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Quarta-Feira, 24 de Outubro de 2007, 07h:31 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

ARTICULAÇÃO

Santos ignora velhos aliados e reconstrói grupo

  Muitos aliados do novo presidente regional do PSDB, Wilson Santos, que inclusive atuaram como importantes cabos eleitorais na campanha vitoriosa para prefeito de Cuiabá em 2004, estão hoje distanciados da administração. O último a romper foi o ex-senador Antero de Barros, que renunciou à presidência do diretório estadual da sigla tucana após uma estratégia do prefeito em motivar os demais membros da Executiva a derrubar a tal resolução que vetava aliança com PR e PT para as eleições do próximo ano.

    Santos mudou o seu perfil. De galinho de briga, como era chamado quando atuava no Legislativo, seja como deputado estadual, seja como federal, se tornou mais light agora no Poder Executivo. Apesar disso, suas reações, promessas e comentários afoitos têm levado aqueles que ele tinha como parceiros a caminharem para a oposição. Nesse barco entraram, além de Antero, o deputado federal Eliene Lima, empurrado para a vida pública pelo próprio Santos, o ex-deputado e atual secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito (PR), e o também ex-deputado Emanuel Pinheiro, que foi seu secretário de Trânsito e Transportes Urbanos.

    Mesmo sem grupo político sólido, Santos ostenta poder, mais por estar na cadeira de prefeito da Capital. Assim, entende que vão-se uns aliados, buscam-se outros. O problema é que o tucano pretende chegar ao Palácio Paiaguás, em 2010. Antes, tem a barreira da reeleição.

    Se depender de antigos aliados como Brito, os obstáculos na vida pública para Wilson Santos serão maiores. Brito ficou tão irado com o prefeito que nem o cumprimenta mais. O hoje secretário foi fundamental na vitória histórica do tucano, que disputou o segundo turno com o petista Alexandre Cesar. Em 2004, Brito se tornou braço-direito da campanha. Pediu até autorização para o governador Blairo Maggi, que apoiou Alexandre. Depois das eleições, sob argumento de que Santos preferia prestigiar os inimigos políticos em detrimento dos aliados, Carlos Brito virou adversário do prefeito.

    O mesmo ocorreu com os deputados estaduais José Riva (PP) e Humberto Bosaipo (DEM), o federal Pedro Henry (PP) e ex-secretários da atual administração, como João Valente, que deixou a Educação na bronca, o médico Eduardo Delamônica e a articulista e economista Adriana Vandoni.

    Por outro lado, o ex-galinho de briga trouxe para suas asas alguns do grupo do ex-governador Dante de Oliveira, como os deputados Carlos Avalone (estadual) e Thelma de Oliveira (federal), o ex-deputado e atual secretário municipal de Educação, Carlos Carlão, e Guilheme Muller, que conduz a pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão, além do empresário e secretário Oscar Soares (SMTU), que foi o financeiro de sua campanha.

   Na Câmara Municipal, Santos conta com apoio da maioria dos 19 vereadores, mas não tem uma base sólida e um porta-voz com o qual se identifica. Essa interlocução não acontece nem mesmo com o seu líder, vereador Edivá Alves, que bate-cabeça para contornar as constantes crises provocadas mais pelas declarações polêmicas do gestor tucano.

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Comentários (13)

  • valdevino souza de amorim | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    parabens pela matéria em resgatar as forças dos companheiros do prefeito na eleição passada. porém há uma pequena destorção dos verdadeiros fatos quanto ao cabo eleitoral carlos brito. ele não foi tão importante assim, pois lá pelo coxipó, mas precisamente no parque cuiabá, os votos não aconteceram como esperados. se dependesse deles wilsom tinha dançado a valsa do alexandre, e olha que o bom gastador cabo teve apoio muito maior que os outros na campanha sem recursos do prefeito.

  • João Negrão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, é isso e muito mais. O Wilson Santos - que tem a índole bezerrista e a idiotia dantesta - é cria desses dois monstrengos da política mato-grossense e só deu no que tinha que dar: nisso mesmo. Seu governo é uma idiotice de má índole. Eu já falei várias vezes e muita gente não acredita: o problema do Wilson não é político nem idológico; é patológico. Temos um demente na prefeitura de Cuiabá.

  • Fabio Amorim | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Antes de qualquer comentario gostaria de parabenizar voce Romilson, por sempre estar colocando em destaque as noticias que dizem respeito a Sto Antonio do leverger, sou um leitor assiduo do seu blog que sempre mostra com clareza e independencia as noticias e anseio da população! Enquanto a pesquisa ela só vem a confirmar aquilo que sentimos ao conversar com os eleitores da nossa cidade, de que a Prefeita Glorinha se sagrará vencedora no pleito de 2008 pois leverger precisa reviver seus tempos de Glória!!!!!

