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Sábado, 15 de Março de 2008, 08h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

RONDONÓPOLIS

Sachetti lança recandidatura e ataca politicagem

Prefeito critica dívidas e mau uso do dinheiro e pede para eleitor fazer comparativo com os antecessores; ex-adversário, deputado Fagundes grita "1,2,3, Adilton outra vez"

   Puxado pelo discurso do seu ex-adversário político, deputado federal Wellington Fagundes, o prefeito Adilton Sachetti anunciou, durante inauguração do diretório do PR de Rondonópolis, que vai buscar um novo mandato. Perante cerca de mil pessoas, ele fez balanço de sua gestão, afirmou que atua com transparência e conclamou os rondonopolitanos a fazerem comparativos com as administrações anteriores, principalmente com o governo Percival Muniz (PPS), de quem era aliado até 2005.

  O escritório do PR servirá de QG para a campanha de Sachetti. O governador Blairo Maggi não prestigiou a solenidade. Mandou o seu assessor extraordinário e presidente regional da legenda, Moisés Sachetti, irmão do prefeito. Numa jogada combinada, coube a Fagundes, que perdeu a prefeitura duas vezes, uma delas para próprio Sachetti, em 2004, defender a reeleição do hoje companheiro de agremiação. Para reforçar a tese de um novo mandato ao prefeito, Fagundes convocou os populares presentes a entoarem com ele o grito da campanha: “1,2,3, Adilton outra vez!”.

   Em discurso inflamado, o deputado disse que "Sachetti é um exemplo de trabalho". Afirmou que o prefeito tem compromisso com a população e, por isso, será candidato de novo. "Ele é nosso candidato e só falta acertar quem será o vice-prefeito”. Sachetti, por sua vez, elencou obras realizadas e outras conquistas.

   Num recado a Muniz, que se juntou ao peemedebista Zé do Pátio, principal ameaça eleitoral contra o atual prefeito, Adilton Sachetti fez críticas às dívidas "herdadas" de gestões anteriores e afirmou que houve mau uso do dinheiro público. Citou, como exemplo, débitos milionários com a Rede/Cemat. "Enquanto a dívida com a Cemat acumulava, os bairros continuavam sem iluminação pública e o dinheiro era cobrado de toda a população e não era repassado (à empresa). Isso é uma amostra do que é politicagem. Chega desse tipo de coisa. Por isso quero chamar a todos para uma discussão abrangente das obras realizadas nesta cidade a partir desta gestão”.

   A solenidade atraiu líderes não só do PR, mas também do PTB, PP e PT, além do DEM, como foi o caso do senador Gilberto Goellner, que assumiu a cadeira de Jonas Pinheiro (já falecido).

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Comentários (4)

  • Zé Timbó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nenhum comentário até o momento. Não é de se admirar, pois quem quem comentar um assunto que envolve prefeito tão insignificante? É mais um da turma da botina que vai se afundar na lama que fez. POVO rondonopolitano pensem bem, observem na inércia deste abotinado e votem no melhor, que, com CERTEZA NÃO É NENHUM BOTINUDO.

  • Guilherme Filho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tenho o maior respeito pelo prefeito Sachetti e acho que ele vem fazendo uma boa administração em Rondonópolis. Só não entendo porque só agora ele dispara contra a administração do ex-prefeito Percival, de quem foi aliado em 2004 e, praticamente o responsável pela sua vitória na eleição. Outra coisa: Naquela cidade existem dois xabús que ninguém quebra. Um é o time do União E.C que não consegue ser campaeão mesmo sendo a maior e mais organizada equipe do Estado e a outra é o deputado Welington Fagundes que não consegue chegar à prefeitura nem com reza braba. O união contratou Birigui, o técnico pé-quente e o deputado quer emplacar sua mulher como vice-prefeita. Não sei qual é a relação entre estas duas coisas mas o certo é que os dois têm de quebrar esta escrita em 2008. E Olha que o União não começou bem!!

  • jose medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O adilton sempre volta ao assunto da divida com a Cemat, eu tenho uma pergunta?
    no final da administração Percival, a cemat dizia que a divida era de 6 milhoes percival nao pagou porque questionava os numeros e dizia serem 3 milhoes, foi montada uma comissao para auferir a divida, e lógico a divida nao poderia ser paga enquanto nao se soubesse o numero correto.
    at´pe porque é muito comodo a cemat chega com uma fatura via estimativa e apresenta p´ra prefeitura. O administrador aceitar umna coisa assim.
    pois bem termina o mandato e a cemat apresenta uma fatura de 20 milhoes e o adilton aceita.
    fazer o que? nós nao vamos ficar chutando ele por isso mas , tenha dó vir jogar a culpa em outro isso sim cheira a politicagem, porque o Adilton sabe que não é da forma como ele tá colocando, mas isso é assim mesmo começou o ano eleitoral e daqui pra frente a veradade vai ser assassinada implacavelmente.

    Jose medeiros

    presidente do pps Rondonopolis

  • Roberto Lins | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu quero só ver se o Adilton vai ganhar. O atual prefeito é arrogante, trata mal os funcionarios publicos e agora quer dar um de salvador da patria.
    Eu pergunto: O que aconteceu com a empresa Sachetti que estava falida e deu uma bela "levantada" com esse mandato?"


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