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Terça-Feira, 25 de Março de 2008, 19h:20 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

EDUCAÇÃO

Professores garantem não recuar sem o reajuste

    
Em protesto nesta 3ª, mais de 1,5 mil professores reivindicam aumento salarial em frente ao Palácio Paiaguás e da Seduc

   Professores de escolas públicas estaduais prometem manter a paralisação até que o governo se sensibilize e atenda a reivindicação da categoria. Em passeata nesta terça, após assembléia-geral, mais de 1,5 mil trabalhadores da educação subiram a Historiador Rubens de Mendonça (avenida do CPA), passando pelo Palácio Paiaguás e Seduc na tentativa de chamar atenção do governador Blairo Maggi.

  Conforme cálculos do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, um aumento de 3% no repasse anual da Seduc já seria o suficiente para atender a reivindicação dos professores. Dentro dessa projeção, o percentual sairia dos 25% constitucionais para 28%.

   Já o secretário Ságuas Moraes, deputado licenciado do PT, considera a greve desnecessária. Ele defende uma política de avanços a passos curtos, uma forma de não afetar os cofres do governo. Sua secretaria é detentora da maior estrutura da máquina, tanto em número de servidores quanto ao orçamento. Controla R$ 800 milhões por ano.

  Os professores parecem firmes na decisão de manter a greve por tempo indeterminado, principalmente aqueles com mais tempo de trabalho no setor. Josilda Eva de Campos, professora há 25 anos, por exemplo, considera que o governo age com desrespeito ao propor um salário menor que o piso nacional. “Tenho 25 anos na Educação e ganho menos que R$ 1,3 mil por uma jornada de 30h/aulas. É preciso valorizar aquele que trabalha com a produção intelectual”, disse a professora, durante a manifestação, em frente à Seduc.

    Eles também cobram a manutenção integral das gratificações recebidas por aposentados. Segundo a presidente da subsede do Sintep de Cáceres, Lucia Gonçalves, o governo tem enviado mensagens aos profissionais inativos informando que é preciso rever a gratificação, paga desde 1998.

  O sindicato assegura que atualmente o piso salarial médio da categoria é de R$ 818 por 30 horas/aulas. Os professores esperam elevar esta remuneração para R$ 1.050 no caso do ensino médio. Para fortalecer a exigência, está marcada para 1º de abril uma nova manifestação. O local de concentração e a hora ainda vão ser definidos. (Simone Alves)

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