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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 2008, 08h:21 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

EXECUTIVO

Prefeitos se despedem; 139 vão à posse; 2, não

Fernando Ordakowiski         clique na imagem para ampliá-la

Chaparral (Barra), Sachetti (Rondonópolis) e Rossato (Sorriso) deixam prefeitura, após derrota, enquanto Henry é cassado

   Dos 141 municípios, 139 assistem à solenidade de posse de seus novos prefeitos. Destes, 39 foram reeleitos e outros 99 ou se reelegeram ou estão retornando ao posto alguns anos depois. Prefeitos de cidades pólos como os republicanos Adilton Sachetti (Rondonópolis) e Dilceu Rossato (Sorriso), e o comunista Zózimo Chaparral (Barra do Garças) se despedem hoje, após a "surra" nas urnas na tentativa de reeleição. Outros, como Ricardo Henry (PP), de Cáceres, ganhou mais não vai levar, ao menos por enquanto. A posse está assegurada juridicamente para o segundo colocado, ex-prefeito Túlio Fontes (DEM).

     Em dois municípios, a situação continua indefinida e deve haver nova eleição, já que a Justiça Eleitoral cassou o diploma do prefeito eleito de Nova Olímpia, Francisco Soares de Medeiros (PT), e o registro do de Cláudia, Vilmar Gianchini (PMDB). No caso de Santo Antonio de Leverger, Faustino Dias (DEM) conseguiu uma liminar e vai ser diplomado e empossado para o segundo mandato. Em Cláudia e Nova Olímpia, enquanto a população não eleger novo prefeito e vice, quem vai assumir o comando administrativo será o  presidente da Câmara, a ser eleito neste 1º de janeiro.

  Entre os que asseguraram a reeleição estão Wilson santos (Cuiabá), Max  Russi (Jaciara), Pedro Ferreira (Jauru), Augostinho Freitas (Pedra Preta), Clóvis Martins (Poconé), Getúlio Viana (Primavera do Leste), Murilo Domingos (Várzea Grande), Cézar Maggi (Sapezal) e Júlio César Ladeia (Tangará da Serra). 

  O PR é quem mais elegeu prefeitos: 33. O DEM aparece em segundo lugar com 23, seguido do PP (21), PMDB (20), PT (16); PPS (7) e PSDB (6). Os prefeitos peemedebistas de Sinop Juarez Costa; de  Rondonópolis, Zé do Pátio; e de Poxoréu, Ronan Figueredo, chegaram a ficar na "corda bamba", mas conseguiram o direiro de ser empossados, assim como o petista Francisco de Assis, o Diá, de Ribeirão Cascalheira.

   Em General Carneiro e Cáceres, os novos prefeitos não venceram nas urnas. Magali Amorim Vilela (PP) assume em General Carneiro porque o petista Juracy Rezende da Cunha (PT) teve o diploma cassado por crime eleitoral. Em Cáceres, Ricardo Henry teve o registro cassado em dois processos e, assim, abriu caminho para Túlio Fontes. (Patrícia Sanches)

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Comentários (6)

  • Benedito | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    UMA GRANDE MAIORIA DESSE QUE TOMARAM POSSE, SERÃO CASSADO, POIS VARIOS PROSESSOS SE ENCONTRAM EM ANDAMENTO, SEGUNDO AS INFORMAÇÕES DO TRE E TSE, , POIS O MÉRITO DE NENHUM PROSESSO FOI JULGADO. JANEIRO SERÁ MOMENTO DE REVIRAVOLTA É DE JUSTIÇA.

  • luiz carlos grandoschek | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    desses prefeitos o unico ou a unica que ponho minha mão no fogo é a prefeita de alta floresta maria izaura!!! fez um otimo trabalho no primeiro mandato e fara um segundo melhor ainda. que deus abençoe a prefeita pra que ela faça uma excelente admistração!!! o povo de alta floresta merece. um grande abraço para meus amigo de alta floresta!!!!!!!!

