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Terça-Feira, 08 de Abril de 2008, 20h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

Artigo

Revolucionar a educação é possível?

    Depois de um longo ciclo de debates sobre o PDE (Plano de desenvolvimento da Educação), lançado pelo Governo Federal no ano passado, a CE – Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, elaborou uma série de propostas para os ensinos infantil, médio, superior, especial, à distância e profissionalizante.

    Neste artigo, quero enfocar somente a questão da educação no ensino médio e profissionalizante e as propostas para sua melhoria. Para tanto, vamos citar as propostas do Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), atual Presidente da Comissão de Educação no Senado Federal, que consiste em: Federalizar a educação de base, mas com descentralização gerencial, onde o MEC seria dividido em Ministério da Educação de Base e Ministério do Ensino Superior; definir padrões nacionais para todas as escolas; criar a Lei de Metas para a Educação e a Lei de Responsabilidade Educacional; valorizar, formar e motivar o professor com o piso nacional e uma rede de formação; criar o Conselho Nacional do Magistério, para definir regras, apoiar e fiscalizar o desempenho dos professores; modernizar o conteúdo e oferecer na escola atividades culturais e esportivas; proteger edificações e equipamentos, tratar como crime hediondo a corrupção no sistema educacional; universalizar a freqüência às aulas até a conclusão do ensino médio, que seria obrigatório e com duração de quatro anos; criar a poupança-escola; universalizar o ensino técnico; envolver a universidade com a educação de base; substituir o vestibular pelo sistema de avaliação seriada; criar o Sistema Nacional de Avaliação e Fiscalização da Educação de Base, um “TCU” da educação, para avaliar o desempenho das escolas e punir os responsáveis por maus resultados; Inspetores Federais fiscalizariam as escolas, o aprendizado dos alunos e os desempenho dos professores; envolver as famílias e a mídia; instituir um sistema de premiação educacional que estimule alunos, professores, escolas, cidades e estados; Pacto de excelência para um “choque de gestão” no ensino e por fim, a criação da escola nacional para gestores educacionais.

   Essas propostas visam criar uma mobilização nacional efetiva pela valorização da Educação em nosso País. São apenas “propostas”, que dependem da vontade política dos nossos governantes, tanto da esfera estadual e principalmente da federal. Pois, o que realmente estamos presenciando no nosso dia a dia como educador é uma “cultura de desprezo pela educação”, evidenciado por vários fatores, como por exemplo, a imensa evasão escolar desde a matrícula inicial, no ensino fundamental, até a conclusão do ensino médio e a falta de valorização salarial dos profissionais da educação pelos gestores públicos, inclusive no caso em particular, pelo Governo do Estado de MT, Blairo Maggi, que inclusive menospreza a categoria dos educadores do nosso Estado, deixando-os amargar quase 20 dias letivos de greve em todo o Estado.

   O pior que esse Governo não tem proposta nenhuma para melhorar a Educação do nosso Estado, somente fica com demagogia barata e nem sequer respeita a Constituição Estadual de MT, que é investir 35% da arrecadação na educação. É mais um demagogo burguês-agrário que assume o poder no nosso Estado que “jurou” no ato de posse respeitar a Constituição Estadual. Investir no Professor senhor Governador é certeza de melhoria na educação, não se pode fazer educação sem valorização do ser humano.

   Quero aqui neste artigo elogiar a atitude e a coragem do Senado Cristovam Buarque (PDT-DF) em propor realmente projetos que visem revolucionar o processo educacional brasileiro. A revolução na educação depende de todos nós mobilizados com a nossa bandeira “Educação é Progresso”.

   Por fim, pretendo fazer aqui algumas sugestões para o atual governo de MT: valorize o profissional da educação de MT; invista nos cursos profissionalizantes no ensino médio, diminua a burocracia no processo educacional, valorize os projetos educacionais desenvolvidos nas escolas, amplie o acesso a novas tecnologias nas escolas e principalmente, entenda que a maior dívida social que o nosso Estado e o nosso País precisam resgatar é com a Educação.

 Alex Rufino da Silva é professor de História,  especialista em Educação e Metodologia de Ensino e bacharel em Direito

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