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Segunda-Feira, 10 de Janeiro de 2011, 17h:24 | Atualizado: 10/01/2011, 19h:04

BRASÍLIA

Rodrigo perde poder da caneta e é "rebaixado" para o 3º escalão

   O ex-secretário executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, foi nomeado assessor especial do ministro Mário Negromonte. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União. O cargo é de terceiro escalão. Dessa forma, Figueiredo, que na gestão do ex-ministro Márcio Fortes tinha o poder da caneta e chegou até a ocupar interinamente o ministério, está rebaixado. Segundo fontes do RDNews na pasta, Figueiredo ainda não tem funções definidas. Tudo vai depender de que forma o ministro irá aproveitá-lo.

   A nomeação de Rodrigo Figueiredo é uma das raras que estão ocorrendo neste início do governo Dilma Rousseff (PT), já que a ocupação de todos os cargos, à exceção do de secretário-executivo, chefe de gabinete e assessor de comunicação foram suspensas pela presidente. A estratégia é uma tentativa de conter as ferozes brigas entre PMDB e PT à ocupação dos espaços de segundo escalão e outros postos na estrutura do novo governo.

   O PMDB chegou a ameaçar votar um salário mínimo maior que o acordado em R$ 540 caso não tenha suas pretensões atendidas. Para aplacar a sanha fisiologista do partido, o ex-presidente da legenda e agora vice-presidente, Michel Temer, teve que entrar no circuito e acalmar os ânimos de seus correligionários.

   Articulação

    A nomeação de Rodrigo Figueiredo como assessor não era o esperado por ele, que ainda sonhava continuar como secretário-executivo. Ele, inclusive, ocupou o cargo por oito anos, durante o governo Lula, mas o ministro Negromonte quer alguém de sua estrita confiança no cargo. Assim, não se sabe ainda se conseguirá, pois há movimentações de prós e contras na bancada do Partido Progressista (PP), que em tese seria o indicador do nome.

   A bancada do PP da Bahia, com apoio, inclusive, do governador Jacques Wagner (PT), quer o ex-deputado estadual e ex-secretário de Agricultura baiano, Roberto Muniz, que também é suplente de senador de Valter Pinheiro (PT-BA). A bancada da Bahia é bem mais forte que a de Mato Grosso. Pesa ainda desfavorável o fato dos dois únicos deputados mato-grossenses do PP estarem fora das articulações, pois assumiram cargos de secretários de Estado: Pedro Henry, na Saúde; e Eliene Lima, no comando da Ciência e Tecnologia. O RDNews tentou agora a pouco ouvir Rodrigo Figueiredo, mas seu celular está fora de área.

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Comentários (4)

  • Robson | Terça-Feira, 11 de Janeiro de 2011, 11h13
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    Não fez nada por Mato Grosso, agora é que não vai fazer mesmo.

  • Carlos Oliveira | Terça-Feira, 11 de Janeiro de 2011, 07h57
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    Igual ao Pai, adora emprego público. Trabalho que é bom nada. Precisa mostrar trabalho para MT, esteve lá este tempo todo, emperrou o PAC e arrumou a vida com sua Empresa de Construção a Texas Construções CKN seu primo Roberto Mangabeira.

  • Ademir Ribeiro | Segunda-Feira, 10 de Janeiro de 2011, 18h43
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    Criar cargo, nem sabe o que vai fazer, somente para ficar na mão ?? Essa é demais.... Será que Rodrigo olhará para MT ??

  • messias di caprio | Segunda-Feira, 10 de Janeiro de 2011, 18h16
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    PARABENS QUERIDO RODRIGO VC TEM HISTÓRIA E COMPETENCIA PARA O CARGO!!!

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