORGULHO DOS BRASILEIROS!!!PARABÉNS AO DR JULIER, ILIBADO JUIZ, COMPROMETIDO COM A QUESTÃO AMBIENTAL!!!TOMARÁ QUE PEGUEM OS CHEFES DA GANG, CERTOS FIGURÕES QUE SE ENRRIQUECERAM NA SEMA, É SÓ OLHAR O PATRIMÔNIO DELES. SE É PARA FAZER JUSTIÇA, ESSE É O MOMENTO DE APURAR OS DESVIOS DE CONDUTA NA SEMA, DAR UMA GERAL NA GESTÃO DO SENHOR DALDEGAN, BATILDE, ISABEL...COM CERTEZA, MUITA COISA VAI VIR A TONA!!!

  • amarildo ferraz de albuquerque | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo com o comentário do senhor henrique, e apenas complementando que o batilde foi exonerado do cargo com sérias acusações de trafico de influência para aprovação de projetos. Para quem costuma transitar na sema, todos sabem muito bem o trâmite acelerado de certos projetos quando caem nas maõs de certas pessoas do gabinete do secretário. Espero que as prisões não fiquem apenas em peixe pequeno, mas, atinja os tubarões, aqueles que assinam as licenças e pedem agilidade na análise de determinados projetos. Se a Policia federal for fundo vai pegar peixe muito grande nesta rede de corrupção.

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A OAB esta tendo um trabalho danado para defender Advogados envolvidos em corrupção. A maioria dos envolvidos tem emprego e escolaridade. Enfução da impunidade as pessoas se acham no direito de praticarem a corrupção.

  • afonso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma pena que a bomba só estoure na mão dos peixes pequenos, pois lá na SEMA tem muito tubarão solto.

  • silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Afinal a tão falada CPI, serviu para que? Fechem a SEMA, de ferias para todo os funcionarios, tentam separar o joio do trigo. Uma Secretaria onde todo dia e preso funcionarios por corrupção, quem precisa dela. Deus me livre Sr. Governador quando o senhor vai tomar uma atitude com relação a esta vergonha em Mato Grosso. Lugar de funcionarios bandido e na Cadeia e não recebendo salarios gordos, pagos com os impostos do povo, para so cometer irregularidas e falcatruas. Tem tanta gente honesta, responsavel precisando de empredo e por não ter padrinhos politicos não conseguem trabalho.

  • SILVIO ARRUDA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    -se continuar desse jeito temos que fazer urgentimente concurso publico para nao fechar a sema.que blz

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