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Segunda-Feira, 02 de Julho de 2007, 01h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

EMBATE JURÍDICO

Projeto pelo fim do exame da OAB é contestado

   O professor e procurador-geral-adjunto do Município de Cuiabá, Fernando Figueiredo, em artigo postado na seção Artigos, logo acima à esquerda com o título "Fim do exame da Ordem - o caminho do retrocesso", levanta um assunto polêmico. Ele contrapõe o argumento do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que no ano passado apresentou um projeto de lei pela abolição do exame da OAB. A proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Fernando critica o projeto no qual o senador afirma que “a advocacia é a única profissão para cujo exercício a respectiva entidade de classe (OAB) exige aprovação em exame de ordem de proficiência (...). Esse exame causa estresse e problemas temporários de saúde”.

    Para Fernando, tal iniciativa tenta nivelar os profissionais da advocacia para baixo. "Abolir o exame, com tais argumentos, seria dizer que todos os milhares de bacharéis que se formam anualmente em nosso país estão aptos a exercer a profissão, quando na verdade o que ocorre é o inverso", diz o procurador-geral-adjunto, para quem o exame de Ordem não busca a tão propagada reserva de mercado, mas apenas dar a garantia que todos os juridicionados terão ao seu alcance ampla e irrestrita defesa.

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Comentários (7)

  • Kadrunco Véio | Sábado, 25 de Dezembro de 2010, 02h54
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    Exame desonesto que impede o candidato de usar dicionários, códigos comentados, borracha, lápis e a ferramente mais indispensável na vida de um advogado: um COMPUTADOR. Seria a mesma coisa que uma prova de engenharia onde o candidato não pode usar calculadora. EXAME PROJETADO PARA PREJUDICAR O CANDIDATO e q torna o Direito acessível a penas a uma pequena elite q tem condições de pagar por livros e cursos caros e ainda dispor de tempo para DECORAR AS PEGADINHAS. Advogado e bacharel deveria se informar melhor sobre este EXAME DESONESTO antes de sair defendendo algo cuja realidade nefasta, criminosa e covarde desconhece.

  • Lauro da Mata | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Diante do gigantismo incontrolável que se transformou o ensino de direito e a busca insaciável de faturamento como unica meta dos empresários "educadores" nada mais oportuno do que a manutenção do exame.
    Não vivemos sob o primado da boa formação e sim de um tecnicismo tosco.
    A profissão de advogado transcende mera atividade privada e a exigência faz, mesmo que de forma incompleta, um complemento dessa sofrível formação universitária onde o que vale é ter o diploma a um bom custo financeiro e sem nenhum custo intelectual.
    Algo precisa ser feito para conter essa desfaçatez dos empresários (muitos com boas e gordas ajudas ou subvenções -dinheiro público)que estão a vender ilusões para multidões que vagueiam sem rumo e sem perspectivas.

  • Jose Vicente Bonatelli | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou bacharel em direito. Não prestei exame da OAB, mas mesmo assim sou favorável à sua manutenção. Chega de tolerancias qualificativas. Todos os profissionis do direito tem de ser aprovado pela OAB, já basta o poder legislativo admitir incautos na elaboração e aprovação de leis.

  • edson | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo plenamente com o fim do exame de ordem, a não ser que se exija para todos os outros cursos, afinal para que existe o MEC? Se existem Faculdades de baixa qualidade porque o MEC não fecha? Porque o curso de Medicina e Enfermagem que lida com vidas humanas não tem exame de ordem?
    Pegue os Magistrados, todos os Advogados e aplique o exame neles para ver o resultado.Sabe de uma coisa? O que querem mesmo é elitizar o curso e o exame é uma jogada ideológica de uma elite que não quer perder a sua hegemonia de poder!!!

  • Emerson Marques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Um olhar a primeira vista, de certo modo o sr Edeson Santos, patricio de leitor deste site, tem mesmo razaõ. Visto que no ramo da medicina tambem deveria existir um exame com fito de se avaliar os novos profissionais da área da saúde, digo mais ainda, esse exame deveria ser acompanhado de perto pelo Ministério Publico Federal, visto que estes profissionais lidarão com vidas humanas, e neste país da impunidade há acrescimo acentuado cada vez maior de morte por erros medicos, e o que acontece? NADA. Por outro lado, maior ainda é os direitos sendo cada vez usurpado, por aqueles de que detem de a obrigação de oficio de mantelo e de zelar pelo bom viver da vida em sociedade. A cada dia vemos o governo estuprando o direito dos pobres, megas empresários massacrando e extrapolando os limites do que é certo, como que eles proprio fossem os detentores da verdade e da razao. Para que isso nao aconteça se faz necessários termos verdadeiros combatentes do direito, homens instruidos e capacitados intelectualmente com coragem de enfrentar essas situaçoes. Agora, a cada esquina da capital tem um porta de faculdade de direito, sem falar que os cursos sabe Deus se sao ou nao reconhecidos pelo MEC. Sendo assim somente um Exame bem acurado pela Ordem para filtrar tais profissionais, ja com o exame, exite como em todas as áreas pessimos operadores do direito, imagine se nao tivesse o EXAME DA ORDEM o que seria do cidadao que tem seu direito violentado. Finalizando, por increvel que pareça, mas o Brasil é o único país, onde um ADVOGADO tem que ir ao STF a maior corte do país, buscar um Habeas-Corpus preventivo, porque seu cliente tem a certeza de que os politicos eleitos pelo povo irão violentar seu direito constitucional de nao produzir provas contra si proprio, pode uma coisa dessa? O Exame tem que existir, e que o Presidente da OAB-MT exija cada vez mais no exame, só assim, a sociedade ira ter profissionais que lhe atendem a altura do que se esperado.

  • Régis Rodrigues Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não concordo com o fim do exame da OAB, já que ele é o único instrumento existente para comprovação da absorção dos bons estudos acadêmicos do futuro advogado, bem como a prova de que tais estudos foram bem aplicados pela instituição de ensino, o que, colima também, na avaliação das faculdades e universidades que, reconheçamos, em considerável maioria se preocupa apenas em auferir ganhos, e não formar bons bacharéis aptos a passarem nos exame da OAB. Quem é contra o exame deve ater-se ao fato de que se mais de 90% dos bacharéis não passam no exame de Ordem, é devido ao fato de que não estão BEM PREPARADOS para exercer o mister de advogado e se não foram a maior parcela de culpa é de sua instituição de ensino, que do reprovado não exigiu o máximo, como deveria.
    Penso que só os que passam no Exame de Ordem são os que melhor tem condições de representar a classe dos advogados e de exercer esta árdua e hoje não tão bem vista e reconhecida profissão, por alguns.

  • Rodrigo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Também não concordo com o fim do exame da ordem. Atualmente sou estudante de direito, e além de trabalhar nos períodos matutino e vespertino, frequento as aulas no período noturno, além é claro de ter que estudar aos finais de semana. O que está acontecendo a meu ver hoje, é que não está havendo muito esforço por parte dos alunos em adquirir conhecimento a longo prazo. Ora, se alguém se propõe a exercer a atividade jurídica deve ter na mente que pagará um preço para conquistar a formatura e também a transcender o exame da ordem, e isso implica em muita dedicação, concentração, organização, além de leitura, leitura e leitura... das mais variadas obras jurídicas, e o pensar.
    Como queremos chegar ao final do nosso curso sem sequer sabermos o mínimo das matérias em que vimos nos últimos cinco anos de estudo.

    Valorizemos a nossa futura classe desde já.

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