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Sábado, 05 de Janeiro de 2008, 07h:31 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

CUIABÁ

Prefeitura planeja desapropriação de mil famílias


Santos tem que resolver entraves para iniciar programa Gumitá

     Enquanto o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, pede socorro em Brasília para garantir R$ 5 milhões ao programa Gumitá, moradores que devem deixar a área não sabem para onde vão ou quanto vão receber de indenização. Além disso, o prefeito terá de resolver outro entrave. Os lotes que deverão ser desapropriados já estão definidos, mas segundo o defensor público Marcos Rondon, que integra o Núcleo Estadual de Direitos Coletivos, faltam informações aos moradores.

    “O projeto de revitalização do córrego Gumitá é muito complexo. E cada caso é um caso que deve ser analisado com atenção. Pelo que sabemos, os estudos ainda não estão conclusos. E quem garante que a prefeitura vá pagar um valor correto ou vá transferir as famílias para um local urbanizado?”, questiona o defensor.

Córrego virou esgoto a céu aberto     Avaliado em R$ 60 milhões, o Gumitá é um programa ambicioso, pois além de promover a recuperação de toda a área, visa transformar o local em um ambiente de lazer, com ciclovia e pista de caminhada no entorno do córrego, ou seja, se transformará num parque linear com 6 km de extensão. O córrego começa na avenida Rubens de Mendonça, passando pelos bairros Centro América, Tancredo Neves, Vila Rosa, Novo Mato Grosso, Três Lagoas, Novo Horizonte e Planalto, além de outros cinco bairros.

     Mais de 1,3 mil famílias devem ser instaladas em outros locais, conforme dados do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano (IPDU). O decreto que autoriza a desapropriação já foi publicado na Gazeta Municipal, mas não informa a data que deve ocorrer de forma pacífica. A defensoria, que assinou um termo de compromisso com a prefeitura e que atua como interlocutora, ainda não recebeu tais informações. Na última reunião, realizada em setembro, a informação era de que estavam definidos os lotes para os quais as famílias seriam transferidas.

    Os proprietários deverão procurar a prefeitura para, através do cadastro de imóveis urbanos, saber o valor venal dos lotes. Segundo a coordenadora técnica do programa, Zuila Miranda, a recuperação do entorno do córrego deve começar neste ano, assim que as questões jurídicas forem resolvidas. Porém, conforme a análise de Rondon, a desapropriação é um processo demorado e observa que ainda tem de ser discutido com os moradores. “Nas reuniões, o clima era de insegurança. Nós que representamos os moradores sabemos que ainda faltam informações”, disse o defensor. (Simone Alves)

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Comentários (4)

  • Rogerio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuibá é o instrumento legal que coloca como obrigatoriedade a realização desta obra que irá devolver a vida ao Córrego Gumitá e a tantos outros do municipio de Cuiabá, afetados pela ocupação desordenado que o proprio Wilson Santos, juntamente com o saudoso Dante de Oliveira incentivaram essas familias a invadir e construir suas casa nessasa areas improprias para habitação, agora já amadurecidos na vida politica aperece como o bom moço, prefeito futurista, primeiro ele semeia o impacto ambiental para ter apoio do povo e se eleger vereador, deputado, prefeito e agora vem de carona com o PAC para ser mais uma vez beneficiado nas urnas com o projeto que ira resolver uma grande problema ambiental e criar os milhares com a desapropriação e remoção das familias.

  • ROSE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com certeza um projeto ambicioso, mas necessário.Parabéns WS pela atitude em beneficio do meio ambiente e recuperação deste corrego.

    A qualidade de vida destes moradores vai modificar muito, estes trinta metros de proteção é a Area de Proteção Permenente - APP, protegidos por LEI FEDERAIS deste 1965, são espaços especialmente protegidos, tem a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, AMENIZAR A TEMPERATURA CLIMÁTICA, facilitar a infiltração de águas pluviais, a biodiversidade, reter os lixos urbanos, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações.

    A população está irregular nestas áreas pois ela pertence a união.

  • Vanda Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O prefeito está mais que certo em querer valorizar essa área. Esse projeto é muito mais que interessante. Creio que a mídia pouco divulga esse programa. Isso também ajuda na falta de informação dos moradores. É fato que toda desapropriação causa alardes. Mesmo porque no meio dos moradores e fora deles tem os oportunistas. Acredito que a prefeitura vai oferecer boas indenizações e bons destinos para os moradores. Mas precisa divulgar mais prefeito.

  • Janete pereira barreto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSE PROJETO É MAIS UM ENGODO DO SENHOR WILSON SANTOS, DESESPERADO PELAS PESQUISAS ELEITORAIS QUE O COLOCAM EM 3º LUGAR. ETA PREFEITO QUE GOSTA DE MENTIR PARA A SOCIEDADE CUIABANA, SENÃO BASTASSE A AVENIDA (IMAGINÁRIA) DAS TORRES, QUE NÃO SAIU DO PAPEL, POIS O GOVERNO FEDERAL NÃO CONFIAM NESTE PREFEITO, AGORA VÊM COM OUTRO PROJETO MEGALOMANÍACO (POIS NÃO PARTIU DE PESSOA SÉRIA), E MAIS UMA VEZ MENTE QUE SE PREOCUPA COM O MEIO AMBIENTE. FEZ UM BELO PLANO DE GOVERNO NESTA ÁREA, QUE ESTÁ DISPONÍVEL NA INTERNET, NO ENTANTO, NAO TEVE COMPETÊNCIA PARA COLOCA-LO EM PRÁTICA, E O RESULTADO ESTÁ AÍ PARA TODOS VEREM, CUIABÁ SUJA, IMUNDA, COM LIXO PELAS RUAS, ARBORIZAÇÃO URBANA POBRE E REMANESCENTE DE OUTRAS GESTÕES, RIOS CUIABÁ E COXIPÓ CADA VEZ MAIS POLUIDOS, GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS INEXISTENTES, COM ATERRO SANITÁRIO QUE TÉCNICAMENTE NÃO PODE SER CONSIDERADO COMO TAL (É UM GRANDE LIXÃO), E A INEXISTÊNCIA DE POLITICA INSTITUCIONAL AMBIENTAL DE CUIABÁ, BASEADO APENAS EM FISCALIZAÇÃO DE POLUIÇÃO SONORA. WILSON SANTOS, QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ HEIM!!!A MIM VOCÊ NÃO ENGANA MAIS, E EM 2008 O POVO VAI COBRAR AS MENTIRAS QUE VOCÊ PROMETEU NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES. É SÓ ESPERAR PRA VER!!!

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