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Sexta-Feira, 14 de Novembro de 2008, 10h:54 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

ECONOMIA

Salários comprometem orçamento, diz secretário

   O secretário de Fazenda do Estado Éder Moraes disse nesta quinta (13), durante reunião com gestores municipais, que a folha de pagamento dos servidores estaduais é um dos principais fatores da diminuição de investimentos em áreas como segurança e cultura. Ele  descartou a possibilidade de alterações na peça orçamentária. Éder afirma que o governo concedeu aumento escalonado de 30% a várias categorias, como a de professores e policiais, comprometendo o orçamento de 2009.

  "Tudo isso gerou um verdadeiro rombo e para pagarmos o salário sem atrasos precisamos levar tudo isso em consideração", argumenta. O secretário afirma que, mesmo sob polêmica, o orçamento para 2009 que já está na Assembléia não será alterado. Rebateu críticas feitas por deputados à peça orçamentária.

   Segundo ele, uma equipe especializada avaliou todos os detalhes e nuâncias da economia antes de elaborar o projeto e que o governo investirá o que pode. "As pessoas só querem benefícios, mas esquecem de comparar. Nunca se investiu tanto no social, saúde, educação e até na segurança que vem sendo tão criticada".

   Neste ano, o orçamento foi de R$ 7,5 bilhão. Em 2009 estão previstos R$ 8 bilhões, ou seja R$ 500 milhões a mais. O secretario disse que sua equipe levou em consideração a crise econômica mundial. "Caso os deputados apresentem propostas de mudanças, elas serão avaliadas, mas não acredito que a peça orçamentária seja alterada".

   Segurança

   Éder de Moraes afirma ainda que não houve redução nos investimentos na área de segurança. Explica que no exercício deste ano estão previstos R$ 618,9 milhões, mais com a inclusão do Fundo Previdenciário dos ativos e inativos do setor. Com o orçamento sem esse fundo, em 2009 a Sejusp terá R$ 584,4 milhões, o que representa elevação orçamentária de 7%. Nesse caso, sai do orçamento os R$ 34,5 milhões do Fundo.

  "Estamos investindo mais no social e na educação para impedir a marginalidade. O Rio de Janeiro investe milhões e continua tendo um alto índice de criminalidade. O governo não tem como controlar a má índole de alguns cidadãos. Não somos unipresentes", enfatiza o secretário de Fazenda. Mesmo assim, ele destaca que houve investimentos na contratação de policiais e na compra de viaturas. (Patrícia Sanches)

 Orçamento previsto para algumas áreas (em R$)
Pasta                  2008                2009
Saúde                 267 milhões           305 milhões
Educação            837 milhões            978 milhões
Segurança          618 milhões             584 milhões
Setecs                21 milhões               29 milhões
Comunicação       25 milhões               26 milhões
Ambiente            68 milhões               76 milhões
Infra-Estrutura  490 milhões           439 milhões
 

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Comentários (24)

  • RONEI DUARTE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Brasil é o pais onde prevalece o maior indice de desigualdade social no mundo. Os ricos que são 1% controlam 53% da riqueza nacional. Nos Estados Unidos os ricos controlam apenas 26%. Noi Brasil existe (segundo o censo de 2000, JORNAL DO bRASIL 18/06/2000)24 MILHOÕES DE MISERÁVEIS-15%, 30 milhões de POBRES 18%, 60 milhões de