  • João Negrão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Valdevino, o Wilson e sua turma (aqueles que não desgrudam dele para nada, mesmo quando são humilhados) sempre usaram esse falso argumento de que o apoio do Carlos Brito "não serviu para nada, pois não reverteu em votos". Quem esteve no centro da campanha, como eu, viu o contrário: vi o Carlos Brito e todo o seu grupo jogando grande peso na campanha. Sem falar que foi em dois momentos cruciais dela que o Carlos Brito salvou a pátria. A primeira teve ligação direta com o comitê de imprensa. Estávamos instalados inicialmente na casa do Antero, no Boa esperança, e tivemos que sair de lá por ser um local muito afastado tanto do comando geral da campanha - que ficava no alto da Filinto Muller - quanto para acesso à imprensa. Fomos para a DMD e em poucos dias praticamente expulsos de lá pela equipe de marketing da campanha - aquela turma de Goiânia (que hoje morde parte das verbas publicitárias da Prefeitura) que quase afundou o barco com aquele programa eleitoral de péssimo gosto e orientações irresponsáveis e incompetentes. Ficamos praticamente no olho da rua. Então foi o Carlos Brito que conseguiu três salas no edifício na avenida do CPA, onde instalamos. Era o Carlos Brito que garantia desde o papel higiênico, passando pela água e limpeza do espaço, até as contas de água, luz e telefone, já que o senhor Elias Santos nos desprezava e resmungava até para comprar um mísero CD para levarmos material de campanha para a gráfica.
    O outro momento foi aquele fatídico dia pós divulgação da pesquisa que apontava Alexandre Cesar com 20% de vantagens e da declaração de apoio de Blairo Maggi ao candidato petista. Foi o Carlos Brito que ajudou a reunir forças para não deixar a campanha ir de vez por água abaixo. Ele, Eliene, Carlão, Osvaldo Sobrinho e Emanuel Pinheiro, reunidos no gabinete do Brito na AL, fizeram até vaquinha para colocarmos faixas nas ruas. Não tinha dinheiro para nada. O Wilson já havia jogado a toalha três vezes, chegou a chorar em público (fora os esperneios de meninão nos bastidores) e as equipes estava todas desbaratinadas. As coisas só mudaram mesmo quando resolveram mudar os comandos geral (saiu Andelson e entrou o Edivá) e do marketing (saiu a turma de Goiânia e entrou o Antero). É preciso destacar a participação fundamental de Chico Galindo, que jogou toda sua estrutura no apoio à campanha e foi uma espécie de gerente, aliando sua competência administrativa com sua postura fraterna e carinhosa.

  • Mario Avelino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A matéria em lembrar das forças que apoiaram o prefeito na eleição passada, deixa a desejar, principalmente na lembrança dos que realmente ajudaram na eleição, que Wilson como fez com os que estão acima descritos também traiu.
    Mais importante do que Carlos Brito, que é dinheirista, foi o hoje Deputado Walter Rabello que trousse para a campanha muita energia, emoção e confiança, vindo com partes do PMDB comandado por Genilton Nogueira, que atuaram firmemente dando um clima político forte na campanha.
    Outro fato que contribuiu com nossa vitória, foram os Evangélicos que deu muita credibilidade e clima da paz na campanha. Ao Prefeito Wilson cabe agora esperar para gastar milhões e perder a eleição de Cuiabá. “TOMARA QUE MUDE”

  • Montalvão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tirando o comentário do Fábio que tá empolgado com o nome da Glorinha em Sto Antonio, os outros fizeram uma retrospectiva da campanha do Wilson e eu só quero lembrar as promessas de campanha, para a cidade não importa quem esta a frente de qual pasta, ou quem é amiguinho do Prefeito, o que o povo quer são projetos para geração de emprego e renda, o que diminui significativamente a violência na cidade, quer ver as policlinicas funcionando nos bairros e descentralizando o atendimento no Pronto Socorro que esta um cáos, o povo quer limpeza das ruas e coleta de lixo para que tudo não vá parar dentro do Rio Cuiabá, o povo quer que os onibus sejam a gaz ou alcool (que é nosso) para diminuir a poluição e baixar o preço da passagem, enfim, o povo quer propostas e não blá, blá, blás. Vamos fazer diferente?

  • Joaquim da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Veja bem, será que foi o Prefeito Wilson Santos que ignorou os velhos amigos ou foram os velhos amigos que abandoram o Prefeito? Pelo que sei, é que queriam mandar na Adminsitração de Cuiabá!
    Mas na política é assim mesmo, uns se vão outros vem.
    Se por um lado o Prefeito perdem os velhos, vejam alguns novos que ele ganhou: Ussiel Tavares, Jacy Proença, Antônio Fernandes, Onofre Junior, Zeca D´Avila entre outros.
    Tenho certeza que o prejuizo não foi grande assim!

  • julio augusto de oliveira soares | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os nobres leitores,até o momento falou de lideranças mais o mais abandonado e traido pelo prefeito Wilson Santos foi o povo de Cuiaba que deram -lhe um grande crédito e se encontram frustrados com suas ações,principalmente de substituir na sua administração pessoas que nem seu santinho carregou no bolso, guinando as sua promessas em atender outros interesses,como a manobra espúria dele e sua bancada na câmara em relação ao vale transporte escolar.Estamos de olho,basta de hipocresia.

  • afonso ortiz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ô marcaboa51 ,
    Isso que vc falou é piada das sem graça mas dá vontade de rir. O wilson ganhou novos amigos? que me consta o Tavares e a Jacy sempre participaram da campanha.Quero cumprimentar o João Negrão pela fidelidade real relatada por ele do que realmente aconteceu durante a campanha, o Wilson já tinha ido pro "buraco" se não fosse uns punhados de abnegados que seguraram a peteca..mas aí depois de ganhar o Wilson mudou, mudou a ideologia, o norte, mudou de amigos e quase até de parentes, o que existe com ele hoje são litros e mais litros de "oleo de peroba" para brilhar mais nos seus discursos e promessas.

  • João Negrão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Julio tem toda razão: o povo é que foi abandonado pelo Wilson Santos. Aquele povo que o elegeu. Mas ele pensa que foi Deus. É sintomático...

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