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Segunda-Feira, 05 de Maio de 2008, 21h:19 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

CULTURA

Pitaluga vê irregularidades e critica o antecessor

Secretário diz que artistas cuiabanos considerados "consagrados", como Nico e Lau, Dois a Um e Henrique, Claudinho e Pescuma não precisam de apoio da pasta

   Há dois meses no cargo e alvo de várias críticas, o secretário estadual de Cultura, Paulo Pitaluga, criticou nesta segunda (5), em entrevista ao RDNews, o que chamou de falta de responsabilidade do seu antecessor João Carlos Vicente Ferreira em aprovar projetos que não estavam previstos no orçamento da pasta. "Anulei projetos que chegavam a R$ 2 milhões, pois foram aprovados fora do orçamento". Alega ainda que as ações tomadas à frente da pasta estão sob a determinação do governador Blairo Maggi.

   Segundo ele, o Programa Estadual de Apoio à Cultura (Proac) prevê que todos os projetos devem ser liquidados no mesmo ano em que foram aprovados. Por causa disso, se viu "obrigado" a "rasgar" mais de 200 projetos do exercício de 2007. "Esses projetos eram irregulares e o conselho não poderia aprová-los". Ele afirma que pediu aos autores que reapresentassem os projetos para serem analisados criteriosamente.

   O secretário conta que vai trabalhar com a contenção de gastos e que seus objetivos, conforme determinara o governador, será a conclusão das obras iniciadas pela gestão anterior. "Quando fui nomeado, o governador me deu algumas algumas diretrizes básicas. Me disse assim: limpe primeiro as prateleiras antes de começar algo novo". Ele cita como principais metas o término do Cine Teatro de Cuiabá, a restauração da ponte de ferro, bem como a conclusão do Museu de Artes Sacras, ao lado da Igreja Bom Despacho, no centro da Capital.

   Criticado pelo corte de incentivos a alguns artistas, Pitaluga reafirma que artistas considerados "consagrados" não precisam mais receber apoio da secretaria. Ele explica que essa verba deve ser destinada ao fomento e não para manter artistas na mídia. Deixaram de receber ajuda do Fundo Estadual de Cultura os humoristas Nico & Lau, os cantores Henrique, Claudinho e Pescuma e Dois a Um. Agora, segundo ele, essa distribuição será feita de maneira "pulverizada", de forma que toda classe receba ao menos um pouco de recurso.

   Interlocução

   Quanto ao relacionamento um tanto conflituoso com os deputados, o secretário alega que tem atendido os parlamentares à medida do possível. "O Museu de Artes, por exemplo, que deve ser inaugurado em janeiro ou fevereiro do ano, que vem é uma indicação dos próprios deputados". Será construído no prédio onde funciona hoje o Moitará Sebrae Center. O secretário afirma que não vem agindo com radicalismo - leia mais aqui. "Tenho atendido aqui vários projetos culturais de diferentes áreas, então não estou sendo radical".

  Mudança

  Pitaluga afirma que não está tirando autonomia dos demais membros do Conselho Estadual de Cultura, do qual é presidente. "Não sou eu quem aprovo projetos. Na verdade o presidente não tem direito nem a voto, só em caso de minerva". Por outro lado, conta que pretende mudar a estrutura financeira do Conselho. Quer dividir as tarefas. "Já estou conversando com alguns deputados para que o Conselho fique responsável pelos projetos da classe artística, enquanto a secretaria cuidará das ações de governo".

