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Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2009, 17h:10 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

SAÚDE

Santos ameaça acionar Justiça e contratar novos médicos

Prefeito Wilson Santos (PSDB)   O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), garantiu durante coletiva à imprensa nesta quarta (9) que a população não sairá prejudicada com a decisão dos médicos que permanecem em greve na Capital e já anunciaram demissões em massa. Santos ameaçou acionar a Justiça caso o impasse não seja solucionado. Ainda segundo o prefeito, outras possibilidades para conter o caos na saúde em Cuiabá são a contratação de novos médicos ou, até mesmo, a terceirização dos serviços.

   O tucano respondeu cada uma das reivindicações dos médicos e salientou que, se comparado com o quadro encontrado por ele quando assumiu a prefeitura em seu primeiro mandato (2005), o salário da categoria aumentou e não diminuiu, como dizem os médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde na Capital.

   Entre as reivindicações da categoria, capitaneada pelo presidente do Sindimed, Luis Carlos Alvarenga, está a "derrubada" do secretário municipal de Saúde, Luiz Soares. O prefeito, por sua vez, já garantiu que não abre mão do titular da pasta. (Flávia Borges e Andréa Haddad)

(19h18) -
Prefeito entrega ofício de resposta a 14 reivindicações do Sindimed

   O prefeito Wilson Santos entregou, nesta quarta (9) à tarde, um ofício ao Sindimed em resposta as 14 reivindicações dos médicos contratados pela Prefeitura de Cuiabá, que entraram em greve nesta terça (8). O tucano solicitou ao presidente da entidade, Luis Carlos Alvarenga, mais 10 dias para realizar um estudo de viabilidade econômica e definir se concederá reajuste salarial. A categoria reivindica aumento de R$ 3,8 mil para 8,2 mil. “Desde que assumi, já concedemos 216% de reajuste e nunca houve atraso no pagamento. A arrecadação do município diminuiu e nem por isso deixamos de pagar em dia”, afirmou o prefeito, em coletiva, no Palácio Alencastro.

   Ele descartou a possibilidade de exonerar o secretário municipal de Saúde, Luiz Soares, apesar da medida ser uma das principais exigências dos médicos. A categoria alega intransigência e perseguição a profissionais. “Da mesma forma que não intrometemos na gestão do Sindimed, entendemos que não cabe ao sindicato pedir a exoneração do secretário, um homem extremamente honesto e trabalhador. Não podemos personalizar ou fulanizar a discussão”, defendeu.

   Em relação à exigência de melhoria das condições de funcionamento das unidades de saúde, conforme determinou a fiscalização do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Santos alegou que, após a última inspeção realizada em abril, a prefeitura começou a fazer as adequações. “O CRM só começou a fazer outra fiscalização agora, depois da deflagração da greve. Na primeira quinzena de outubro, vamos paralisar parcialmente o atendimento no Pronto Socorro para fazer a maior reforma na unidade dos últimos 30 anos”, disse.

   O prefeito assegurou que vai autorizar, entre 13 e 17 deste mês, a liberação do pagamento do Prêmio Saúde Cuiabá, referente a dezembro de 2007, mas refutou a possibilidade de incorporar o benefício aos vencimentos básicos. “Trata-se de um incentivo financeiro para estimular os funcionários, mas não pode ser incorporado aos salários. Já há, inclusive, jurisprudência sobre isso”.

   Os médicos também reivindicam o pagamento imediato do adicional de insalubridade de 40%, retroativo a junho de 2006, conforme determinação da 4ª Vara de Fazenda Pública. “Mas a prefeitura recorreu da decisão e aguardamos o trânsito em julgado da ação judicial”, respondeu Santos.

