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Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2009, 15h:49 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

UFMT

Professores são acusados até de formação de quadrilha

   O advogado Jairo da Silva Luz e Osmindia da Silva Andrade, ambos alunos do curso de Filosofia da Universidade Federal do Estado (UFMT), denunciaram à Polícia Federal, e já preparam novas acusações que devem ser apresentadas ao Ministério da Educação (MEC) contra o quem classificam de quadrilha no departamento do curso. Eles denunciam seis professores, sendo eles a chefe do Departamento, Maria Cristina Theobaldo, Roberto Barros Freire, Ari Ricardo Tank Brito, Ângelo Aparecido Zanoni Ramoes e José Jivaldo Lima. Segundo os autos, os servidores estariam utilizando os nomes da instituição e da coordenação do curso para obter vantagens pessoais e agindo com perseguição e para prejudicar alunos.

   Nas denúncias protocoladas na PF, os docentes estão sendo acusados por crimes de sonegação de documento oficial, abuso de autoridade, fraude em concurso público, dano ao patrimônio público, cultural e privado, prevaricação, condescendência, falsidade ideológica e uso de documento falso. Já a documentação que está sendo redigida para ser apresentada ao MEC traz acusações referentes aos trâmites acadêmicos, como não cumprimento da carga horária, substituição de aulas por preenchimento de fichas e não adaptação do projeto pedagógico do curso.

    Osmindia, de 50 anos, afirma já ter sido vítima. Ela diz que, por não aceitar os esquemas e falcatruas do grupo, não conseguiu obter sua licenciatura em Filosofia até hoje, o que impossibilita sua atuação como professora em escolas de ensinos fundamental e médio. Em 2007, a estudante teria sido reprovada por falta na disciplina "Prática de Ensino da Filosofia", na época ministrada pelo acusado Aristides Januário, mas afirma não ter se ausentado nas aulas. O caso foi encaminhado à diretoria do curso, administrada por Ângelo Zanoni, que aconselhou a estudante a não se envolver com a situação. Outro caso também envolvendo Osmindia foi quanto a uma agressão verbal do mesmo professor. Ela teria registrado boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e, desde então, Aristides passou a perseguí-la. A aluna relata também que durante este tempo, protocolou na UFMT cerca de 15 processos administrativos contra o docente, mas todos foram arquivados.

   Jairo afirma que mesmo com a saída de Ângelo Zanoni e com a entrada de Maria Cristina na chefia do Departamento de Filosofia, as irregularidades não cessaram. O uso de documentação falsa, abuso de poder e fraudes são os principais crimes cometidos na gestão atual, segundo ele. Assegura também que a última ação irregular nas dependências do departamento se deu com o cancelamento da parceria entre o curso de Filosofia e a Ong Associação Mato-grossense de Pesquisa e Estudo em Filosofia, impedindo o Congresso Internacional de Filosofia, que seria realizado em novembro, nas dependências da UFMT. Para contornar a situação, Jairo ingressou com uma ação popular com pedido de liminar na Justiça Federal, solicitando providências quanto às irregularidades. (Lisânia Ghisi)

(19h55) -   UFMT nega acusações e assegura que professora sofre ameaças

   O Colegiado de Curso do Departamento de Filosofia da UFMT se reuniu nesta quarta para reafirmar os termos da Nota de Repúdio ao aluno Jairo da Luz Silva. Conforme os representantes, a manifestação se deve “à quantidade de falsas acusações, distorções e invenções que vem sendo por ele distribuídas". Ainda segundo o Colegiado, os estudantes declararam apoio à nota emitida pelos professores. A chefe do departamento Maria Cristina Theobaldo registrou boletim de ocorrência por ameaça e reuniu toda a documentação referente ao caso, que foi entregue à sua advogada e à Reitoria da UFMT. Uma aluno também registrou ocorrência, no último dia 9, devidos às ameaças recebidas de Jairo da Luz, por telefone.

   A UFMT esclarece ainda que desde o início de setembro, quando a direção do curso decidiu não participar de um evento de extensão com a participação da Ampef, da qual Jairo é presidente, o estudante destribuiu e-mails difamatórios para alunos, para a sociedade e para a comunidade filosófica nacional. Além disso, ele teria tentado intimidar Maria Cristina. “O departamento tem recebido a solidariedade da comunidade acadêmica e tem tomando todas as providências administrativas e judiciais necessárias”, completa. 

