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Domingo, 04 de Maio de 2008, 15h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

SEGURANÇA PÚBLICA

PMs fecham praça e evitam Marcha da Maconha


Mais de 100 policiais fizeram vigilância no centro de Cuiabá para evitar marcha; bairros também foram inspecionados

   Mais de 100 policiais realizaram ronda intensiva no centro da Capital com o intuito de evitar que a “Marcha da Maconha” fosse realizada neste domingo. Somente no local que seria o ponto de encontro dos defensores da legalização do uso da droga, foram escalados 17 PMs, além de outros que faziam ronda, tudo para garantir o cumprimento da liminar concedida pela juíza Maria Cristina Oliveira de Simões, da 9ª Vara Criminal da Capital, que suspendeu a realização da passeata em Cuiabá.

   O pedido para a proibição foi feita pelos promotores Marcos Henrique Machado e Marcelo Ferra de Carvalho. Eles foram alertados pelo Ministério Público da Bahia, pois em Salvador está localizado o foco da manifestação. A PM informou que para ajudar na prevenção de conflitos e da própria marcha foram colocados na rua 60 policiais a mais, entre militares e civis. “Hoje é um dia de intenso movimento. Além da marcha, estamos nas ruas para evitar exageros de torcedores que assistem neste domingo a final de campeonatos”, diz o capitão PM, Alessando Gonçalves. Ele informou que não só a região central está sob vigilância, mas também em alguns bairros.

   O militar lembrou que a apologia ao crime não é uma proibição restrita. A estratégia, em si, é combater a marcha, em cumprimento a uma determinação judicial. “O crime continua. É proibido usar banners, faixas e qualquer outra mensagem que incite a usar a droga. É preciso reforçar também que, se 3 pessoas ou mais se unirem para se manifestar a favor do uso de entorpecentes, elas podem ser acionadas, inclusive por formação de quadrilha”, alerta o capitão.

    A manifestação também foi vetada em outras capitais como, Salvador (BA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), mas está prevista para ocorrer em Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Vitória. O MP dispõe de informações de que mais de 200 mil panfletos pelo país foram distribuídos– leia mais aqui. (Simone Alves)

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Comentários (7)

  • Silvio Bandeira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns aos Promotores Marcos Machado e Marcelo Ferra pela louvável iniciativa.

    Precisamos do respaldo de instituições sérias como o Ministério Público para continuar acreditando na Justiça.

    Enquanto isso...na sala de (TJ/MT) Justiça...

  • amadeu de souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    cadê o estado democrático, parece aquela novela da tardevamos ver de novo(militarismo)

  • fernando silva dos santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EU NÃO SOU a favor do uso da maconha.
    Mas tenho a certeza de que a manifestação deveria ter ocorrido sem nenhum problema, desde que não acontecesse o uso da maconha pelas ruas da cidade.
    Na minha opniao e com todo o respeito a juiza e os promotores deveriam estar mais preocupados em resolver os problemas da cidade.
    Porque estes 100 policiais nao foram fazer ronda nos onibis, nos bairros carentes, onde acontecem assaltos, assasinatos.

  • Pedro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ...Professor Marcelo! Todo respeito! mas drogas ainda é tabu na familia brasileira!!! e continua sendo...
    ...a maconha está longe de ser a droga ilícita e licita que mais mata nesse pais!!! Mas somos hipócritos de aceitar isso , pq a TV disse a muitos anos atrás que beber e fumar é chic!!! É a mesma história do aborto com a igreja católica!

  • Ivan Deluqui | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Primeiro de tudo sou contra qualquer manifestação que venha por em risco jovens, piorou se for para liberar o consumo de DROGAS, que na minha visão e a mas violenta de todas para um ser humano, ainda pior quando se trata envolvendo jovens.
    Essas pesseas que estão pensando em liderar um movimento deste DEVE SER ATUADA DE IMEDIATO não só por formação de quadrilha mas sim por desmonte de Familia, porque e isso que as drogas fazem.

  • MARCOS VELAZQUEZ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    - NÃO SOU CONTRA E NEM A FAVOR, MAS SE É PARA DIMINUIR O INDICE DE CRIMINALIDADE, E DE CORRUPÇÃO ENTRE OS ORGÃOS QUE SE DIZEM ATUANTES E NA VERDADE USAM ISSO PARA MATAR E CORROMPER E OUTRAS MANEIRAS QUE SABEMOS PELOS NOTICIARIOS, É DE SE PENSAR, POIS TEM QUE TER UM LUGAR PARA USA LO TAMBEM CASO FOSSE LEGALIZADO, SINTO EM ESCREVER ISTO, MAS É A MAIS PURA VERDADE, SERIA UMA SAIDA PARA MANDAR O TRAFICO E SUAS CONSEQUENCIAS PELOS ARES.........

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vou escrever bem pouco desta vez. Do que adianta acionar um batalhão de Pms, outro batalhão de policiais civis para impedir a denominada Marcha da Maconha (que acabou não ocorrendo e nem precisando desse gigantesco aparato policial), se a juventude fuma, cheira e consome substâncias entorpecentes à luz do dia, em quase todas as ruas e logradouros de Cuiabá, sem que nada se lhes aconteça ? Acinte verdadeiro é disponibilizar numa única tarde quantidade tão grande de policiais, deixando outras áreas da cidade desprotegidas, apenas e tão somente para impedir uma Marcha, quando os consumidores, todos os dias, todas as horas, tudo bem, fazem uso das substâncias proibidas, às vistas do aparato policial que, simplesmente passa de carro, finge que não vê, finge que não sente, finge que não é com eles. Tem muita coisa errada nessa questão e que deve ser discutida com mais profundidade, conhecimento de causa e visando contribuir para a resolução do problema, que passa por muitas etapas.

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