  • RONEI DUARTE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Brasil é o país onde prevalece o maior indice de desigualdade social e econômica do mundo. Os ricos que são 1% controlam 53% da riqueza nacional. Nos estados Unidos os ricos controlam apenas 26 %. Segundo o Censo de 2000 (Fonte Jornal do Brasil de 18/06/2000) temos 24 milhões de MISERÁVEIS(15%),30 milhões de POBRES(18%),60 milhões de QUASE POBRES (36%), 50 milhões de CLASSE MÉDIA (30%) E 2 milhões de RICOS(1%). Desta feita qualquer política pública que não seja direcionada para a diminuição da desigualdade social, está condicionada ao fracasso. Em MT especificamente o número de presos e mandados de prisão em aberto somam aproximadamente 20 mil pessoas,logo o público marginal é um público relativamente pequeno considerando-se o total honesta da população matogrossense de 2 milhões 854 mil 642 pessoas(IBGE 2007). Logo gastar 1 bilhão e 200 milhões em dois anos(2008-619 milhões e 2009 584 milhões),somente com segurança ao invés de aplicar em políticas publicas para diminuição da pobreza,para mim é que é um grande desperdicio,além de ser ineficaz e caro.A construção de cada vaga em presidio de segurança custa 50 mil reais aos cofres públicos. O governo gasta 1 mil e 800 reais mensais para manutenção de cada preso no sistema carcerário. Dinheiro que seria muito bem-vindo nos programas sociais para as familias carentes que poderiam usá-lo melhorando sua qualidade de vida,impedindo que os seus filhos ingressem na marginalidade. O Brasil é um pais perverso e ilógico, veja que os gastos com a SeTecs 21 milhões em 2008 e 29 milhões em 2009,chega a ser rídicula considerando os gastos com segurança. Os gastos com a repressão na segurança devem ser substituídos para gastos com a prevenção da criminalidade, com programas sociais para formação educcional e inserção dos jovens no mercado de trabalho. E é claro, menos corrupção por parte das autoridades públicas,pois o dinheiro que desviam é o que faz falta na hora da distribuição da renda.

  • Marivalda Mendes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo com o Sr. Eder ue os salários comprometem as finanças do Governo! Só que ele esqueceu de atentar que é o GORDO SALÁRIO DOS TANTOS D.A.S CRIADOS NESTE GOVERNO, OS NUCLEOS SISTEMICOS que o Sr. De Vitto tanto proclamou e que simplesmente é uma fábrica de empregos para os amigos do Rei e dos Principes....

  • Dr. Inteligente para todos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Éder tem toda a razao, o governo vem dando aumentos salariais aos servidores e pagando salário em dia, o que ele quer dizer é que há varios comprometimentos com os recursos do estado ( seguranca,saude,educacão, SALARIOS).

    Salario consome cerca de 50% da arrecadacão e servidores publicos são sempre descontentes, que al chamar o DANTE de volta e ficar a ver navios!!!!!!!!!!!!!!!

  • Cidadão Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A sociedade deve repensar o papel de alguns órgãos do Poder Legislativo ou Judiciário.Repensar se o serviço público prestado está de acordo com a vontade do povo.
    Quando a Assebléia Legislativa reivindica mais recursos para desempenho do papel institucional, constata-se que muito dos serviços são meramente assistencialistas, totalmente dissociado das funções constitucionais.
    Quanto ao Judiciário - excesso de privilégio de parte dos seus integrantes - também está dissociado da vontade do povo e totalmente afastado da justificativa de independência para exercício das funções.
    Quanto mais se ampliam estruturas destes Poderes maior a necessidade de captação de recursos para custeio. (tributos).

  • ROBERTO ALMEIDA GIL | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor secretario,em area social como segurança publica nao se procede como em area de exatas.Nao basta apenas Pao na messae precisso respeito.O policial de MT esta derrotado psicologicamente,pela má conduçao da politica de segurança ,com reflexo na qualidade dos serviços e por consequencia no nivel de criminalidade.Como o Sr.acha que os policias se sente quanto a escolha do secretario, que vem de outra instituiçao?Como se sente os Oficiais superiores da PM ,quando quem da as cartas e um oficial intermediario.Porque?Como se sente o PC quando tem que se preocupar se nas apuraçoes nao vai contrariar os amigos do Rei?Um filho se cria dando apenas a sustento financeiro?valorize a instituiçao .Como? Valorizando os seus integrantes e respeitando os seus ordenamentos.Para atender os clamores sociais precisamos de uma POLICIA FORTE.Uma policia forte e composta por homens MOTIVADOS e com orgulho do que faz.Carece POLITICA DE SEGURANÇA e nao custeio de segurança.Se ao policial o fazem sentir como se ao final do mes recebesse esmola e nao o soldo pelo que faz.REFLITA;A Segurança Publica nao planta;nao industrializa,nao comercializa.Mas garante que cada um desfrute dos resultados do seu labor.Nao seria isso tambem importante?

