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Domingo, 31 de Dezembro de 2006, 00h:34 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

LEGISLATIVO

Relator pedirá cassação do deputado Ricarte

       O deputado petisa José Eduardo Cardoso (SP) vai apresentar relatório ao Conselho de Ética da Câmara, sugerindo a cassação do deputado Ricarte de Freitas (PTB). Será tarde demais. O Congresso Nacional está em recesso e Ricarte, derrotado nas urnas à reeleição, conclui o seu mandato em 31 de janeiro, antes mesmo do processo ir à votação.

         A situação do deputado mato-grossense se complicou porque o empresário Luiz Antônio Vedoin, um dos chefes da máfia dos sanguessugas, entregou à Justiça Federal comprovantes de depósitos e de transferência de dinheiro para conta de parlamentares.

       Os papéis complicam a defesa de Ricarte, acusado de receber cerca de R$ 600 mil de propina em troca de emendas ao Orçamento. Também está em poder do relator Eduardo Cardoso documento que revela transferência de um Fiat Ducato, avaliado em R$ 70 mil e repassado a Ricarte.

         O deputado mato-grossense admite o uso do veículo, como teste, durante dois meses em 2002. Garante que não recebeu propina e diz não ter qualquer relação com a máfia.

        Dos 11 parlamentares que integram a bancada federal mato-grossense, sete foram acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas - esquema montado pela Planam, de Cuiabá, que consistia na compra de ambulâncias para as prefeituras com preços superfaturados a partir de emendas parlamentares. Para viabilizar o negócio, os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin (pai e filho) confessaram que pagaram propina a dezenas de parlamentares em troca de emendas à área da saúde. Ao todo, segundo a Polícia Federal, a máfia movimentou em torno de R$ 110 milhões.

      Dos 7 processos abertos contra parlamentares de MT, só falta apresentação de um relatório que envolve Ricarte. As acusações contra Pedro Henry (PP), Wellington Fagundes (PR), Celcita Pinheiro (PFL), Teté Bezerra (PMDB) e a senadora Serys Marly (PT) foram arquivadas. No caso de Lino Rossi (PP), o Conselho de Ética aprovou relatório pela cassação. A exemplo do caso de Ricarte, Rossi deve concluir o mandato antes do relatório ser votado em plenário. Somente Henry e Fagundes foram reeleitos nas urnas de 2006.

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