   Já quanto à Osmíndia da Silva Andrade, a chefe do departamento garante que não há qualquer processo arquivado, conforme a aluna acusou. “Os processos percorreram todas as instâncias colegiadas até chegar ao Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Consepe), que indeferiu a solicitação da estudante.” No processo, ela requer colação de grau, que não pode ser efetuada por ter sido reprovada em uma disciplina da licenciatura. (Flávia Borges)

   Confira a íntegra da nota enviada pela UFMT
   "Nós, professores do Departamento de Filosofia do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFMT, Cuiabá, vimos por meio desta repudiar com toda veemência os ataques absolutamente injustos e mentirosos que o Sr. Jairo da Luz Silva, aluno do Curso de graduação em Filosofia e presidente da Ampef, vem reiteradamente lançando contra este Departamento e seus professores. A
quantidade de falsas acusações, distorções e invenções é tanta que daria um trabalho enorme e improfícuo repeti-las aqui na sua inteireza. Mas, para a informação geral, é necessário que afirmemos com toda a convicção e certeza que: - NÃO É VERDADE que a decisão do Departamento de Filosofia de não mais continuar a participar na realização do Congresso de Filosofia idealizado pela Ampef se deva a qualquer tipo de manobra escusa para prejudicar alguém, seja a Ampef ou a qualquer outra pessoa. A decisão pelo afastamento se deu simplesmente porque a Ampef se revelou uma parceira inconfiável, incapaz de levar adiante os preparativos do Congresso tal como esses tinham sido planejados pela Comissão Organizadora do Evento, constituído pela Ampef e pelo Departamento, através de um de seus professores. Foram as mudanças introduzidas pela Ampef, por escolha própria, nos planos já determinados que levaram o referido professor a decidir não mais continuar a trabalhar com a Ampef para a realização do Evento. E foi essa mesma inconfiabilidade que levou a que nenhum outro professor do Departamento, em reunião do Colegiado do departamento, aceitasse fazer parte da Comissão Organizadora do Evento. Essas decisões, que foram devidamente registradas em ata da reunião, não foram tomadas por nenhum tipo de pressão psicológica, ou outra, feita pela Chefia do Departamento. Elas na verdade apenas respondiam a problemas criados pela própria Ampef, e foi com pesar que se constatou que continuar a colaborar com tal organização seria prejudicial ao Departamento, ao Instituto de Ciências Humanas e à Universidade Federal de Mato Grosso como um todo.
   Desde o dia três de setembro, o Sr. Jairo da Luz Silva vem lançando, seja por via judicial, seja por via administrativa (dentro da Universidade), seja por via particular, uma longa séries de acusações contra o Departamento e alguns de seus professores, questionando os motivos da ruptura e inventando ao seu bel prazer os motivos mais variados e implausíveis para tal ruptura, fugindo assim das suas responsabilidades de ter sido um dos causadores dela, juntamente com outros membros da Ampef. Deixamos claro aqui que, sabendo que essas acusações não correspondem à verdade, essas falsas acusações terão de ser respondidas por vias legais e institucionais através da ação da Chefia do Departamento e da Assessoria Jurídica da UFMT, ações com as quais concordamos e para as quais damos todo o nosso apoio. Reafirmamos, outrossim, que a atual Chefia do Departamento, na pessoa da Professora Doutora Maria Cristina Theobaldo, possui toda a nossa confiança, tendo sempre pautado seus atos e decisões de acordo com os interesses maiores do Departamento de Filosofia da UFMT, e tendo sempre, de forma democrática, agido em perfeito acordo com as decisões do Colegiado do Departamento, formado por seus professores, representantes dos alunos e do corpo técnico do Departamento.
   Por tudo isso, solidarizamo-nos com a Professora Maria Cristina e com os outros  três professores injustamente acusados, e repudiamos, uma vez mais, as más ações e intenções corporificadas pela Ampef e sua diretoria. Confiamos plenamente que as ações já tomadas e as em curso de serem tomadas revelarão sem sombra de dúvidas, tanto para o público universitário quanto à
sociedade, quão malévolas, iníquas e mentirosas são essas "acusações" assacadas pela Ampef."
Professores-doutores
Ângelo Aparecido Zanoni Ramos
Arthur José Pimentel Lopes
Emerson Fagner Mendes de Oliveira
José Carlos Leite
José Jivaldo de Lima
Renato Valois Cordeiro
Ricardo Correa de Araújo
Walter Gomide do Nascimento Junio
e professor-mestre Lívio dos Santos Wogel

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Comentários (42)

  • Luiza | Sábado, 16 de Outubro de 2010, 23h06
    1
    0

    Como se verifica, as denuncias nesse pais são inumeras, por isso verificamos que o mpf deve sim fazer as devidas averiguações por uma questão de justiça e de direito. Acredito que ninguem é tão sem atividade, para criar um problema como esse sem fundamento algum. O povo brasileiro está cheio de palhaçada, corrupção, enfim problemas sem soluções.

  • Antônio | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 14h22
    1
    0

    Perseguição é prática corriqueira na UFMT. Recentemente cerca de 16 alunos de determinado curso da UFMT entraram em litígio com um professor. Todos os processos administrativos não deram em nada. Entretanto, o Tribunal de Contas da União (após a representação de um destes alunos) determinou a devolução de cerca de 30 mil reais que este professor recebeu indevidamente a título de dedicação exclusiva (pois exerceu outra atividade), que também está sendo cobrada pelo MPF em uma ação civil pública por improbidade administrativa na justiça federal. Pode ser que nem todas as denúncias se confirmem, mas é algo para ser investigado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal pois o corporativismo que existe dentro da UFMT também retira a credibilidade das defesa dos acusados e demais professores.

