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Sábado, 20 de Outubro de 2007, 10h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MEIO AMBIENTE

Pressão da mídia não muda ação, diz Daldegan

Luis Henrique Daldegan, secretário de Estado de Meio Ambiente O secretário estadual de Meio Ambiente, Luis Henrique Daldegan está no olho do furacão. Somente neste ano ele vivenciou duas operações da Polícia Federal que atingiram a pasta: a Guilhotina e a Caça Fantasmas. Também enfrenta o crivo da CPI da Sema, onde é considerado o protagonista. Aos 36 anos, engenheiro agrônomo, Daldegan atuou durante dois anos como secretário-adjunto de Ciências, Tecnologia e Educação Superior do Estado. Em junho do ano passado foi remanejado a adjunto do Meio Ambiente e, a partir de dezembro, assumiu o comando da pasta no lugar do promotor de Justiça, Marcos Machado.

   Para uns, Daldegan é um técnico competente e conduz a Sema de forma discreta. Já outros classificam-no como incompetente e alheio aos supostos esquemas ilegais na área ambiente. Para o secretário, as críticas são bem-vindas e servem para deixá-lo "mais maduro".

    Em entrevista ao RDNews, Daldegan reclama da pressão da mídia e avisa que não mudará a linha de atuação frente a uma das pastas mais problemáticas da estrutura do governo Blairo Maggi.

Abaixo os principais trechos da entrevista com Luis Henrique Daldegan.
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RDNews – A CPI da Sema está prestes a terminar e a previsão é de que o relatório estará pronto em novembro, mas até o momento, que resultados a investigação trouxe à Sema?
Luis Henrique Daldegan - A CPI até agora só veio a reforçar ações que já estavam sendo implantadas. O que é para melhorar a gente tenta fazer. Mas sem esquecer que o nosso trabalho é bem técnico.

RDNews - Como avalia a instauração da CPI da Sema?
Daldegan - Acho que é a resposta que a sociedade quer. Qualquer avanço que tenha várias mãos é válido e precisa ser observado. Tenho um grande respeito pelo trabalho dos deputados e eles podem ajudar.

RDNews -  Teme as críticas e as denúncias feitas à área ambiental?
Daldegan - Tenho a minha tranquilidade. Tenho comigo e com a minha equipe que as críticas construtivas vamos absorver, já as negativas eu não as recebo. Tudo trouxe maturidade para a secretaria. Passamos por uma fase e agora temos que melhorar.

RDNews – Como, por exemplo?
Daldegan - Colocando um sistema externo para licenciamento de pequenos empreendimentos, descentralizando o atendimento e abrindo novos postos em Alta Floresta, Sinop, Aripuanã e Juína. Tudo está em andamento, ou seja, se desenvolvendo ainda. Hoje, em alguns municípios se protocola o pedido de licença, mas a avaliação é feita aqui. Isso será mudado, mas aos poucos.

RDNews - Como avalia os números do desmatamento ilegal na Amazônia?
Daldegan - O desmatamento no Estado reduziu em 60%. O índice de 107% de aumento de desmatamento ilegal cresceu nesta região, o que não quer dizer que cresceu no Estado inteiro. É isso que as pessoas precisam entender. Quanto à Amazônia, estamos fazendo a fiscalização. A pressão da mídia não vai mudar nossa ação, pois fazemos o que está ao nosso alcance.

RDNews – O sr disse que o desmatamento ilegal também deve ser combatido pela sociedade. Mas o que a Sema tem feito para conscientizar os mato-grossenses nesse sentido?
Daldegan – Nós fizemos campanhas na televisão, nas rádios, nos jornais, panfletos e outras coisas. Além do trabalho setorial, por exemplo, vistoria in loco.

RDNews – Há estrutura e pessoal suficientes para fiscalizar tais irregularidades?
Daldegan – Temos de 150 a 180 agentes fiscalizadores, além de contarmos com a ajuda da Polícia Militar e monitoramento por satélite. Tudo isso não será suficiente se não tivermos a ajuda da população, principalmente neste ano atípico (de muita seca).

