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Terça-Feira, 27 de Outubro de 2009, 10h:42 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

SAPEZAL

Posto de pedágio dos índios será construído em 2010


Acampamento e posto de pedágio improvisado na MT 235, que liga Sapezal a Campo Novo do Parecis
Fotos: Patrícia Sanches

   Até o início do próximo ano deve ser instalado oficialmente o posto de pedágio dos índios das etnias Parecis e Enenauênaue, que moram em mais de 60 aldeias numa reserva indígena de 1,4 milhão de hectares na região de Sapezal. “Eu acho mais do que justo que os índios continuem a cobrar o pedágio. Vamos construir o posto nos próximos meses”, conta o governador Blairo Maggi.

  Apesar do pedágio ser cobrado desde 1985 pelos próprios índios, até hoje o recolhimento dos valores não foi oficializado e não existe uma cabine de pedágio. Eles improvisaram apenas uma espécie de barraca para se proteger do sol e, assim, poder cobrar o dinheiro que é rateado entre as aldeias. “Nós utilizamos esses recursos para comprar alimentos e manter a aldeia. A vinda da rodovia deve aumentar o fluxo de carros, mas esperamos que o asfalto seja usado da maneira correta”, diz o representante do Conselho de Saúde dos índios Parecis, Nedina Maizokiê.

  Mensalmente são arrecadados cerca de R$ 60 mil com a cobrança à beira da rodovia. A maioria dos motoristas, acostumados ao ritual, param e efetuam o pagamento. “Alguns passam direto e não respeitam”, conta Valdomir Nezukenatte, um dos índios de plantão no posto improvisado. Os preços cobrados são de R$ 10 para motos, R$ 20 para carros de passeio e R$ 30 para caminhonetes e caminhões. “Os valores devem cair com a construção do posto”, avalia Valdomir. O dinheiro será encaminhado para um Fundo da Funai, que após a apresentação de projetos para a melhoria das aldeias, devolverá os recursos para os índios.

   Como as aldeias ficam distantes da MT-235, com sua pavimentação asfáltica inaugurada no final de semana no trecho entre Campo Novo dos Parecis e Sapezal, os índios se revezam no posto improvisado. “Estamos aqui há vários dias. Ficamos em um acampamento improvisado e depois voltamos para a aldeia”, conta Rebeca Naizakairo. (Patrícia Sanches)

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Comentários (18)

  • GUSTAVO DE ARRUDA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    AMIGOS VOCES NAO TEM A IDEIA O QUE É PASSAR POR ESTE PEDAGIO, SOMOS MALTRATADOS E MUITAS DAS VESES SE VOCE NAO LEVAR O VALOR DO PEDAGIO TROCADO VOCE TEM QUE ESPERAR ALI NO SOL OU NA CHUVA ATÉ QUE VENHA UM OUTRO TRANSEUNTE PARA TENTAR TROCAR O DINHEIRO. SABEM O QUE ELES DIZEM? QUE AQUI MANDA É NÓIS 20 DE IDA 20 DE VOLTA 40 REAIS E AFINAL QUEM VAI MANTER A RODOVIA.

  • edilson da silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ALGUEM PODE ME DIZER SE ESSA RODOVIA DA ACESSO A UMA DAS DEZENAS DE FAZENDAS DO BLAIRO?

  • Fábio Pompermayer | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pelo amor de Deus Patricia corrija isso aí RODOVIA DOS INDIOS LIGA CAMPO NOVO A SAPEZAL, juina está do outro lado, voce mesma passou por aqui e viu que uma coisa é uma coisa , e outra coisa, é outra coisa... Qaunta informação mal feita...

  • jl | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Luis Marcelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Só gostaria de saber onde esse governador achará base legal pra fazer isso, afinal a terra em que esses índios estão é da união, e não deles. Esse governador deveria é combater esses pedágios, pois isto é crime. Baixaria!!!!!

  • Marcelo Moura | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou defensor das causas indígenas, bem como, de todas as causas sociais de todos brasileiros. Essa taxa de cobrança não passa de extorsão, isto pelo fato de saber que os índios não proporcionam nada àqueles que trafegam pela rodovia. Seria válida a cobrança caso os índígenas oferecessem alguns atrativos aos transeuntes. AGORA, COBRAR POR COBRAR, E AQINDA, UMA TAXA ABUSIVA E CARÍSSIMA? ISSO NÃO ESTÁ CERTO NÃO. Seria plausível caso os indígenas cobrassem as taxas e oferecessem um atrativo aos usuários, bem como, a manutenção da estrada. Se fosse assim, qualquer cidadão q

  • Gustavo Kunert | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    QUE ABSURDO!!!

    EM VEZ DO GOVERNADOR MANDAR PRENDER ESSE BANDO DE DESOCUPADO, A GENTE TEM QUE PAGAR O PATO!

    QUE VERGONHA!!! DEVE SER O UNICO LUGAR DO MUNDO AONDE ISSO ACONTECE...

  • allan | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma tristezaver situações como esta. osIndios, vivem numa área de 1,4 mil ha.
    e precisar viver medingando para sobreviver.
    Para ter idéia, vida de índio não é viver a vida
    moderna que vive o homem branco. que nasceram e criaram conhecendo estas modernidades, de televisão, automóveis, computadores etc. Vida de indio é viver e cuidar da natureza de suas 1,4 mil ha. de terras. prova é que recebendo 60 mil reais com pedágio e ainda o governo tem que construir cabines para os indios. Culpa de toda este sofrimento dos indios, são os governantes que resolveram cuidar dos indios. com doação de tudo. Os indios acostumados com dinheiro, carro imprtado ficaram presa fácil dos garimpeiros, madeireiros e os destruidores das florestas.

  • marina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que absurdo, isto não existe, é coisa de butineiros, eu se passar por ali, passo voando mas não paro, pois meu dinheiro e ganho com suor.

    Tambem vou colocar uma barraca e vou começar a cobrar, é melhor do que trabalhar.

    Hoje a moda é ser preguisoço, que ridículo

  • renato fraga | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PELO AMOR DE DEUS É BRINCADEIRA ISSO! SERÁ QUE ELES NÃO TEM TERRAS PARA PLANTAR OU RIO PARA PESCAR?????????

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