   Nesse caso, a pasta terá autonomia para aprovar todos os projetos de autoria do Executivo, como o evento Auto da Paixão, promovido pela secretaria de Emprego, Trabalho, Cidadania e Assistência Social, sob a primeira-dama Terezinha Maggi. Por ter sido aprovado às pressas, esse projeto rendeu muitas críticas a Pitaluga. "Aprovamos de forma emergencial, mas estava no orçamento da secretaria", explica. Para evitar problemas semelhantes, adianta que vai aprovar o projeto Auto de Natal, para em seguida liberar a verba. (Pollyana Araújo)

(Às 23h55) - Em nota, secretário de Cultura se explica

  Após a publicação da matéria, Paulo Pitaluga não gostou do que leu. Encaminhou nota à redação contrapondo a matéria escrita pela repórter Pollyana Araújo. Eis abaixo o que diz o secretário de Estado de Cultura:
   "Em nenhum momento, durante a entrevista concedida ao RDNews, citei nomes de tais artistas. Comentei apenas que os já consagrados não terão apoio do Fundo Estadual de Fomento à Cultura por não atenderem um dos principais objetivos, que é o de incentivar novos talentos. Também não critiquei o meu  antecessor, João Carlos Vicente Ferreira, do qual sou amigo e já o procurei para esclarecer os fatos. Apenas, relatei o acontecimento, de que foram aprovados mais projetos do que o previsto pelo orçamento, o que caracteriza a irregularidade, entretanto, em nenhum momento chamo o ex-secretário de irresponsável."
Atenciosamente,
Paulo Pitaluga
Secretário de Estado de Cultura

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Comentários (10)

  • Mario Osujio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Paulo Pitaluga | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sra. Poliana: Em nenhum momento eu critiquei o meu antecessor João Carlos e nem sequer mencionei o seu nome na entrevista. E também não citei o nome de artistas ou músicos que tiveram projetos aprovados conforme mencionou em seu texto. Peço que publique esta minha mensagem. É o mínimo que pode fazer.
    Grato
    Paulo Pitaluga

  • ANTÔNIO CUIABANO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PITALUGA,
    O SENHOR FOI COM MUITA SEDE NO POTE. TOME CUIDADO, PARA SOBREVIVER DE CULTURA É MUITO DIFÍCIL. OS NOSSOS VALOROSOS ARTISTAS PRECISAM DE AJUDA. PORQUE NÃO TIRA A BUNDA DA CADEIRA E VAI FAZER DINHEIRO PARA A SUA PASTA? SE FICAR PARADO NINGUÉM VAI COLOCAR A GRANA NO SEU COLO. O SEU TRABALHO NÃO É EXCLUIR POR FALTA DE RECURSOS, O SEU PAPEL É VIABILIZAR O SONHO DOS NOSSOS ARTISTAS E ESCRITORES E NÃO SIMPLESMENTE REPROVAR ESSE OU AQUELE PROJETO, ISSO É PAPEL DO CONSELHO DE CULTURA. ASSIM É MUITO FÁCIL, QUALQUER UM PODE DIRIGIR A PASTA DA CULTURA. PENSE NISSO E MEXA-SE.

  • joao batista | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    essa é uma forma inequivoca de mudar e moralizar o setor, pois não é possivel que uma meia duzia de apadrinhados politicos tenham acesso a crédito que na verdade deveria beneficiar a todos aqueles que trabalham na musica em mato grosso, principalmente quando acaba com a mamadeira para grupos de outros estados como vinha acontecendo na maior cara de pau.

  • Ana Maria | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sob esse aspecto o Secretário tem toda razão, pois, o Programa Estadual de Apoio à Cultura (Proac), realmente estava sendo destinada para manter artista na mídia e não ao fomento. Muitos artista além dos consagrados, já contribuíram muito, agora tem que polarizar suas idéias com novos talentos, com Projetos Culturais que realmente eleva o nome do nosso Estado. O Museu de Artes, o Moitará, o Cine Teatro, são obras que contribui para uma paisagem melhor da cidade, além de proporcionar mais um espaço para nossos visitantes. Todos os projetos tem que ser analisados criteriosamente, inclusive dos parlamentares e que seja uma administração realmente transparente.

  • Toni | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo com o Secretário Pitaluga, artistas consagrados, já receberam o apoio necessário agora é hora da fila andar, outros aguardam sua vez, vamos correr com essa fila que eu tô láaaaaaa na ponta.

