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Quinta-Feira, 22 de Março de 2007, 07h:45 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Pré-candidatos, Jaime e Pagot se distanciam

    Motivados pela sucessão estadual de 2010, o senador Jaime Campos (PFL) e seu suplente Luiz Antônio Pagot (PR) iniciaram processo de ruptura. Ambos são pré-candidatos a governador e, desde já, traçam caminhos opostos, provocando racha entre pefelistas e republicados.

    Nos bastidores, o senador acusa Pagot de pressionar lideranças, principalmente do PFL, para inchar o PR, visando as eleições municipais de 2008 e já abrindo picada rumo ao Palácio Paiaguás. De outro, o articulador político do governador Blairo Maggi condena o estilo populista do parlamentar e tenta construir um projeto com perfil mais técnico.

    O grande trunfo de Pagot para consolidar sua candidatura será a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), que detém um orçamento anual de R$ 12 bilhões. A estratégia de Jaime é dificultar que o seu suplente assuma o cargo federal. Mesmo com aval do presidente Lula, o nome de Pagot precisa passar por sabatina no Senado, território de Jaime. 

    Desde a campanha do ano passado, Jaime e Pagot não se entendem. Em público, tentam manter clima de harmonia. Nos bastidores, porém, se criticam mutuamente. Ex-prefeito de Várzea Grande e ex-governador, Jaime Campos só convidou o trator do governo para ser seu primeiro suplente da chapa como forma de atrair a turma da botina, grupo de produtores ligados a Blairo Maggi.

   Mesmo durante o processo eleitoral, Jaime e Pagot estiveram distantes um do outro. O pefelista fez uma campanha independente, seja no corpo-a-corpo, no palanque e/ou na TV. Pagot se dedicou à coordenação da campanha à reeleição de Maggi. A turma da botina desprezou tanto a candidatura de Jaime que o pefelista perdeu feio em Rondonópolis, cidade do governador.

   Agora, logo no início do novo mandato - Jaime no Senado e Pagot no segundo governo Maggi -, ambos partem para o confronto. Enquanto isso, o governador em exercício Silval Barbosa (PMDB) articula, em silêncio, sua candidatura ao Palácio Paiaguás e o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) recua para, primeiro tentar melhorar sua gestão e buscar um novo mandato, passaporte que o credenciará a concorrer à sucessão estadual.

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