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Domingo, 12 de Agosto de 2007, 00h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

LEGISLATIVO

Riva corta 13º e 14º salários dos parlamentares

 Grupo de deputados contesta a decisão do primeiro-secretário, quer manter benefícios e levará discussão para Colégio de Líderes 

    O primeiro-secretário da Assembléia, José Riva (PP), determinou o corte do 13º e do 14º salários que vinham sendo pagos aos deputados. Ele quase foi apedrejado por alguns parlamentares na última quarta  (8) pela manhã, momentos antes do início da sessão ordinária. Até a gestão de Silval Barbosa (PMDB), hoje vice-governador, um desses benefícios era creditado na conta-salário do deputado na folha de julho e, o outro, no final de dezembro. Como desta vez só entraram no bolso dos parlamentares o salário mensal de R$ 12,3 mil, mais verba indenizatória de R$ 15 mil e nada do 14º salário, um grupo cercou Riva, que é o ordenador de despesas, para questioná-lo.

     Riva foi incisivo. Disse que, por orientação do Tribunal de Contas do Estado, mandou suspender as gratificações. Foi uma chiadeira geral. Os deputados que mais reclamaram foram Chica Nunes (PSDB), Maksuês Leite (PP), Mauro Savi (PR) e Dilceu Dal Bosco (DEM). Eles chegaram a sustentar a tese de que o pagamento seria espécie de "salário extra" para ajuda de custo, assim como recebem os deputados federais. Observaram que o pagamento estaria respaldado no Decreto Legislativo 01, de fevereiro de 2003, regulamentado pelo Decreto 12, de 2006, dentro de uma simetria de direitos entre os membros do Poder Legislativo Estadual e os representantes do Congresso Nacional. Mesmo assim, Riva, que controla um orçamento mensal de R$ 13 milhões, se manteve irredutível. Avisou que não iria contrariar a orientação técnica do TCE. A polêmica não deve parar por aí. Deve ser discutida na reunião do Colégio de Líderes no decorrer desta semana.

    No julgamento das contas de 2006 do ex-presidente da AL, Silval Barbosa, o TCE apontou algumas incongruências. Uma delas foi o pagamento de 13º e 14º salários aos 24 deputados. Para o Tribunal, essas gratificações pagas no ano passado foram ilegais. Mesmo assim, o balancete foi aprovado. Somente com o 14º salário, o então presidente da AL assinou liberação de R$ 228,9 mil. O TCE orientou a Mesa Diretora, hoje presidida pelo deputado Sérgio Ricardo (PR), a não tomar mais a tal medida.

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Comentários (17)

  • Anônima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao deputado José Riva... Os deputados já Têm mordomias demais para receber mais estes benefícios. Décimo quarto salário????? Fala sério... Fiquei fã do baixinho.

  • ELIFAS JOSE RIBEIRO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    AH!AH!AH! até parece verdade né? o negocio funciona assim: Eu finjo que corto o tal beneficio e os pares fingem que ficam bron queados ai la na calada da noite eis que senão quando chega o tal beneficio "cortado" e o pior é que tem jornalista que se sujeita a este tipo de coisa (não digo o Rdn) isso tudo é um corte "pra ingles ver" pra voce ter uma ideia pra comprar lingerie ai não se preocupou com TRIBUNAL-DE FAZ-DE-CONTA.

  • Carlos higino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caros senhores do RD news, o que o sr Riva fez esta corretissimo, mas os cuiabanos sabem que o sr Riva não e o politico que possa pagar de: "defensor dos cofres públicos". o passado dele condena qualquer atitude de ser um politico honesto. que lembremos do caso das notas frias da assembleia no passado que até agora não deu em nada.

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • afonso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    parabens deputado José Riva, pedimos que publiquem os nomes dos Deputados que são contra o corte, pois os trabalhadores recebem somente o 13º mas não tem recesso.
    è uma vergonha os deputados terem recesso e ainda receber dois salários extras.
    QUEREMOS OS NOMES DESSES DEPUTADOS !!

  • luiz a. vargas | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    já era tempo, pois e acredito que deveria era cortar todas as mordomias não só do legislativo como do juiciário, o correto seria pagar um salário justo e que cada um bancasse suas mordomias, pois assim sobraria mais dinheiro para pagar um salário mais justo aos servidores do executivo e mais dineheiro para investimento na educação, segurança, saúde e laser principalmente a camada mais pobre da nossa sociedade.

  • chica nunes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Querido Romilson, acompanho e admiro seu site pela rapidez nas informações, porém sugiro que vc passe a checar mais as informações que chegam até vc,pois podem ser inverídicas, por ex. esta de que eu participei de reunião p. discutir 13, 14 salário, eu não fui chamada p. nem uma reunião dessa natureza, e outra não soube da realização de nenhuma com essa pauta, acho que nem o Riva tá sabendo disso. Além do mais o colégio de líderes se reune nas terças e não nas quartas como lhe informaram. Em resumo isso nunca fora falado com ele e nem com ninguem.Um super abraço.

  • Antonio carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    So falta o Lino rossi vim defender a Fidelidade partidaria e querer cassar todos infieis isso é gosação

  • Ariovaldo Marques de Aguilar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A parte mais sensivel do homen é a região do saco escrotal, mas em se tratando dos políticos posso afirmar que é o bolso, pois mexeu com eles em relação a retirada de mordomias, é nocaute na certa. Até quem fim uma boa notícia vinda da AL de MT.

  • Antonio Carlos Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

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