  • Carmem Carmim | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo com o comentário anterior, político do nível e gabarito desta de Alta Floresta tá difícil de encontrar, a campanha dela foi como a do Zé do Pátio, o Davi venceu o Golias, exemplo de que o povo de Alta Floresta sabe escolher e votar no melhor e tenho certeza que não serão decepcionados, carácter e dignidade a Izaura tem.Parabéns

  • heitor | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    mais uma vez a nossa justiça mostra o que ela é, uma merda, não respeita nem os proprios colegas, ta nem ai pq não mora em nosso municipio para ver o que vai acontecer, parabens pres, do tre, vc deveria vir em nosso municipio para ver a nossa realida.

  • CATARINA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARA O POVO DE MATO GROSSO CONHECER UM POUCO O PERFIL DOS GESTORES DE RONDONOPOLIS E DO ESTADO, SEGUNDO ANÁLISE POSTADA NO SITE PRIMEIRA HORA, VEJAMOS A MATÉRIA:

    Blairo Maggi e Zé do Pátio

    por ANTONIO DE SOUZA

    Conscientes de que o resultado das urnas é inquestionável, alguns republicanos já deram demonstração pública de que a eleição do deputado estadual José Carlos do Pátio (PMDB), como prefeito de Rondonópolis, tem de ser aceita como uma decisão da maioria dos moradores dessa cidade. Quando nada, demonstram que sabem conviver com a democracia.



    Um dos principais líderes do PR, o deputado federal Wellington Fagundes, por exemplo, acenou recentemente para a conciliação, na medida em que defendeu um entendimento entre o prefeito eleito e o Governo do Estado. E, na condição de integrante da bancada mato-grossense no Congresso Nacional, ele próprio se colocou à disposição do futuro prefeito para “ajudar a cidade”.



    O gesto conciliador de Fagundes difere muito do comportamento adotado pelo cacique do PR, o governador Blairo Maggi, que, conforme demonstrou em seguidas entrevistas, insiste em permanecer no palanque, conduzindo uma disputa essencialmente político-partidária para o terreno pessoal. Na verdade, o líder republicano, no decorrer da recente disputa eleitoral em Rondonópolis, abdicou da condição de magistrado e assumiu publicamente a função de cabo eleitoral do aliado – o (ainda) prefeito Adilton Sachetti -, não medindo as conseqüências do ato.



    Decepcionado com o fracasso do afilhado - e, ainda mais, magoado por ter sido derrotado por um adversário que nunca se agachou perante o Palácio Paiaguás -, o governador, lamentavelmente, sinaliza que a tendência é de que a máquina pública estadual seja utilizada, doravante, para satisfazer os caprichos políticos e/ou pessoais de um privilegiado grupo de republicanos, em detrimento dos interesses coletivos do terceiro maior pólo de desenvolvimento de Mato Grosso. Cidade, por sinal, onde o próprio chefe do Executivo reside e onde se concentram os seus milionários negócios particulares. Quando nada, isso cheira (ou fede) a discriminação.



    Com efeito, o próprio Maggi já sinalizou que vai tratar o prefeito eleito de Rondonópolis como um inimigo, no sentido literal do termo. Em recente entrevista, ele foi claro ao afirmar que simplesmente não pretende manter relações políticas com Zé do Pátio. “O Zé não tem preparo para ser prefeito de Rondonópolis”, disse. E foi mais longe: “Eu não pretendo ter qualquer relação política com o Zé Carlos. Eu farei oposição a ele”.



    A Família Maggi, pelo que se nota, está unida na oposição ferrenha a Zé do Pátio. Depois do governador, foi a vez da secretária de Emprego, Trabalho, Cidadania e Assistência Social, Terezinha Maggi, disparar contra o prefeito eleito. “Ele [Zé do Pátio] é muito doido, é um cara desequilibrado”, afirmou, numa entrevista que fez o maior sucesso entre os jornalistas de aluguel, que sempre se animam com os rompantes da Turma da Botina. Numa de suas investidas contra Zé do Pátio, a primeira-dama do Estado ainda acusou o prefeito eleito de comandar “ações corruptas” para vencer a eleição.