  • Mário Augusto de Moura | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sem dúvida nenhuma o Secretário Pitaluga é um homem destemperado e despreparado, especialmente com a mídia. Pois falar e desdizer é o mesmo que morder e assoprar. Tem o rabo preso com muitas questões. Uma delas é o projeto da coleção de armas, que tenho certeza o Secretário tem medo de falar. Vai aqui uma sugestão Sr. Romilson, agende uma entrevista com o Pitaluga sobre este tema, especificamente sobre isso. Vamos ver o que ele tem a dizer, sugestão de pauta é a seguinte:
    1) As armas eram realmente uma coleção séria e boa e lhe pertencia (ou pertence?) será que entregou tudo?
    2) por ganância, pois no mesmo ano ele protocolou um projeto em seu nome (e foi aprovado) ele envolveu um pobre coitado que o sr. Jorge Sgarnzerla, simples funcionário da Academia e Instituto em Cuiabá (levou uma merreca)
    3) Como foi feito a transação? foi doação? o dinheiro foi parar na mão de quem? heim?????

    com a palavra a imprensa....

  • augusto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    caro romilson

    Devo concordar com o atual secratário de Cultura Pitaluga conheço diversos artistas que vivem nos corredores dessa secretaria em busca de incentivo pra seus shows, cd, porém, vejo que apenas uma panelinha é privilegiada Pescuma, Henrique, Nico e Lau. Por que só eles?? é estranho e há muito tempo eles vem tirando proveito dessa situação. Chegou a hora de prestigiarmos outros arittas por que não o Compadre Banga, Cumadre Pitú, compadre Zé do programa sérgio Ricardo creio que esses artistas tem os mesmos valores dos demais. Gostei e aprovo secretário a sua iniciativa de barrar certos aproveitadores desses recursos. Valeu pela matéria Romilson foi 10.

  • Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Homem de coragem esse pitaluga comprou briga com vários personagens que a muito tempo suga essa secretaria de cultura do estado. Pau neles secretário !!!! Rufa o bombo nesse povo!!! Prestigie outros artistas tem gente boa precisando de incentivo.....

  • Kleber Barros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quanto à questão de se excluir artistas já consagrados no cenário artístico mato-grossensse, penso que tal questão deve ser feita com cautela.
    Realmente há alguns que aparentam ter maior acesso aos recursos públicos da secretária de cultura que outros.
    Por outro lado, tal fato jamais poderia ensejar comentários ofensivos e incabíveis neste espaço.
    O fato de Pescuma, Henrique e Claudinho, Nico e Lau, Dois a Um serem tidos como privilegiados não lhes pode tirar o prestígio e qualidade da arte que produzem.
    Certo é que, realmente , deve haver melhor distribuição desse dinheiro pois nosso Estado é muito rico e existe gente muito boa em todos os setores.
    Outrossim, não se pode querer que os artistas acima referidos sejam excluídos de receberem incentivo do governo quando necessitarem, mas também, devem disputar de igual para igual com todos os demais, sem privilégios e mesquinharias, apadrinhamentos...
    A Constituição garante o princípio da isonomia, portanto, não se deve e não se pode negar o acesso de uns apenas pelo fato de já estarem consagrados. Deve-se colocar na balança e se cumprir fielmente os requisitos exigidos pelo Conselho de Cultura para a aprovação dos projetos colocados sob sua análise.
    Portanto, tenho que a Secretária de Cultura deve encontrar e se profissionalizar cada vez mais, engendrando uma maneira mais objetiva e técnica de seleção dos projetos, mas sempre primando pelo cumprimento da Lei. Para tanto, não há que se falar em inclusão ou exclusão deste ou daquele outro. Todos têm direito. Os recursos, como o próprio nome diz, são públicos. Todos contribuíram para agregar esse dinheiro. E, secretário, ao invés de ficar chorando a falta de recuros, lute, mas lute muito pelo fortalecimento e engrandecimento da cultura mato-grossensse. Afinal, queremos ver todos os nossos artistas se consagrando e mostrando o que que Mato Grossa tem para o Brasil e para o mundo!!

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