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Quinta-Feira, 01 de Fevereiro de 2007, 08h:50 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

Artigo

Pontos de partida e inclinações

   O secretário de Estado do Desenvolvimento do Turismo e presidente do Sistema Fecomércio, Pedro Nadaf, em artigo em A Gazeta desta quinta, 1º de fevereiro, avalia que os empresários estão mais otimistas. Confira abaixo a reprodução na íntegra.

   Ultrapassamos nesta semana a barreira do primeiro mês de 2007, e os empresários do comércio e prestação de serviços estão cheios de otimismo em relação aos próximos meses, do primeiro semestre. Não digo isso de forma solta, mas sim baseado em levantamento conjuntural que indica a tendência de que melhores dias virão para quem gera emprego e renda em Mato Grosso.

     Recentemente o Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT) ouviu seu segmento em relação as expectativas da classe empresarial para 2007. Foram entrevistados 400 empresários, de 14 municípios, e o resultado mostra um elevado grau de otimismo, pois 80% dos pesquisados acreditam na estabilidade econômica neste semestre.

    O resultado demonstra que todo o quadro que foi desenhado pela instituição é muito positivo. Por outro lado, ele deixa claro que, se for confirmada a tendência de crescimento neste ano, o mesmo não ocorrerá no sentido de compensar as perdas existentes nos últimos dois anos. Afinal, elas foram muitas para alguns segmentos, e fizeram com que grande parte dos empresários apertasse os cintos, quase que estrangulando o próprio processo de expansão dos seus negócios.

    Quando se aponta para o lado do crescimento, sempre há esperança de que dias melhores virão. Pelo indicativo empresarial, o estado crescerá acima da média nacional, pois 56% dos entrevistados acreditam na retomada de crescimento do país e 68% de Mato Grosso. No que se refere ao mercado, 74% dos entrevistados revelam-se otimistas, 8% pessimistas e 18% estão indiferentes. Por outro lado, comparando-se com o mesmo período de 2006, a credibilidade em nível nacional diminuiu 4% pontos percentuais e, em nível estadual, aumentou 4%. No que tange ao quesito emprego, 50% acreditam na estabilidade, 30% que diminua e 20% que aumente. Ou seja, o desempenho dos anos anteriores prejudicou a geração de novas frentes de trabalho para este ano.

     A inflação, que sempre aparece como um monstro faminto, não assustará tanto neste ano, pelo menos na avaliação de quem sempre prejudica seus negócios quando ela está em alta. Veja os números, 43% dos entrevistados acreditam que ficará no patamar entre 0 a 3%, 50%, de 3,1 a 6%, 69%, de 6,1 a 10% e 1%, acima de 10,1%. No comparativo do mesmo período de 2006, a tendência é de que aumente em nível de 3%, no que se refere a 3,1 a 6% e 6,1 a 10%, pois nas demais classificações mantiveram-se nos mesmos índices, sem variação.

     Na pesquisa fica clara a tendência para a forma com que os comerciantes farão suas vendas no varejo. A maior parte respondeu que será efetuada neste semestre à vista, pois 30% revelou esta tendência, a mesma registrada no ano passado, ao passo que 20% serão efetuadas pelo crediário e duplicatas, que no ano passado esteve 3% superior; 25% cheque pré-datado, 2% inferior a registrada em 2006 e 25% no cartão de crédito, que obteve 5% de aumento na amostragem.

    Outros números relevantes à pesquisa conjuntural referem-se a prática dos juros, que pelo visto dará fôlego aos consumidores.O índice de 0 a 2% obteve a resposta da grande maioria dos entrevistados, 51%, em 2006 foi mesma a resposta. Na seqüência, de 2,1 a 4%, o percentual foi de 36%, no ano passado, 28%; de 4,1% a 6%, somente 15% responderam, igual ao mesmo período do exercício anterior; 6,1 a 8%, apenas 2% responderam, contra 6% de 2006, a exemplo do que vem ocorrendo desde janeiro de 2004, ninguém apontou a prática de juros acima de 8,1%.

     Como tudo é conjunturas e tendências de mercado, portanto, pontos de partida e inclinações. Isto mostra que apesar do otimismo, o que não podemos fazer neste semestre e nem no próximo, é cruzarmos os braços.

    Temos que ter otimismo, atrelado a uma imensa vontade de impulsionar os negócios, trabalhando com afinco, determinação, criatividade e sendo sempre um bom negociante, seja no ato da venda ou da compra.

Pedro Nadaf é presidente do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo - Fecomércio/Sesc e Senac de Mato Grosso, e secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo

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