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Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008, 16h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

EDUCAÇÃO

Professores do Estado suspendem a greve

  Os professores da rede pública do Estado decidiram, em assembléia-geral nesta sexta à tarde, suspender a greve. Convocaram uma nova reunião para 26 de maio. Agora, as aulas retornam ao normal na segunda (14). A categoria estava de braços cruzados desde 14 de março. Sob a liderança do Sintep, que representa os profissionais da educação do Estado, a categoria bateu duro na expectativa de sensibilizar o governo Blairo Maggi a chegar ao menos à reivindicação de pagar um piso médio de R$ 1.050. O governo prometeu elevar o salário de R$ 838 para R$ 912. Ficou nisso.

   A corrente petista Unidade na Luta, capitaneada pelo secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, e por Alexandre Cesar e Carlos Abicalil, parlamentares com ligações fortes com os educadores, conseguiu neutralizar os grevistas. As únicas vozes da resistência em defesa da permanência da greve até que o governo viesse atender a categoria foram dos diretores da subsede do Sintep de Cuiabá.

  Na assembléia-geral desta sexta no colégio Presidente Médici, com representantes de 80 municípios, vários oradores criticaram a diretoria central. Disseram que as negociações foram mal conduzidas e reforçam a tese de retorno à greve caso até o próximo dia 26 o Palácio Paiaguás não melhore a contraposta para os educadores. Os professores do Colégio Liceu Cuiabano já tinham decidido voltar às aulas, independente da decisão desta sexta. (Alline Marques)

(Às 18h40) - Categoria sai da greve fortalecida, diz Sintep

  O presidente do Sintep-MT, Gilmar Soares Ferreira, disse que a categoria sai da greve fortalecida. “Nas principais cidades do Estado, 100% das atividades foram paralisadas”. Disse que a decisão desta sexta não significa abandono da campanha salarial. “Nós continuamos na luta pelo piso, cientes de que Mato Grosso pode e deve valorizar os professores, principalmente porque estudos realizados pelo Sintep e pela Seduc comprovam a viabilidade do piso reivindicado”.

   Disse que a categoria acatou a proposta de implantação já de um “piso possível”, calculado com base na aplicação dos recursos constitucionais, reafirmando a integralização do piso de R$ 1.050 até dezembro deste ano.

  A partir de agora, a categoria vai realizar atos públicos nos municípios nas datas estipuladas para avaliações quadrimestrais da receita do Estado: 15 de maio e 15 de setembro deste ano e 15 de janeiro de 2009. Para Gilmar Soares, o piso deve estar acima da proposta feita anteriormente pela Seduc, de R$ 912. “O governo deve fazer a sua parte. O R$ 1.050 é possível, basta que sejam aplicados os 25% dos recursos constitucionais, incluindo a parcela do Imposto de Renda Retido na Fonte. Destes 25%, 65% devem ser gastos em salários, considerando o crescimento da receita”.

   Os trabalhadores definiram realização de Conselho de Representantes para os dias 24 e 25 de maio e assembléia-geral para 26 de maio, quando o movimento será reavaliado.

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Comentários (4)

  • Professora Rede Estadual | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E triste ver nosso Sindicato destruido dessa forma!Estou ha pouco mais de vinte anos na Rede Estadual, concursada. Ja participei de muitas lutas, greves!
    Sr. Romilson posso lhe dizer que nos professores mais antigos temos saudades do tempo do Elismar e do Joao Monlevada e da Marilia. Tinhamos bons salarios e o sindicato nao se vendia...

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem diria que a corrente do deputado Ságuas sobrepujaria às demais do PT? Melhor prestar atenção nesse grupo porque derrubar os demais dentro desse espaço é algo fabuloso, coisa de bons negociadores. Agora, elevar o aumento médio salarial em 10% e, mais o reajuste de 5% em maio, num total de 15% é razoável, muito embora, pessoalmente, considero que o aumento médio devesse ser de 250%.

  • Duarte Pinto de Miranda Junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Há dez anos entrei em sala de aula e engrossei as fileiras de luta dessa categoria. Eu sei que é pouco tempo, em relação aos que já lutavam, contudo sempre que posso contribuo para melhoria da profissão que escolhi.
    Esse ano, a partir do dia 14 de Março, fui tentar sensibilizar os colegas profissionais da educação das poucas escolas estaduais de Cuiabá, que não aderiram à mobilização desde o início. Em algumas tive a satisfação de receber o apoio e, em outras cheguei a ser destratado. Fazer o quê? Consciência é algo que se busca e não se recebe naturalmente e inerte! Isso é compreensível!
    O ponto desanimador dessa mobilização foi a percepção de que os objetivos políticos de cunho sindical foram colocados em segundo plano, em benefício dos partidários. No ano de 2007, quando a SEDUC ainda não era capitaneada por dois representantes, tirados pelo grande partido de esquerda brasileiro, eu mesmo, em conselhos de representantes, votei em propostas que chamavam a atenção para o fato de colocarmos os pés nos chão e que, ao invés de lutar pelo piso nacional de R$ 1.050,00, deveríamos lutar para recompor as perdas salariais. Eu e alguns companheiros fomos votos vencidos e, portanto, partimos para a luta junto com os demais vencedores. Eu entendo que isso é Democracia!
    O fato é que o tempo passou, o vento soprou, o cenário e os atores mudaram e de repente entra em cena uma recomposição salarial de R$ 912,00. Eu estou até agora me perguntando: Onde foi que eu errei? Penso que poderíamos ter finalizado com a greve, pelo menos, vinte dias antes, visto que esta proposta foi colocada desde o início da mobilização!
    Eu acredito que somos uma categoria e luto por ela! Nisso eu acredito! Agora, me chamem de ingênuo, alienado ou até mesmo de ignorante, mas não possuo filiação partidária, pois apesar de me identificar com a luta dos partidos de esquerda, não acredito que haja projeto político que dê certo, enquanto grupos se juntarem sobre uma bandeira partidária e na hora de acessar o poder, se permitirem qualquer tipo de acordo, colocando em cheque até a sua própria historia.

  • Silvio Figueiredo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É triste ver um sindicato partido.Não posso concordar com o presidente Gilmar que o sindicato sai fortalecido desta batalha,não posso.Penso que este seria o melhor momento para engrandecer a luta dos profissionais da educação,mais interferência de filiados politicos acabaram com esta possibilidade.Gilmar e a turma de politiqueiros do PT o sindicato não é de vocês o SINTEP não é partido ele é INTEIRO portanto reflitam sobre isto.

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