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Quinta-Feira, 11 de Outubro de 2007, 07h:27 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

EMBATE JURÍDICO

PMDB decide não pedir a cassação de Rabello

   Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal de validar a fidelidade partidária a partir de 27 de março, a direção estadual do PMDB decidiu que não vai pedir a cassação do mandato do deputado Walter Rabello. Pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Rabello deixou a legenda peemedebista em 18 de setembro e, no dia seguinte, realizou o ato de filiação no PP.  Dessa forma, ele é o único dos seis deputados estaduais que mudaram de legenda que se enquadra na lista dos infiéis e, portanto, sugeriu a perda do mandato. O STF decidiu que o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito.

     Presidente regional do PMDB, o deputado Carlos Bezerra informou aos demais membros da executiva  regional que o partido não vai ingressar na Justiça para provocar a queda de Rabello, mesmo estando magoado com o ex-filiado. Uma das razões é que a vaga na Assembléia não ficaria com algum suplente peemedebista, mas sim com Jota Barreto, que concorreu pelo PL e hoje está no PR, partido do governador Blairo Maggi.

    Dessa forma, Rabello sente-se mais aliviado, já que sua situação jurídica é delicada. É o único caso de traição partidária "consumada" entre os 24 deputados, já que Guilherme Maluf, mesmo tendo se filiado no PMDB, não havia abandonado oficialmente o PSDB.

   O suplente Barreto informou que também não vai provocar a Justiça para, com base na decisão do STF, ocupar a cadeira de Rabello. Servidor efetivo da secretaria de Fazenda e com salário superior a R$ 8 mil, o ex-prefeito de Rondonópolis pretende aguardar o resultado das eleições do próximo ano. Tem duas chances de virar deputado, já que os titulares da coligação, Rabello e Zé do Pátio, são pré-candidatos e lideram a corrida às prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis, respectivamente. Caso um deles venha a ganhar, a cadeira na AL fica com Barreto. Além disso, Pátio está disposto a se licenciar no início do ano para permitir o seu retorno ao legislativo mato-grossense. 

    A decisão da suprema Corte preserva o mandato dos parlamentares infiéis que trocaram de partido antes de 27 de março, como João Malheiros, Mauro Savi, Sérgio Ricardo, Sebastião Rezende, Roberto França e Wagner Ramos, além do deputado federal Homero Pereira.

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Comentários (5)

  • jorge maciel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • ailton | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É de dá risada o que fazem conosco é brincadeira até a legislação é ludibriada. também pudera vindo de bezerra não é nenhuma novidade não cumprir lei, o problema é os outros filiados do pmdb, se calarem ao invéz de reivindicar o cargo e fazer cumprir a legislação isto sim, é uma aberração.quanto e o que será que rolou ? com a palavra o Ministério Pùblico e op Movimento contra a corrupção. Será que se não fosse o Walter o bezerra pediria a vaga? dá-lhe Riva...

  • RONY DE ABREU MUNHOZ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ELEMENTAR A ATITUDE DO DEPUTADO CARLOS BEZERRA, POIS, CASO PEDISSO A CASSAÇÃO DO DEPUTADO WALTER RABELO, POSSIBILITARIA A ELE, UTILIZAR-SE DO SEU PROGRAMA DE TELEVISÃO PARA CHORAR JUNTO COM O POVO PELA INJUSTIÇA OCORRIDA, ABRINDO-SE PRESSUPOSTO PARA QUE A POPULAÇÃO PLOCLAMASSE NAS PROXIMAS ELEIÇÕES PARA PREFEITO DE CUIABÁ, A JUSTIÇA A WALTER RABELO, ELEGENDO-O COMO REPRESENTANTE DO POVO CUIBANO.
    SENDO ASSIM, MELHOR DEIXÁ-LO COMO DEPUTADO, DO QUE FACILITAR SUA ELEIÇÃO PARA PREFEITO NO ANO QUE VEM.

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este senhor Munhós esta correto na sua analise.

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Altas negociações, juntou o sensacionalismo com a experiência em trambicagem politica. O problema esta no alfabetismo do eleitorado e na ineficiência do Ministério Público Eleitral e Justiça Eleitoral.
    Só o Ceará e seus apoiadores não dão conta de combater os Politicos Profissionais e aproveitadores das necessidades de grande parte da sociedade.

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