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Segunda-Feira, 31 de Agosto de 2009, 13h:37 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

OPERAÇÃO

Polícia prende 20 por comércio de madeiras em 5 cidades

   A Polícia Judiciária Civil prendeu nesta segunda (31) 20 pessoas acusadas de exploração e comércio ilegal de madeira. Cerca de 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Marcelândia, oito em Sinop, dois em Alta Floresta, um em Santa Carmem e outro na Capital. Os alvos são empresários, engenheiros florestais e donos de serrarias. A operação, batizada de "Dolly", visa combater a clonagem de notas fiscais.

   As investigações foram iniciadas em abril deste ano, pela Delegacia de Marcelândia (a 710 km ao Norte de Cuiabá), a partir de denúncias de que cargas de madeiras extraídas ilegalmente saíam do município por meio de notas fiscais clonadas. De acordo com outras informações, haviam ainda empresas do município que estariam comercializando "créditos virtuais" no Sisitema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), junto ao Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (CCSEMA) da secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que previam "esquentar" madeiras extraídas ilegalmente.

   O juiz de Marcelândia, Anderson Candioto, determinou segredo de Justiça. Assim, a Polícia não deve fornecer informações das investigações, nem quanto à identificação dos suspeitos e empresas envolvidas, nem ao conjunto probatório. Já o delegado que atua no caso, Luiz Henrique de Oliveira, afirmou que a ação da Polícia Civil favorece o setor madeireiro, pois grande parte dos empresários já estão enquadrados nas normas ambientais. “Na realidade, a organização criminosa estava impingindo uma concorrência desleal a todo setor, isso porque praticava a venda de madeira em preços mais baixos que o de mercado”, explica.

   As investigações e a operação contam ainda com o apoio da Regional de Sinop e da Diretoria do Interior, do Grupo de Operações Especiais (GOE), Polícia Civil, Ibama (regional de Sinop) e do Ministério Público de Marcelândia. A Operação Dolly pretende combater crimes como formação de quadrilha, sonegação fiscal, falsidade de documentos, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. De acordo com dados da Polícia Judiciária, somente em agosto foram realizadas cerca de 200 prisões no interior, relacionadas a diversos crimes. (Lisânia Ghisi)

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