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Quinta-Feira, 08 de Maio de 2008, 14h:18 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

CONFRONTO

Poção quer fim de rodízio na Câmara; Tuba apela

  O projeto do vereador cuiabano Luiz Poção (PP), que visa acabar com o rodízio entre os parlamentares, provocou discussão na sessão desta quinta (8). Poção usou a tribuna e disse que vereador eleito deve ficar no cargo para "cumprir os compromissos feitos durante a campanha" e não assumir secretarias. Ele classificou de "fantoche" os parlamentares que se licenciam para assumir cargos no Executivo. Por causa disso, acabou execrado pelo vereador Carlos Haddad (PTB), o Tuba, que ocupa a vaga do titular Júlio Pinheiro (PTB), licenciado do cargo desde março.

  Como a "carapuça" lhe serviu, Tuba se sentiu ofendido e declarou que não é fantoche. Fez questão de dizer que pertence a uma família tradicional e honra seu sobrenome: Haddad. "Não sou fantoche. Quando me envolvi na política minha mãe me disse: honre o meu nome. Por isso, não vou servir de fantoche de ninguém", disse num recado a Poção.

  Em meio à dicussão, Ivan Evangelista (PPS) discordou de Poção. Defendeu que os vereadores continuem sendo nomeados a cargos de primeiro escalão. "Acho que todos têm o direito de candidatar a vereador e depois virar secretário. Às vezes, vai ter mais oportunidade de ajudar a população enquanto secretário do que como vereador", disse.

   Por fim, Poção pediu desculpas a Haddad e explicou que se referia a todos os vereadores nessa condição e não exclusivamente ao petebista. "Não estou atirando pedra nesse ou naquele, mas estou falando dos vereadores que se elegem e depois vão ser secretários", argumentou. Reafirmou, porém, que há um estelionato eleitoral, já que os eleitores são deixados de lado a partir do momento em que seu candidato é eleito para ocupar um cargo e desvia o seu foco: o de fiscalizar.

   Segundo Poção, que se elegeu pelo PMN, foi para o PSDB e hoje está no PP, quem deveria assumir secretarias são os suplentes e não os titulares. Hoje, a proposta do parlamentar que proíbe o chamado rodízio entre titulares e suplentes tramita na Comissão de Constituição e Justiça. Depois do parecer da CCJ, entrará na pauta de votação. (Pollyana Araújo)

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Comentários (3)

  • Camila | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EEEEEEEEEEEEEE VEREADOR COMO SEMPRE INFELIZ EM SEUS COMENTÁRIOS, O CARGO É DO PARTIDO E SE NÃO FOSSE OS VOTOS DOS OUTROS CANDIDATOS O SENHOR NÃO ESTÁRIA AÍ, PORQUE UMA ELEIÇÃO É SOMADA PELO COEFICIENTE. ENTÃO SEUS COMPANHEIROS DE PARTIDOD AJUDARAM A COLOCAR VC AÍ DENTRO, OU O SENHOR ACHA QUE GANHARIA ELEIÇÃO SAINDO SOZINHO CANDIDATO. ENTÃO ABAIXA A BOLA.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O ocupante de cargo político - vereador, deputado, senador - deveria ater-se à representatividade conquistada nas urnas, durante todo o seu período de mandato, e cumprir regular e rigorosamente a sua função, qual seja a de legislar, apresentar ao Poder Executivo das três esferas governamentais, as indicações, projetos, acompanhamentos e outras atividades próprias da função, tudo visando exclusivamente o bem estar da sociedade como um todo. Muito utópico, não é mesmo ? No entanto, nossos líderes políticos estão sempre dispostos a fazer um acordo para se beneficiar e beneficiar terceiros, no caso seus suplentes, e, assim sendo, traem vigorosamente os seus eleitores. Precisamente em Cuiabá, a sua Câmara Municipal de há muito encontra-se desgastada, desmoralizada totalmente perante a opinião pública, em face dos maus políticos que ali proliferam. Os escândalos verdadeiramente criminosos patrocinados por muitos de seus membros, impunes pela Justiça Pública ad eternum, nos permitem afirmar que se trata, atualmente, de um Poder plenamente descartável, porquanto não cumpre os seus mais elementares deveres para com a população cuiabana. Portanto, Luiz Poção (quantas vezes já mudou de partido ?), não tem condições morais de ser contra esse tal rodízio, por sí só um instrumento execrável e íntimo da maracutaia, e deveria, ao invés de criar factóides, tentar salvar o seu mandato nas próximas eleições, porque, na verdade, em nada ele contribuiu para o desenvolvimento de seu povo. Por último um recado a todos os vereadores e candidatos a: não venham no Bairro Tijucal a prócura de votos. Repudiamos com veemência a presença de qualquer um de vocês em nosso Bairro, porque nunca, em tempo algum fomos objeto de consideração de vocês e, nossas conquistas foram graças a bravura de nossa gente e ao amôr que nutrimos pelo nosso querido Bairro.

  • Klisman Ananias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns vereador, me desculpe mas o vereador foi eleito para estar lá cumprindo o seu papél e não negociando cargo para se beneficiar.
    Com certeza que os outros candidatos o ajudaram pelo coeficiênte, mas temos que nos lembrar que do mesmo jeito todos se beneficiaram só que não tiveram o apoio popular o sufiente pra estar encabeçando a chapa com mais votos e assim sendo eleito.A representatividade daquele que está lá é maior pois obteve mais voto.
    Isso ai Poção vamos acabar com isso no legislativo, se quiser ser secretário que renuncie o cargo ou até mesmo nem saia candidato, ou será que só se é assediado com um mandato na mão pra negociar??

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