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Sábado, 09 de Fevereiro de 2008, 16h:49 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

VÁRZEA GRANDE

Por apoio, Júlio prega desenvolvimento e família

  Pré-candidato diz que Wallace e Maksuês não cumpriram acordo de desistirem da disputa

  Júlio Campos decidiu incorporar no seu discurso de campanha à Prefeitura de Várzea Grande os temas desenvolvimento e família. Em entrevista esta semana numa rádio, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado lembrou ter experiência, conhecimento e "bom trânsito" em Brasília, o que julga suficiente para viabilizar recursos e projetos para o município e enalteceu a união familiar. Comentou até do problema de saúde porque passa a esposa Isabel, que luta contra um câncer. Ponderou que só resolveu entrar na pré-disputa eleitoral com aval dela e dos demais membros da família.

   Em três décadas de vida pública, Júlio ocupou vários cargos eletivos. Começou como prefeito de Várzea Grande. Depois foi governador, deputado federal e senador. Agora, após se aposentar na cadeira de conselheiro, decidiu retomar à militância político-partidária. Reingressou ao velho grupo, o antigo PFL, que se transformou em DEM.

   Júlio revelou que no ano passado, quando ainda estava na ativa como conselheiro, recebeu visita em seu gabinete tanto do colega de partido, deputado Wallace Guimarães, quanto do opositor Maksuês Leite (PP). Ele garante que os dois prometeram desistir caso viesse a ser candidato a prefeito. De acordo com Júlio, existem até testemunhas dessas duas conversas, que aconteceram separadamente. Ninguém, porém, quer recuar, o que acirra o debate e a refrega política.

   Motivado pelo próprio Wallace e Maksuês, Júlio Campos conta que consultou a família sobre a proposta de concorrer à sucessão do prefeito Murilo Domingos. Diz ter perguntado à esposa Isabel se a batalha por um novo cargo eletivo não poderia prejudicá-la na recuperação da saúde. Conta ter obtido apoio ao projeto político daquela que chama de "professora catedrática".

    Depois, pediu sugestão ao pai Júlio Domingos, o Fiote, alguns meses antes deste vir a falecer. Em resposta, Fiote o motivou, ao observar que deveria aproveitar a chance porque só teria entre 10 e 15 anos de vida útil na política. "Diante disso, resolvi abrir mão de 10 anos que ainda teria como conselheiro do Tribunal de Contas para atender ao chamamento do povo, com quem gosto de estar em contato", enfatiza o ex-governador.

   Júlio enfatiza que "tem bom trânsito" em Brasília e nomina autoridades com as quais mantém contato, inclusive alguns ministros. Ele cita que os deputados Campos Neto e Maksuês (ambos PP) tinham iniciado uma série de críticas ao prefeito Murilo. Resolveu, então, chamar os dois e pedir que não agissem dessa forma, mas sim no sentido de unir forças e viabilizar recursos e obras para Várzea Grande.

   Segundo Júlio, depois dessa conversa, Maksuês apresentou uma emenda que resultará na criação de uma parque para lazer da comunidade, com ajuda do governo do Estado e do Ministério do Meio Ambiente. Ele conta que foi pessoalmente à ministra Marina Silva, de quem afirma ter amizade, e assegurou recursos para o projeto. Sendo assim, o parque, que em princípio Maksuês se dizia ser "o único pai" surgem outros "padrinhos".

    Efeito 2010

    Perguntado se uma eventual derrota à sucessão municipal não prejudicaria o projeto do irmão-senador Jaime Campos, que pretende concorrer para o governo do Estado em 2010, Júlio disse que não. "O eleitor é muito inteligente e sabe separar os momentos políticos". Disse que toda eleição é complexa e difícil.

   Ele lembrou da campanha de 1994, quando o seu grupo político lançou Oswaldo Sobrinho, hoje assessor no Dnit em Brasília, para governador. Conta que Sobrinho tinha apoio de mais de 100 prefeitos, enquanto o então pedetista Dante de Oliveira só contava com respaldo de 10. "Mesmo assim Dante deu uma lavada nas eleições. Foi a maior derrota política que já sofremos".