  • orlando rondon | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que falta para o Eder é só ajustar o foco. A sugestão que ele disse de investir na area social e na educação o resultado virá no médio e longo prazo. Precisamos de ações que geram impacto no curto prazo.

    Como sugetão secretário, peça para o governador usar a sua influencia sobre o Lula e solicitar projetos de leis e envia-las ao congresso, que além de acelerar os processo criminal, diminua a impunidade.

    Por favor me desculpa, isso o nosso governador não pode fazer, pois não diz respeito ao seu negocio.

  • rinaldo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    essa é a visão dos empresarios-politicos, o problema é o povo, por que não diminui os investimentos em propaganda e aumenta na segurança?pq prometeu aumento pros servidores do indea e depois nem receberam o sindicato pra dar a resposta por isso estão em greve?que governo é esse?

  • matilde maria da costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com todo o respeito, quero abrir a minha boca e gritar... o que atrapalha e muito a vida do cidadão são: as leis arcaicas que favorecem os marginais e as brechas das leis que não punem os corruptos e permitem que cidadãos sem etica e conduta moral, se façam representantes do povo. Quanta ironia... tambem o que desestimula são os funcionários publicos sem a mínima competencia são encaixados pelo apadrinhamento politico principalmente alguns secretarios e comitiva pessoal enquanto alguns com competencia e vontade de produzir são esquecidos. É bom que cada um bata no peito e veja qual a sua culpa.Tolerancia zero para bandidos, mentirosos e corruptos. estes são os verdadeiros cancer da humanidade, que mata em doses homeopáticas os sonhos e a felicidade do ser humano.CADEIA NELES......

  • Vanilse Terezinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse lenga lenga, chororô dos gestores públicos deque os gastos com servidores é que oneram o estado é tão caduco quanto a história da administração pública brasileira.Tem o efeito da frase do carrasco nazista Goebells. Uma mentira repetida inúmeras vezes termina se tornando verdade. Assim muitos engolem esse discurso mentiroso como verdadeiro,até mesmo os próprios discursistas, de tanto que já foi repetido.
    No presente caso da gestão de Mato Grosso, cumpre ressaltar que os gastos vão sim para o ralo porque tem como maior destinação os comissionados muito bem pagos -e põe bem pago nisso-, e os terceirizados. Essa é uma forma cruel de desprofissionalizar o serviço público,desvalorizando os servidores de carreira mais independentes e mais comprometidos com a honestidade intelectual no que fazem, salvo algumas exceções é claro.
    Os demais, nem todos, mas a garnde maioria, são amigos do príncipe,paus mandados, tarefeiros e mentecaptos.Estão ali para cumprir ordens por mais espúrias que estas se apresentem e garantirem o seu rico provento por algum tempo.
    É preciso entendimento de gestão pública para saber que o maior investimento do estado tem de ser para o social, função que justificou a sua concepção. Aliás , a primeira preocupação levada em consideração para a criação do estado, reportando aqui a Aristóteles e Platão, foi com a segurança do cidadão.
    Cumpre ressaltar que nos países onde os gastos prioritários são direcionados e também muito bem geridos, para a saúde, educação e segurança pública, a realidade não é sombria como a nossa.Que o digam as nações escandinavas, o Canadá e o Japão, que me lembro no momento.

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