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Quinta-Feira, 19 de Novembro de 2009, 15h:53 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

OPERAÇÃO PACENAS

Rosa crê em arquivamento e acusa Julier de pirotecnia

  O ex-procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa acredita que não será sequer denunciado pelo Ministério Público Federal e que todo o procedimento investigatório que culminou na realização da Operação Pacenas, que prendeu 11 servidores, políticos e empreiteiros e indiciou 22 pessoas, será anulada por falta de provas. Ele está confiante, porque além da Justiça redistribuir o processo, que deixou de ficar sob o juiz federal Julier Sebastião da Silva, conseguiu anular o efeito das gravações telefônicas feitas durante as investigações.  Elas são consideradas as principais provas contra ele. O juiz responsável pelo caso agora é César Augusto Bearsi.

   “Agora vou esperar o magistrado analisar os outros atos e, se ele os validar, vamos entrar com outras ações. A maneira como tudo isso foi conduzido foi inconstitucional”, argumenta Rosa, que foi apontado como principal articulador de um grupo que supostamente fraudou as licitações das obras do PAC em Cuiabá. Esta é a primeira vez em três meses que ele fala com a imprensa. “Não adiantava eu falar com vocês antes porque seriam declarações perdidas. Agora falo após decisões judiciais”, frisou o ex-procurador de Cuiabá, em entrevista na sede da OAB, onde compareceu para ajudar a escolher o novo presidente da instituição. Ele trajava uma camiseta azul com a foto do candidato Cláudio Stábile. Durante a conversa com jornalistas, foi bastante assediado e recebeu muitos abraços de outros advogados que lhe parabenizaram pelas vitórias na Justiça e lhe desejaram sorte.

   Rosa ressalta que foi indiciado apenas por advocacia administrativa, que prevê detenção de um a três meses. “Não havia motivo alguma para que a minha prisão fosse decretada. Tudo isso só foi feito para me constranger, humilhar e denegrir a minha imagem”, argumenta. Ele criticou a postura de Julier que, segundo ele, fez da investigação um "show de pirotecnia". “Nunca vi um juiz dar tantas entrevistas e coletivas. Ficou claro que ele tem interesses políticos”, acusou.    

  Conforme a PF, os empresários envolvidos possuem estreita relação com políticos mato-grossenses. O foco das investigações foi o direcionamento das licitações para que empresas pré-determinadas vencessem as concorrências. Dos mais de R$ 300 milhões licitados, R$ 6,2 milhões já haviam sido pagos pelo poder público. A fraude se dava por meio de cláusulas restritivas nos editais, mas também havia assédio e ameaças veladas a empresários que queriam participar.

   Denúncias anônimas apontaram que as empresas já eram vencedoras das licitações antes mesmo do certame, pois os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas previamente. "Tinham apenas uma denúncia anônima e, por isso, não podiam ter passado mais de um ano nos grampeando. Existem regras e leis que precisam ser cumpridas e isso não ocorreu", aponta.

 Os envolvidos ofereceriam pagamentos em dinheiro para que empresários desistissem de concorrer, além de conceder parte do valor do contrato firmado com a prefeitura. Foram realizadas 21 perícias técnicas nos materiais apreendidos, além das oitivas e análises dos dados encontrados. Dentre as provas, há uma mensagem eletrônica contendo orientações sobre como burlar o processo licitatório. “O que foi dito pela Polícia Federal à imprensa é bem diferente do que consta nos autos. Não existem provas palpáveis contra mim”, afirma. Desde a realização da Operação Pacenas, as obras foram embargadas. "Quem perdeu mais com isso tudo foi a população", finaliza o ex-procurador. (Patrícia Sanches)

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Comentários (31)

  • Celso Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tudo gravado, devidamente investigado e comprovado, houve crime e por questões técnicas, tudo que existe, vamos fingir que não existe. Pra que serve o Poder Judicíário se ele realmente é cego, surdo e mudo?

  • JEDAE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Senázio Gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bem que poderia dizer qual é o seu negócio, o nome do seu sócio... Rosa, mostra a tua cara quero ver quem paga prá gente ficar assim... Se não deves nada pq insistiu tanto na redisribuição do processo????? O Stábile perdeu meu voto... Com um boca-de-urna desses...

  • Jonas da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Agora ele vai quer dar uma de mocinho, saiu da toca e começou a dar entrevistas, tudo por causa dessa justiça, que ao invés de cumprir os atos com a prova que tem, injustiçou o Juiz e a Policia Federal que vem fazendo um grande trabalho dentro desse estado.

  • Antonio da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É brincadeira, é piada , desculpe Romilson, mas as vezes da vontade de deixar de ler as matérias que vocês e todas as imprensas deste estado colocam díariamente para a sociedade de MT; é dificil engolir a senhora justiça desse pais; A Policia Federal investiga, e não é investigação de uma semana não, são meses, com provas concretas contra cidadões contraventores da lei , e o que acontece ? Nada, simplesmente nada; Isso para mim que não sou policial e muito menos um Juiz é horrivel, é constrangedor ter um trabalho de meses arquivado, Parece que a justiça simplesmente tira a culpa dos envolvidos e passa para o Juiz e para a nossa gloriosa PF.

  • Arnaldo de Lima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • juca | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    oque esse cara quer falar ainda....esta tudo gravado as conversas fosse vc ia ate embora de cuiaba nao merece um procurador com vc...ainda aparece na midia com essa cara de pau....

  • antonia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    pobre e inocente

  • Wilson Lima Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Zé, desculpe-me mas a sua viola já foi pro saco e parece que só você não viu, preso fotografado com algema, destaque nacional (Isto É) e Jornal Nacional. Como advogado você sabe que o desentranhamento do processo é apenas das escutas e não do resto das provas. Você está consciente que vai ser denunciado pelo MPF, então pare de vender fotografia na Lua como o seu chefe WS faz, vocês estão fadados ao fracasso!!!

  • Nelson Marques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E viva a Justiça brasileira. Dizem que é cega, mas nem tanto assim!!!!!

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