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Quarta-Feira, 16 de Dezembro de 2009, 16h:07 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

SAÚDE PÚBLICA

Projeto de hospital é descartado e Estado vai comprar HC


Hospital Central vira "elefante branco" e não há previsão de quando as obras serão finalizadas pelo governo
Fotos: Josinei Moreira e Marcos Bergamasco

   O Hospital Central, que nunca chegou a ser concluído, deve mesmo se transformar em um setor administrativo da secretaria estadual de Saúde. Tido por muitos como uma saída para diminuir o caos vivido pelo setor em Cuiabá, o local é uma espécie de “elefante branco” da saúde mato-grossense. Entre os que defendem a conclusão das obras está o prefeito da Capital e pré-candidato ao governo Wilson Santos (PSDB). As obras começaram há 20 anos, durante o mandato de Júlio Campos (DEM) e nenhum gestor estadual finalizou o serviço. Hoje a estrutura, que fica no Centro Político da Capital, divide espaço com um matagal e é considerado obsoleto pela secretaria estadual de Saúde para atender a população.  

  Segundo o secretário Augustinho Moro, finalizar a obra atendendo a todas as normas sanitárias sairia mais caro do que construir outro prédio. Por isso, o governo estuda comprar o Hospital das Clínicas, fechado há quatro anos, para atender parte da demanda. Justifica também que logo deve ser construído um novo hospital federal. "Não vamos entrar em questões políticas. O problema vivido pela saúde de Cuiabá é de gestão", afirmou Moro, numa referência às declarações de Wilson, que defende a conclusão da obra. Desde que começou a ser construído, o local passou por várias paralisações. Segundo dados do geo-obras do TCE, a última paralisação ocorreu em 1994. Com base no projeto do local os técnicos concluíram que 60% da construção dos Blocos A, B, C, D, E e duas guaritas foram feitas. Estima-se que foram R$ 9,8 milhões.

  Em 2004, o governador Blairo Maggi chegou a celebrar o contrato nº 486/2004 para conclusão do Bloco C  onde funcionaria a recepção e atendimento ambulatorial. O valor do contrato era de R$ 2,4 milhões. “O contrato encontra-se 100% medido e pago, mas está abandonado até a presente data” diz trecho do relatório do TCE. Assim, foram investidos R$ 12,2 milhões até agora. Os recursos são oriundos de convênios com a União e o processo encontra-se no TCU, tendo sido julgados irregulares as contas e condenando os responsáveis.

  O deputado Sérgio Ricardo (PR), que preside a CPI da Saúde, chegou a defender a conclusão do hospital. Na época avaliou que seriam necessários R$ 20 milhões para a conclusão das obras. Hoje ele propõe ao governo que compre o Hospital das Clínicas, fechado há 4 anos. Segundo ele, o governo assumiria as dívidas de aproximadamente R$ 15 milhões, referentes a contas de água, luz, telefone, dentre outros, e depois pediria o perdão dos débitos. “O Estado tem esse precedente. A proposta já está sendo analisada pelo governo”, afirma o parlamentar. Ele argumenta que através da compra poderiam ser oferecidos 120 novos leitos, 4 centros cirúrgicos e uma UTI com 11 leitos.  “Poderíamos fazer cirurgias ortopédicas, cardíacas e até neurológicas. Não resolve o problema, mas ajuda a atender a demanda”, pondera. (Patrícia Sanches)

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Comentários (19)

  • chacal | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Guilliano Gelby | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Uma correção, foi a 20 anos atrás, na gestão do irmão do Julio, Jayme Campos pedra 90. Inclusive tem problema na auditoria federal em Brasília, como sempre as contas não batem.è lamentável, fica tudo nas costas do Pronto Socorro Municipal, ou seja a Capital banca maioria do interior de MT.

  • chacal | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Lucelio Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem diria! vou ter que torcer para os ex-presidente Collor fazer valer seu projeto em Brasília. O Senador está com um projeto onde obriga os governates a concluirem as obras paralizadas sob o risco de praticarem improbidade administrativa. Já não dá mais para ver tanto dinheiro jogado fora!

  • Marcelo Moreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse secretário Moro é um fanfarrão.Afinal, o que o estado faz pela saúde de MT.Rios de dinheiro que escorrem e ninguém ve as obras.Compram hospitais, que estão fechados ou servem de ESTACIONAMENTO para ambul6ancia do SAMU.Brincadeira.E o Sérgio Ricardo, agora quer aparecer.Porquê não fez nada todos esses anos, deputado? A dengue com 47 mil pessoas no estado...parece estatística da África.Desse jeito, vamos ter mais um recorde mundial na gestão do nosso governador recordista Maggi.TCE, MP, brincadeira...não fazem nada.Afinal, estão todos no mesmo bolso.

  • Germano Souza Cruz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tá cheirando trapaça do Governo Brairo. Porque ele passou 7 anos de seu (des)governo e nada fez pelo pobre de Mato Grosso? Será que foi porque só teve tempo de preocupar com as estradas que levam às suas lavouras e de seus amigos?

  • Paulo Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É só por motivo de ego que o incompetente gov. Blairo, não conclui a obra inacaba do hospital central!! Aliás ego e outra coisitas.

    Construir outro hospital vai custar uma fábula,
    pois esses gestores querem fazer obras de
    país de primeiro mundo, e por outros motivos
    que sabemos(motivos tenebrosos).

    Enquanto isso....O povo leva ferro....O MPE, pe-
    lo que sei, é o fiscal do dinheiro público...Não
    faz nada....

  • jm | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • SILVIA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SENHOR SECRETARIO AUGUSTINHO.... O PROBLEMA COM A SAUDE E QUESTÃO DE GESTÃO MESMO... VOCE E O GOVERNADOR NÃO SABEM ADMINISTRAR PARA O MENOS FAVORECIDO, GERENCIASSEM O DINHEIRO DOS IMPOSTO COM RESPONSABILIDADE NÃO FALTAVA DINHEIRO PARA A SAUDE. NUNCA EM UM GOVERNO GASTOU-SE TANTO EM SUPERFLOS, REFORMAR E CONSTRUÇÕES DE PREDIOS PARA TODOS OS LADOS. OBRAS FARAONICAS. VIAGENS ESPETACULARES ETC. CARGOS DE SECRETARIOS ADJUNTOS QUE NÃO ACABAM MAIS. É SO UM PILITICO PEDIR EMPREGO QUE SE CRIA CARGOS NOVOS.

  • AUGUSTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse povo do DEM-O e PSDB e donos de algumas empreiteiras que tb fizeram o escandalo de nao entregar o HC e recente a obra do PAC,junto com os politicos que defendem seus interesses nao esta nem ai pro povo.

    Com a palavra julio campos,e tb o pinoquio ja que antigamente fazia oposição aos campos e chamava o comendador de cidadao modelo(sic),agora estao como se fossem amigos de longa data,QUE POUCA VERGONHA,CUIDADO COM GENTE FALSA.

    Cuiaba hj esta penando por confiarem em gente desse naipe.

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