    A mágoa dos republicanos diante do fracasso eleitoral em Rondonópolis adquire contornos alarmantes não apenas pelas manifestações de destempero verbal do governador e da primeira-dama, mas, também e principalmente, pelas ações que buscam, via Ministério Público Eleitoral, cassar o mandato que o povo conferiu a Zé do Pátio. Como tem sido amplamente divulgado, o MPE e a Justiça Eleitoral se revelaram zelosos ao extremo, de tal maneira que o processo que apura as denúncias contra Pátio ganhou celeridade como nunca se viu antes.



    Parafraseando o presidente Lula, diria que, nunca antes na história deste Estado, membros do MPE e do TRE se mostraram tão céleres para apurar uma denúncia de suposta compra de voto. No caso que envolve Zé do Pátio, chamam a atenção, entre tantos fatos, as pressões por parte de alguns dos poderosos gabinetes do Palácio Paiaguás, o destempero verbal do governador e de sua esposa, a parcialidade de alguns setores da mídia regional – em Rondonópolis, a maioria da Imprensa é carimbada de “governista” – e a curiosa troca de comando das investigações, com a repentina desistência de um juiz, que alegou “problemas de saúde”.



    Não bastasse o fato de que o juiz indicado para decidir o caso, segundo o noticiário, teria um histórico de vereditos, no decorrer da última campanha eleitoral em Rondonópolis, sempre contra Zé do Pátio e a favor dos republicanos.



    Fica bastante claro que o governador Blairo Maggi e o PR, nos últimos dias, forçaram a barra para que a Justiça Eleitoral decidisse o quanto antes esse rumoroso caso. De preferência, a favor dos republicanos. A propósito, parece não ter sido à toa que Zé do Pátio liderou, dias depois da eleição, um movimento de protesto, na porta do Ministério Público, exigindo ética e transparência na política, bem como alertando a população para estranhos procedimentos” adotados pela instituição.



    Quem conhece Zé do Pátio custa muito a acreditar que o parlamentar tenha se utilizado do abominável expediente da compra de voto para se eleger prefeito de Rondonópolis. Até porque, ele e seus aliados nunca esconderam que a coligação que sustentou sua candidatura fez uma campanha desprovida de recursos financeiros, em contraste com a do adversário, suspeito de se beneficiar das máquinas públicas do Município e do Estado.



    Tão carente de recursos esteve a campanha peemedebista, que um fato bastante curioso passou despercebido da mídia que cobria o evento: no auge da disputa, a pelo menos 15 dias da votação, os telefones e a Internet foram cortados, por absoluta falta de pagamento. Ainda assim, a equipe de marketing do peemedebista foi até o fim da disputa desfalcada de equipamentos considerados imprescindíveis numa campanha eleitoral. A pergunta que não quer calar é: se não tinha “míseros” R$ 3 mil para quitar débitos junto à operadora de telefonia, Zé do Pátio dispunha de recursos para comprar votos?



    Não tenho nenhuma procuração para defender o prefeito eleito de Rondonópolis. Contudo, como cidadão, sou frontalmente contra esse estado de coisas, em que fica evidenciado o rancor de um grupo político que não respeita o resultado democrático das urnas. Rondonópolis, afinal, não é uma terra sem lei.



    Em tempo: Adilton Sachetti, segundo o noticiário, não fará a transição do cargo para Zé do Pátio, neste dia 1º de janeiro. Vai para a praia. Prova que não tem o menor apreço pelo povo, que, sabidamente, o rejeitou nas urnas. Vai curtir as delícias da boa vida ao lado do padrinho, Blairo Maggi.



    ANTONIO DE SOUZA é jornalista em Cuiabá.



    af-souza1957@uol.com.br

    asouza80@hotmail.com

  • Zeca da Colina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Aos que não sabem:

    Sachetti não é afilhado de Blairo.É compadre.

    Apesar de ter casa em Rondonpópolis,Sachetti não morava na cidade.Vivia em Itiquira.

    Sachetti mudou seu domicílio eleitoral,um ano antes da eleição(2004),por determinação de Blairo.

    Só nós,moradores da cidade, sabemos como ganhou a eleição.

    Para encerrar,Blairo não acha que é Deus.Ele tem certeza que o é.





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