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Domingo, 03 de Fevereiro de 2008, 11h:12 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

VARIEDADES

Rio se torna o sonho de consumo do cuiabano


Vista noturna do Cristo Redentor, no Corcovado e ao fundo o Jóquei Clube

   O Rio de Janeiro ou Cidade Maravilhosa, principal cartão postal do país, se transformou num dos principais objetos de consumo do cuiabano, principalmente o de classe média-alta. É por isso que a famosa pronúncia carioca se tornou tão característica por aqui no dialeto carioquês (kariokêis). A classe política da Baixada Cuiabana, então, "vive" no Rio.

   Nesta época do Carnaval muitos estão por lá, como, por exemplo, o suplente de deputado estadual e ex-secretário de Estado, Carlos Avalone, e os secretários da Prefeitura de Cuiabá, João Vieira (Habitação) e Gulherme Muller (Planejamento, Orçamento e Gestão), além do presidente da Câmara Municipal, vereador Lutero Ponce (PMDB).

   O ex-prefeito e deputado Roberto França não aguentou esperar fevereiro, se antecipou à ida ao Rio, onde passou vários dias com a família, e já está de volta à capital mato-grossense. Não é à-toa que o ex-deputado e ex-secretário de Estado, Hermes de Abreu, curte sua aposentadoria no Rio, assim como o ex-vereador e médico Arthur Bastos Jorge.

Pão de Açucar, de onde se tem uma vista deslumbrante da cidade    Essa ligação do cuiabano com o Rio não é de hoje. Tem influência pela ligação rodoviária. Era caminho obrigatório desde a época do Império até a década de 1960. Partindo da província de Mato Grosso, que já teve inclusive Vila Bela da Santíssima Trindade como capital, não se chegava a São Paulo sem antes passar pelo Rio. Assim, jovens de famílias tradicionais e abastados foram estudar no Rio, principalmente nas décadas de 1930 e 1940. Lá tiveram ascensão social. Formaram médicos, advogados, engenheiros e odontólogos e vieram atuar em Cuiabá. Fincaram raízes que unem as duas capitais até hoje.

Maracanã, maior estádio do mundo Muitos cuiabanos possuem apartamentos no Rio. Outros copiam o estilo de casas e prédios com sacadas. São brincalhões, "malandros" e "gozadores", assimilidades não só do sotaque carioca, mas também das gírias e acepções diferentes que algumas palavras ali adquiriram. A influência é tanta que os times do Rio reúnem um bom número de torcedores cuiabanos. São por essas e outras razões que o Rio se tornou um dos principais objetos de consumo do cuiabano, como costuma dizer o prefeito Wilson Santos (PSDB).


Copacabana, o núcleo turístico da cidade e mais famoso e populoso bairro carioca

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Comentários (1)

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pois é. Até a calçada a Primeira Dama trouxe. Sonhando estar em Copacabana.Angra,Búzios,tôdos milagrosamente tem algum imóvel por lá ,com Pier e tudo mais.Coisas da Cuiabania,eu disse Cuiabania,pois os Cuiabanos só conhecem de cartão postal,ou televisão.Essa mesma Cuiabania trouxe tambem a corrupção,e fez escola,a ponto de gauchos, paulistas,cariocas,paranaenses virem aqui fazer mestrado de rapinagem,lavagem,evasão tráfico e afins.Esperamos que o Santos,o Wilson, traga-nos a praia ,e a espôsa o mar´. Sic;Vale até o Piscinão de Ramos.

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