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Quarta-Feira, 15 de Agosto de 2007, 13h:51 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

JUDICIÁRIO

Presidente explica ao CNJ a aquisição de veículos

   O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Lessa, se antecipou e já protocolou no Conselho Nacional de Justiça um relatório com as explicações acerca da compra dos 30 veículos Toyota Corollas e nove Chevrolets Astra, realizada em janeiro de 2005. Lessa forneceu também as informações sobre o auxílio-transporte pago a magistrados mato-grossenses. O CNJ determinou a suspensão do leilão dos veículos, já prestes a ser realizado, e também do auxílio-transporte, que supera a R$ 4 mil mensais. Em audiência com o ministro-corregedor, César Asfor Rocha, Lessa disse que pretende buscar uma solução rápida para o caso, ou de autorização pelo CNJ para se realizar leilão ou para uso dos veículos pelos magistrados. "O objetivo maior é resguardar o patrimônio público", diz.

    No processo de aquisição de veículos, o presidente do TJ explica todas as etapas do processo. Lembra que após o recebimento dos veículos, o então presidente José Ferreira Leite comunicou a todos os desembargadores que os carros estavam à disposição e pediu urgência na manifestação sobre o interesse pela sua utilização. Em seguida, o sucessor de Ferreira Leite, desembargador José Jurandir de Lima, enviou novos ofícios circulares aos magistrados. Desta vez, avisou sobre a exclusão da verba referente a auxílio-transporte da folha de pagamento, em face do uso dos veículos disponbilizados.

    "(...) Em resposta à consulta referente ao procedimento a ser adotado a partir de então, o desembargador-presidente José Jurandir de Lima decidiu que a verba referente ao auxílio-transporte seria suprimida da remuneração dos magistrados enquanto estes utilizassem os veículos postos a sua disposição, mantendo a referida verba àqueles que não receberam ou que devolveram os veículos oficiais", escreve Paulo Lessa, em seu relatório.

    Sobre a proposta de leilão dos veículos, o atual presidente do TJ destaca que houve avaliação junto ao mercado de automóveis e em concessionárias autorizadas. O valor mínimo de lance seria de R$ 44 mil para cada Corolla, que, em 2005, custou R$ 62,5 mil. No caso dos Astras, cada um seria negociado hoje por R$ 39 mil. O leilão foi suspenso por determinação do CNJ, a quem caberá agora definir o destino dos veículos.

     Clique aqui e leia a integra do relatório do presidente do TJ/MT encaminhado ao CNJ.

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Comentários (5)

  • luiz a. vargas | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    isto é uma verdadeira vergonha, isto é gastar o dinheiro público qua anda tão carente de educação, segurança, saude etc,etc,etc. O pobre do trabalhador simples e honesto não tem nem os R$ 2,05 para ir trabalhar todos os dias enquanto um magistrado desses alem do polpudo salário ainda tem um veiulo desse porte com ar e todo conforto possivel abastecido com motorista e mais R$ 4.000,00 por mês de auxilio transporte, ora meu Deus onde é que nos estamos? É uma aberração da natureza, este pais não tem jeito mesmo.

  • Robert Cyriaco | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vcs notaram que a "prestação de contas" ao CNJ só se refere ao Des. José Ferreira ? Essa briga está pegando mal para o TJ, enquanto isso, servidores "fantasmas" ficam no litoral do estado do Rio !!

  • Wladimir Colman | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Muito se fala, pouco se faz!


    Se não acordarmos quanto cidadões. Nada mudará!

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E, olha que esta é a instituição que "cuida" da justiça em Mato- Grosso e agora imagine outros poderes.

  • Antonio Carlos Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Roberto Siriaco esta dizendo que existem funcionarios fantasmas a "rodo" dentro da extrutura do TJMT, fala-se muito muito que existem varios empresarios que recebem salarios pelo tjmt, são concursados mais estão a disposição de gabinetes de juizes e desembargadores mas nunca aparecem no tribunal... será que isso é verdade?

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