RDNews - Quanto à ação na Justiça que resultou na suspensão do nome de oito empresas que apresentam indícios de fraudes em créditos do Cadastro Consumidores de Produtos Florestais (CC-Sema), o sr acredita que isso pode abrir precedentes para novos questionamentos?
Daldegan - Eu ainda não tive acesso à decisão. Fiquei sabendo por alto, mas acato e respeito a determinação da Justiça, o que não significa que tenho que fazer isso com todas as empresas que figuram no CC-Sema com crédito fictício. A prerrogativa não vai mudar. Qualquer madeireira que tiver indícios de fraudes será suspensa, imediatamente, do CC-Sema. Assim ficará até que a empresa prove o contrário. (Simone Alves)

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Comentários (4)

  • mauricio Heinz Kircher | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse Daldegan só sobrevive no cargo por causa da proteção de alguém, porque por menos do que ele está fazendo o moacir foi preso. O RDNEWS é democrático e aqui todos podem expressar o seu pensamento, no entanto, não podemos tolerar respostas mentirosas como a de que o secretário diz ter "grande respeito pelo trabalho dos deputados da CPI". Para quem já conversou com ele, participou de reuniões com a presença dele, e está atento a conversa dos seus assessores mais diretos, a verdade é que o secretário vive zombando da CPI, que não vai dar em nada e que está perturbando a rotina da secretaria. O resto é conversa fiada, ou tentar vender para a mídia uma historia escamoteada para salvar a pele. Os deputado sabem quem é quem.

  • valter arruda da silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como sucessor do marcos, esse cidadão deixou um grande vácuo na administração daquele órgão, e pelo jeito continua sem ouvir o seu ex-chefe, pelo contrário, a primeira coisa que fez foi destituir toda a equipe do ex-secretário marcos machado, este sim, eficiente, ágil, probo e que conseguiu dar agilidade ao órgão. Juntou-se ao senhor luis henrique um sub com várias limitações, sem perfil para executivo, e que vive criando atritos com os servidores da casa, inclusive usando alguns de seus capachos para perseguir técnicos que não se alinham a sua prática xiita e ciumenta, e algumas vezes com interesses de priviligiar certos projetos. Quem sabe, essa CPI poderia ouvir um técnico sem envolvimento com esse grupelho que age de forma maquiavélica e centralizadora na sema, e aí quem sabe poderia cair o véu negro dos interesses econômicos, das artimanhas e manipulações que envolve os diregentes deste órgão.

  • Maria Luiza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prezado Romilson,

    Acredito na credibilidade do seu site RDNews bem como na capacidade de seus jornalistas, mais sejamos justos também conheço o Secretário Luis Daldegan, o suficiente para fazer uma critica construtiva a sua reporte, a terceira pergunta onde se refere as criticas, não posso aceita a resposta, com toda certeza sua reporte deve ter feito uma grande confusão, jamais Daldegan daria uma resposta dessa, não é o perfil dele “ quando ela escreve que ele ira absolver as criticas construtivas e as negativas não recebera “

    Tenho certeza que disse o contrario, Daldegan e maduro e humilde o suficiente para receber, aceitar e refletir as críticas seja elas negativas ou positivas, converse com sua reporte Romilson, talvez ela tenha tido um minuto de bobeira e colocou de forma equivocada a resposta da entrevista cedida tão cordialmente por Daldegan.

    Acredito que a personalidade de um homem provem do sangue, a coragem provem do pensamento, sendo filho de quem é sangue para ter um caráter inabalável não falta e pensamentos voltados para o bem do Estado bem como do meio ambiente e algo inerente a sua personalidade!

    Obrigada e parabéns pelo espaço democrático que hoje e palco de grandes debates saldáveis a todos

  • Sergio P Martins | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Daldegan é muito otimista, mas deveria passar esse otimismo aos servidores da Sema, pois os mesmos andam totalmente desmotivados. Ouvi dizer que nem mesmo na época do Moacir Pires, o clima organizacional esteve tão ruim assim.
    Porém, acredito que a "reporter" do RDNews não equivocou-se. Ademais, não se pode olvidar que o secretário Luis Daldegan é o Rei do Equívoco...depois daquele depoimento na CPI sobre os percentuais do desmatamento...tadinho!

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