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Quarta-Feira, 26 de Março de 2008, 21h:05 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

POLÊMICA

Santos define 4 propostas; servidores protestam

  O prefeito Wilson Santos (PSDB) encaminhou nesta quarta quatro mensagens à Câmara Municipal de Cuiabá que frustam as expectativas dos servidores. Segundo o vereador Lúdio Cabral (PT), as propostas “achatam a gratificação" prevista no Plano de Cargos e Carreiras e Salários". Ele explicou que ao juntar salário-base com bonificações, conforme a proposta, o servidor não vê aumento real (líquido), pois o reajuste previsto não contempla um percentual necessário para cobrir a revisão salarial.

  A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos da Capital (Sispumc), Eliane Sampaio, confirma a preocupação e ainda entende que o prefeito realiza uma manobra para se desviar da promessa de cumprir o PCCs. “Com as mensagens, ele (Santos) implanta o PCCs, mas não teremos aumento de verdade”, protesta a sindicalista.

    As mensagens prevêem alteração na lei e emendas que determinam a implantação do PCCs. Todas foram aprovadas em 28 de março do ano passado, mas o imbróglio sobre o PCCs ainda permanece e corre o risco de deixar os funcionários públicos insatisfeitos. Desde a sua aprovação, o prefeito resiste em ceder às reivindicações. O Sispumc chegou a acionar a Justiça.

Vereador de oposição, Lúdio Cabral (PT)  Articulação

  A temida alteração da lei do PCCs está na pauta de votação na sessão desta quinta e deve ser aprovada pela maioria. O prefeito conta com respaldo de ao menos 15 dos 19 vereadores. Visando adiar a votação ou mesmo rejeitar as mensagens do Executivo, o vereador Lúdio Cabral (PT) e outros defensores do PCCs tentam fazer com que membros da base aliada revejam os projetos de leis. A Câmara também vai sofrer pressão dos servidores, que prometem assistir à sessão e fazer barulho. (Simone Alves)

(Às 23h52) - "PCCs coroa a valorização da categoria"

Prefeito Wilson Santos e a vice Jacy Proença  O prefeito Wilson Santos diz considerar uma injustiça com a administração as críticas de alguns servidores à política salarial. Afirma que as propostas encaminhadas à Câmara sobre o PCCs contemplam sim a categoria. Destaca que com a implantação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a folha sofrerá um acréscimo de R$ 1,050 milhão por mês. "O PCCs coroa toda a política de valorização dos servidores da prefeitura, que (na gestão passada) viviam humilhados, com salários atrasados e tendo de recorrer a CDC para receber", enfatiza Santos, por telefone. Ele está em São Paulo. Antes da viagem, encaminhou à Câmara as propostas, que serão apreciadas pelos vereadores nesta quinta.

   O prefeito assegura que sua gestão prioriza os servidores. Lembra que, assim que assumiu o Palácio Alencastro, pagou 3 folhas atrasadas em 60 dias, investiu na capacitação e formação da categoria e criou a cultura do salário regularizado. Elenca ainda a realização de concurso público e lembrou, inclusive, que nesta sexta (28) a prefeitura vai convocar os 1.018 aprovados. Destacou também a definição de fevereiro como data-base (mês em que se repõem as perdas salariais de um ano) e, por fim, a consolidação do PCCs. "Esse PCCs vai trazer um aumento da folha de R$ 14 milhões por ano para quase todas as categorias". Wilson Santos afirma que sua gestão dobrou o piso médio do professor, saindo de R$ 540 para  R$ 1 mil e com expectativa de atingir a R$ 1.050, em julho, para se equiparar ao salário médio nacional. Observa que médicos do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, por exemplo, passaram a ganhar R$ 3,6 mil, ante R$ 2,4 mil.

   "A gente vem suando sangue, aguentando pressão e com zelo para com a coisa pública e, agora, na hora de ser aplaudido, vem esse constrangimento!", afirma o prefeito, numa referência ao provável protesto de um grupo de servidores na sessão da Câmara desta quinta.

   Em verdade, a manifestação não conta com apoio de todas as categorias de servidores. Está concentrada nos fiscais de meio ambiente e de postura. O curioso é que eles trabalham 6 horas diárias e têm salário médio de R$ 4 mil.

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Comentários (2)

  • Rafael Vitaliano Ferreira Coelho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Engraçado né?

    O povinho engraçado, na gestão passada foram todos tratados como serviçais e não como servidores.
    Comerão o pão que o diabo amassou, não tinham moral pra abrir conta nem em buteco de esquina, financiar algo grande como um carro por exemplo nem pensar.
    O WS pode ter seus defeitos, mais lutar como ele pelo pão de cada dia de cada um dos quase 15 mil funcionários da PMC ninguem nunca fez.
    O ex-prefeito que o diga, dizia aos chegados que os servidores da PMC eram um bando de preguiçosos e que não havia o que ele fizesse que agradaria essa classe desunida.

    Gostaria que os servidores que dão garra( não por essa gestão mais por nossa capital) não se sentissem ofendidos por esse comentario, pois a eles devemos os bons serviços prestados pela PMC.

  • Leonardo Chaves de Moura | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Acho engraçado esse prefeitinho Wilson Santos querer sempre comparar a gestão dele com o do Roberto França. Não tem como comparar governos sucessivos, ou será que vcs (sociedade) e ele (WS) não se lembram que o Roberto França foi ELEITO E REELEITO PELO PSDB. A política do Roberto França sempre esteve alinhada com a ideologia tucana, alinha à filosofia do Governo Federal à época, que era o FHC.

    Não me venham fazer comparações toscas. A verdade é uma só! Esse prefeito Wilson Santos não passa de um malandro, espertinho.

    Agora ele gasta uma grana preta com propaganda na televisão do passe-livre dos estudantes. Ele foi o maior perseguidor do passe-livre. Quis a todo custo acabar e depois restringir ele. Só não conseguiu porque a sociedade civil organizada não permitiu. Será que ninguém se lembra das manifestações do Comitê de Luta pelo Transporte Público - CLTP??

    Agora é essa do PCCS. Mais uma manobra pra chegar na campanha e falar que cumpriu com o prometido. Um PCCS que trocou 6 por meia dúzia.

    Esse prefeito é um engodo. A igreja adventista da qual ele frequenta deve ter a maior vergonha desse "cristão" de meia tijela.

    Contudo, mesmo diante desse quadro ridículo da política cuiabana, esta capital continuará nesse rumo da política provinciana, sem desenvolvimento, sem planejamento, sem perspectiva de futuro.

    Fico me perguntando: será que a sociedade cuiabana vai despertar pra vida algum dia? Até quando teremos que conviver com esse tipo de política? Eu já perdi as esperanças!

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