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Comentários (10)

  • Jurandi M.Alves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olha que o Sr0 me desculpe já fui eleitor seu a mto tempo,mas no meu ponto de vista o Sr0 deveria era ter ficado la no TCE,e deixar estes mais jovem entrar e fazer alguma coisa por nos,olha vcs ficaram aqui mais de cinquenta anos no poder o que fizeram ai veja como ex.cidades como Sorriso,Primavera,Sinop enfim mtas cidades jovem tem mais coisa que nos e vem vcs de novo querendo voltar isso é uma brincadeira de mal gosta gente vamos dar oportunidade para estes que pensam forte e principalmente não deram banana para as professora,que ensinam amam o que fazem são pessoas esclarecidas,gente pense um pouco e chega de farmos curral eleital de certos poiliticos que ainda pensam em voltar a reinar nesta linda cidade.ainda vou longe onde está a cidade Industrial,eu vejo reportagem que industrias só passam por aqui e não fica uma todas direcionadas para o interior será por que? Já tem gente falando em 2010 como governador,gente volte um pouco atras cadê a usina de Apiacas onde foram assinado um convenio na ordem de 12milhões qdo era presd.Collor de Mello,isso aconteçeu em Alta Floresta,gente vamos acordar,ver quem é na ordem do dia analisar seu currilos e dar o voto certo,não se deixe ser emotivado por conversas bonitas,pq isso eles tem,vamos formar uma corrente e ver a proposta desde novos e votar consiente.Existe um velho ditado que diz assim( bananeira velha que já deu cachos),não dar mais frutos.Um grande abraço por este saide conceituoso por dar oportunidade do leitor escrever o que sente e gostaria de falar pessoalmente para estes gestores que mtos brincaram com dinheiro publico que hoje é mto serio pq temos instituiçao que fiscaliza e mto bem.Obrigado mesmo este é meu ponto de vista.

  • MARCELO LEITE FERRAZ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A imagem mais decadente do ser vil na política é esta de Júlio Campos pousando de bom samaritano. Vejam bem eleitores Várzea-grandenses, a história está aí para comprovar o quanto estes corruptos saquearam os cofres públicos de MT. Basta olhar para fortuna dos Campos e confrontá-la com os dados que mostram a miséria que passam os cidadãos deste Estado.

    O artigo 6° da Constituição Federal de 1988 reza: São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Fazendo uma análise dos fatos que nos remete a realidade da cidade de Várzea-Grande, nota-se que esse artigo da CF é mera letra morta. E com muita insatisfação, vemos que após quase 20 anos de uma Constituição democrática que libertou a nação da ditadura, a nossa cidade ainda vive nos padrões da política arcaica de políticos sem compromisso com a verdade.


    No tocante ao progresso sustentável com justiça social, a Assembléia Constituinte que promulgou aquela Carta Magna de 88, tinha em mente que quando o Estado arrecada os impostos como coletor dos recursos deve ser administrado a partir do cumprimento de Leis Constitucionais. Desta maneira, fará a redistribuição das riquezas nacionais através das prestações de serviços. Com o intuito de estabilizar a economia e o bom funcionamento da sociedade, os agentes públicos devem caminhar sempre sob os olhos da lei vigente.

    Feita a análise desses fatos, vamos retratar um pouco a realidade de Várzea Grande. Vejam bem, as nossas crianças e jovens não estão recebendo uma educação de qualidade que possa transformá-los em cidadãos que conhecem seus direitos e deveres. Pelo motivo, destaca-se a falta de estruturas das escolas, os salários humilhantes que os professores recebem e a má gestão pública. Enfim, são inúmeros pontos que somados descrevem uma linha calamitosa que a educação está seguindo nesta cidade.

    O alarmante índice de criminalidade está aterrorizando as famílias, que na maioria das vezes ao fazerem o ciclo do dia-dia, casa-trabalho acabam deparando-se com a violência nas ruas. Mas há explicação para esse elevado grau de marginalidade. Ocorre pela falta de emprego, a saúde que só funciona no setor privado, as pessoas precisam de dinheiro para sobreviver. Porque um contingente de 240 mil pessoas não serão atendidas por apenas um pronto socorro e algumas policlínicas. E mais, sem moradia o cidadão tem que pagar o aluguel, mas sem a renda ele faz o que? É... São questões públicas que só serão resolvidas a partir de medidas políticas sérias e eficazes que poderão ser efetivadas se a sociedade conscientizar-se da importância da participação e iniciativa popular no processo político.

    Portanto, sintetizando a visão do Estado Democrático de Direito sem o exercício da cidadania, tem-se o esclarecimento: Sem educação a cultura morre e a cidadania também... Logo só sobram os políticos corruptos que ficam sozinhos usurpando os cofres públicos. Em quanto isso, nossas crianças abandonadas crescem nas ruas virando prostitutas, assaltantes que matam para roubar, consumidoras ativas de entorpecentes e escravas dos traficantes. Nesta óptica, consuma-se o circulo vicioso da exclusão.


    Coragem, liberdade e cidadania já.

    Marcelo Leite Ferraz.

  • Belantani Astordfolld | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olhá Julinho deveria ter ficado no TCE. Mas é uma vergonha todas as aposentadorias que ele recebe, em relação aos pobres contribuintes matogrossenses. Esta famiglia é um acinte a Justiça. Uma vergonha, um atraso. Julinho você e sua famiglia terão a resposta nas urnas. Vai se catar

  • carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Julio não tem chances de conquistar a prefeitura de vg, sua conversa e "macia" e serena, porém não transmite confiança, pois a tática é mesma, conversa macia mais com as mãos preparadas para apunhalar qualquer um, seu nome não decolou apesar de seus esforços escaldantes.