  • marisa | Segunda-Feira, 20 de Setembro de 2010, 20h45
    2
    0

    Coitados dos alunos corajosos, não vão mais graduar. !!!!!!!!!!! Perseguição é a prática mais comum dentro da UFMT. Tem que pensar como a maioria...A opinião individual não é respeitada.

  • Pedro Alcantara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    2
    0

    A rigor, dir-se-ia que ainda existem professores, perseguidores, tarados etc, dentro da UFMT... Dentro desse curso, ou melhor departamento existiam um perseguidor nato, por nome de Guilherme... que fazia e aprontava e nada era feito contra ele, pois os alunos cansavam de falar dele. O que se ouvia do departamento, que só ele dava aquela matéria e nada poderia ser feito!!! Infelismente, pobre da nossa educação e coitado dos nossos alunos que são presas faceis nas mão desses pseudos de professores!!!

  • paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Henrique | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    1
    0

    Gostaria de parabenizar o advogado Jairo da Silva Luz e A Senhora Osmindia da Silva pela a coragem de denuniá-los. Pois o que acontece geralmente nas universidades são alunos, com medo da repreensão por parte dos professores, que fazem tudo de errado e não acontencem nada com eles. E quando a situação é levada para o seu superior não vira em nada... E quem fica no prejuizo é o aluno que será perseguido. Então valeu, mais uma vez Dr. Jairo e Osmindia, pela a denúncia, afinal moramos e um País democrático, devemos falar e denunciar quando as coisas estão erradas. Se o Departamento, o a Universidade não toma a sua providencia, que vão à Policia Federal, Mec, Ministério Público e outros orgãos da justiça! Quem sabe um dia acaba com isso...

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    1
    0

    Todo esse barulho por conta do curso de Filosofia? Se existem acusações de fraude e assédio nesse curso, freqüentado por coroas, imagina no curso de Medicina, de alunos jovens e temerosos quanto ao seu status de classe média?

    O que sei da minha época de estudante é que brigar contra a Academia é pura tolice e perda de tempo. Um aluno pode brigar por salas-de-aula ou comida no bandejão, mas, nunca brigar contra um membro do corpo docente.

    Qual é a razão do corpo fechado de um professor? Ele sempre é avaliado integralmente por seus alunos e pelos demais professores. Logo, para que uma acusação prospere é necessária a manifestação de toda a turma durante um longo tempo.

    Se a turma de Filosofia tiver 50 membros só acreditarei nessa acusão se pelo menos 25 alunos assinarem embaixo.

  • Roberto de Barros Freire | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    1

    Portal UFMT
    [20 de OUTUBRO de 2009]
    NOTA DE ESCLARECIMENTO
    A UFMT informa que o Departamento de Filosofia já reuniu a documentação
    necessária para esclarecer os fatos e a verdade sobre as notícias envolvendo
    esse Departamento, veiculados no último dia 14. Cabe ainda informar que a
    aluna queixosa teve amplo direito de defesa de suas reivindicações. Seu
    pleito foi indeferido em todos os níveis cabíveis, culminando com decisão do
    órgão máximo de recursos na área acadêmica dentro da UFMT – o Conselho de
    Ensino, Pesquisa e Extensão.

    Quanto ao fato de o Departamento de Filosofia não mais participar da
    organização de um evento, esclarecemos que as decisões do Departamento foram
    tomadas respeitando os trâmites internos da UFMT e sem gerar danos materiais
    para qualquer dos antigos parceiros, que foram devidamente comunicados.

    A Administração Superior da UFMT se solidariza com os professores do
    Departamento de Filosofia e lamenta o modo como foram acusados. Garantimos à
    sociedade mato-grossense que esta Instituição mantém indelével seu
    compromisso com os princípios da qualidade e da transparência, e que vem
    realizando esforços para esclarecer aos órgãos competentes e à imprensa
    sobre a real natureza dos fatos.

  • Jabys | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    calouro seus exemplos também se aplicam em parte aos alunos, pois há um mau caratismo em depredar o patrimonio público só porque estuda de graça , acha que é publica mas não tem custos. E os banheiros quebrados e os livros rasgados da biblioteca? Conheces o codigo disciplinar da federal? Deverias, pois seus colegas que estão destratando os docentes, deveriam ser enquadrados e se for o caso jubilados, pois a UFMT não precisa de alunos mediocres assim. Não tá satisfeito, vai pra universidade particular pagar o ar que respira e aí sim podes reclamar a vontade, o problema é que não vão te ouvir!

  • Juliano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    Fernanda,
    Aprenda a escrever antes de postar um comentário.
    Volte para a quinta série.

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