   Ao final, o prefeito afirmou que vai buscar as medidas judiciais cabíveis caso os médicos não retornem ao trabalho. “Se os médicos radicalizarem, não vamos medir as consequências, seremos obrigados a procurar a Justiça, contratar outros profissionais ou, até mesmo, uma empresa terceirizada. Não adianta dizer que vamos reajustar o salário para R$ 8,2 mil e não ter dinheiro em caixa para pagar depois”, sustentou. (Andréa Haddad)


Em coletiva no Palácio Alencastro, Wilson Santos descartou a possibilidade de exonerar Luiz Soares
Foto: Josinei Moreira

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Comentários (65)

  • Zequinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como sempre o prefeito Wilson Santos se acha o cara, que entende de tudo, na Prefeitura não existe conselho, pois ele não aceita, prefere segurar um mui amigo do que ter bom relacionamento com a classe médica de Cuiabá. Defende o Secretario como se o Pronto Socorro de Cuiabá fosse um mar de rosas; Não encherga um palmo abaixo desse Nariz, tudo da errado por causa da sua arrogancia e despreparo na frente da prefeitura; Ai começa a mentir para o povo nos canais de televisões e jornais. Só falta pedir ajuda do Exercito para tomar conta do Pronto Socorro da Capital.

  • Márcia Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por um lado ficamos tristes em assistir a população carente enfrentando grandes dificuldades para serem atendidos pela saúde pública de uma forma geral. Mas, isso não é problema do atual Sec. Municipal de Saúde. O problema é de décadas: investimento insuficiente e fragilidade na gestão do SUS.

    Pelo contrário, o atual Sec. Luiz Soares demonstrou muita competência e ampliou o atendimento à população carente. Tanto que até pessoas de Rondônia e Bolívia tem vindo a Cuiabá para tratamento de saúde. Isso ninguém conta.

    Constatamos aí o atendimento nas Políclinas e Postos de Saudes, bem como o atendimento feito pelos PSFs, que a população tem aprovado.


    A tentativa inútil, em razão de adversidades políticas, de um grupo nécio acerca da saúde pública de Cuiabá, em macular o Prefeito e o Sec. Municipal de Saúde de Cuiabá, chega a ser ridícula e até risível.

    Olhando por essa ótica, dá um certo prazer presenciar o desespero dos incompetentes, com sede de poder, babando para conseguir atingir seus interesses pessoais, que estão sendo impedidos pelo Sec. Luiz Soares.

    Mas, no fundo ficamos tristes, porque quem perde é a população.

    Parabéns Prefeito, não ceda as pressões desses mercenários do SINDIMED. É uma vergonha o que eles estão fazendo....
    Parabéns ao Sec. Luiz Soares pela postura em colocar os mercenários para cumprir suas jornadas de trabalho!

    Resistam e vencerão....

  • paulo Elias Dantas Aquino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A polemica da saúde em cuiabá começou desde a releção do prefeito Wilson santos,desde a sua posse,temos notado que o prefeito nunca desceu do palanque,sempre fazendo campanha, e esq

  • Paulo Elias Dantas Aquino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O prefeito Wilson Santos deve está achando muito auto o salario dos Médicos do pronto socorro de cuiabá.Gostaria de saber quanto é o salário do prefeito?para não fazer nada!

  • joao manoel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Todo mundo fica criticando o prefeito e o secretario de saude...mais quero ver quem tem peito para comandar a sec. de saude do municipio, que é uma secretaria bomba, e mtu dificil ter um conserto imediato, pq ja vem sendo um caos a mtu tempo..nao é facil comandar a saude, tanto que nem um secretario para la.Todos tem que colaborar pq criticar é mtu facil...qdo ta bom nimguem elogia, mais qdo ta ruin aparece criticos ate de outro estado.

  • antonio Luis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na fogueira das vaidades, quem acaba queimando é a sofrida população carente de Cuiabá. Para o bem geral da população Sr. Luiz Soares peça demissão..assim o Sr. demonstrará humildade e com certeza algumas vidas serão salvas..se liga Wilson Santos!!!

  • Alberto Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Duda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem conhece de perto a atual gestão da Saúde em Cuiabá sabe que Soares é um gestor que defende com extremo rigor os princípios do SUS, os interesses da população atendida pelo SUS e, sobretudo, os recursos do SUS.

  • Manu | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O movimento dos médicos chama a atenção também porque não se trata exatamente de uma greve. É um movimento demissionário, não paredista. Os médicos liderados pelo Sindimed não estão, de fato, lutando por melhores salários ou condições de trabalho. Estão, na verdade, insatisfeitos com o serviço público a ponto de pedirem demissão. Quem pede demissão não pode reivindicar aumento salarial. Aliás, quem pede demissão não pode reivindicar nada.

  • Maria Lobão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

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