  • Viviane Lucena | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Acho que Julio Campos vai ser eleito, porque tem poder politico e financeiro. E é articulado.
    Vejo esses comentários levianos que têm sido feitos e acho que é coisa de quem concorre ao cargo com ele.
    Sinceramente, além de não pegar bem, acho que é inóquo: O povo de Várzea Grande sabe bem quem são os Campos, mas votam neles!!
    E, ao opositores apresentem propostas, quem sabe o povo não muda????

  • João Paulo silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bom meu amigos, Li seus comentários, e acho que a escolha de um candidato é por comparação. Vamos comparar candidato por candidato. Vantagens e desvantagens.

    Júlio Campos x Maksuel. Maksuel já trabalhou antes de ser Deputado ? E o Julio Campos ? Maksuel já administrou alguma coisa ? Digo qualquer coisa, carrinho de picolé, baguncinha, posto de gasolina. E o Júlio Campos ? Quem são os apoiadores para que Maksuêl seja candidato ? E quem apoia o Júlio Campos ? Maksuel consegue se articular em Brasilia e no governo do Estado para trazer recursos para Várzea-Grande ? E o Júlio Campos ?
    Bom pessoal, era só isso mesmo !!

  • Bruno Alves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pessoal, cofira a verdade do caso da banana no youtube !!
    http://www.youtube.com/watch?v=dOIxbXc9Grc
    Abraço a todos opositores e admiradores do Julio Campos.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Após ter tido todas as oportunidades de transformar Várzea Grande num dos municípios mais progressistas e desenvolvidos do Estado de Mato Grosso, somente agora, anos e anos depois, reaparece Júlio Campos falando em desenvolvimento e em preservação dos valores totais da fmaília (dele). É sabido que hoje todos os males da administração municipal daquela cidade são debitados ao inquestionável incompetente Murilo Domingos; mas se tivermos um pouquinho de conhecimento histórico e de sinceridade, havemos todos de concordar que a cidade de Várzea Grande somente teve administradores de seus próprios interesses e, os problemas sociais até hoje insolúveis (obras, saneamento básico, educação, saúde) são decorrentes de todas as administrações passadas - Campos, Baracats, e outros tantos, que nunca, verdadeiramente, amaram aquela cidade tão esplendorosa e querida. O poderoso Júlio Campos deveria persignar-se, pedir perdão ao seu povo, sempre tão iludido e deixado para trás e, se conseguir alguma coisa desta feita, procurar trabalhar realmente em benefício daquela sofrida gente. Afinal, ele e sua família já estão suficientemente milionários (graças ao povo varzeagrandense) e podem perfeitamente, agora sim, trabalhar verdadeiramente por sua gente. Aproveite seu grande prestígio. ex-tudo da política matogrossense.

  • Marcelo Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Só uma pergunta: Júlio Campos mora em Várzea Grande?
    Ou, a exemplo de Murilo Dormindo e os secretários Jeversom Missias (comunicação), Fernando Sé (obras),Coronel Nelson (SMTU), Pedro Elias (Administração), Rachid (Fazenda) Carlos Gomes (Previvag), Antonio Roque (Procuradoria), Adão Larrea (Desenvolvimento), Dr. Guto (Superintendente do Pronto Socorro) e também o vereador Pente Fino, muitos outros que nem moram e nem tem compromisso com a nossa cidade.
    Pelo que sei Julio Campos nem mora pro lado de cá da ponte e vai continuar sendo como o Murilo Dormindo mora lá em Cuiabá e não tá nem ai com a nossa cidade.

  • Ramiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr Julio Campos, nada tenho contra sua pessoa inclusive acho que as coisas mudaram muito desde seu ultimo mandato executivo.

    Os meios e os métodos são de fazer o Collor de Melo sentir-se aprendiz. No seu tempo a turma gostava de dinheiro como gosta hoje, mas eram românticos. Hoje o Povo é profissional e de alto know-how. O pessoal que governou depois do sr. faz qualquer um dos anteriores sentirem-se envergonhados.

    Acredito que um pouco o SR. conhece porque afinal era conselheiro do TCE, mas não acredito que consiga praticar com a esperteza necessária. O PT mostrou que eram todos amadores, inclusive o FHC que pensavamos não ter outro pior.

    Enfim, o mundo é novo a cada dia que amanhece, tudo muda, é uma lei da natureza. Mudar, transformar-se é preciso e natural. Como é que o Sr. pretende governar VG sendo o mesmo Julinho de antes? Não mudou nada.

    De qualquer forma, boa sorte! ao Sr. e ao nobre Povo de Várja Grande.

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