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Quarta-Feira, 18 de Abril de 2007, 13h:38 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

EXECUTIVO

Quem quiser meu lugar pode pegar, reage Blairo

Governador diz a deputados que o Executivo está engessado, enquanto outros Poderes fazem festa com dinheiro

    Visivelmente irritado por causa da queda-de-braço com alguns deputados, o governador Blairo Maggi desabafou em reunião tensa nesta quarta pela manhã com a presença de 20 dos 24 parlamentares. "Quem quiser administrar no meu lugar pode pegar o governo", declarou Maggi. Após um longo discurso, ele conseguiu convencer os 20 deputados presentes a aprovar os projetos que tratam da carreira e salários dos militares. A mensagem entra na pauta na sessão vespertina desta quarta.

    Logo no começo da reunião, o governador ameaçou "jogar a toalha".  Fez um comparativo dos números das receitas dos Poderes durante os oito anos do governo Dante de Oliveira (1995/2002) com a sua gestão, que começou em janeiro de 2003.

    Segundo Maggi, na administração tucana, os Poderes ficavam com 32% da arrecadação, enquanto o Executivo "abocanhava" 68%. Já em sua administração, o Judiciário, o Legislativo e os órgãos auxiliares, como Ministério Público e Tribunal de Contas, usufruem de 47%, enquanto o Executivo fica com 53%, o que representa 15% a menos se comparado ao governo antecessor.

    "Quero dizer para vocês que os Poderes estão fazendo festa com o dinheiro público e o Executivo está ficando engessado. Vou empurrar na Assembléia quase R$ 200 milhões só neste ano", rasgou o verbo o governador, para uma sala com deputados em silêncio.

   Maggi avisou que, se a Assembléia aprovar aumento para os praças, vai inviabilizar o governo. Destacou que nos últimos anos eles já tiveram aumento de 57%, enquanto os coronéis obtiveram 26%. O projeto em trâmite na AL e que vem provocando polêmica contempla os praças na ordem das promoções, enfatizou o governador.

   Com a apresentação dos números e um discurso desafiador, Maggi já conseguiu apoio de 18 parlamentares. Dos 24, não estiveram presentes à reunião os deputados Campos Neto e José Riva (ambos PP), Otaviano Pivetta (PDT) e Percival Muniz (PPS). Os peemedebistas Zé Carlos do Pátio e Walter Rabello adiantaram que vão apresentar emendas ao projeto.

   Fethab

   Maggi fez também discurso duro para convencer os deputados a não derrubarem o veto do Executivo ao projeto de José Riva, que retira 30% do Fethab para os municípios.  "Os senhores querem aprovar, tudo bem! Só que vão engessar o Estado, que vai ter que fechar as portas porque não terá recursos para investimentos", destacou Maggi para, em seguida, fazer elogios ao antecessor Dante de Oliveira, responsável pela criação do Fethab.

   Blairo Maggi disse que, se o Estado perder fatia do Fethab, vai inviabilizar até a administração do futuro governador. "Pode ser o Wilson Santos, pode ser o Jaime Campos ou outro nome, pois não sei quem será o meu sucessor. Eu quero entregar as contas em dia", destacou Maggi.

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Comentários (3)

  • Flávio Azevedo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Governador Blairo Maggi deveria demonstrar humildade e agradecer publicamente o ex-Governador Dante de Oliveira.

  • índio do Brasil | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nao era esse gov. que queria terminar com o fetahb. Se não fosse o Dante, entao nao tinha governo, porque da iniviativa dele nao teve nada.

  • Rogério | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O judiciário e o legislativo estão rasgando o dinheiro público, fazendo obras para botar o nome na placa, obras sem necessidade. Vejam só as obras no tribunal de justiça, 700 mil para fazer a fachada, 1 milhão para fazer o túnel, 300 mil para arrumar subestação de energia. E o TCE, será que precisa de tantos prédio, não vejo nem sequer resalvas nas contas das prefeituras. Conselheiro é mesmo aposentadoria de político. Ainda bem que sobrou algumas obras para o senhor Lessa inalgurar!!!!!!

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