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Domingo, 16 de Setembro de 2007, 23h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

TRANSPORTE COLETIVO

Santos veta projeto e provoca ira de vereadores

Líder do Executivo na Câmara diz que o prefeito precisa ter coragem de tomar decisão que desagrade e prevê reação dos 15 vereadores que aprovaram a restrição ao passe-livre 

 O prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) está diante de mais um problema. Para não enfrentar novo desgaste com a classe estudantil, ele anunciou que "em hipótese alguma" vai sancionar o projeto que restringe o passe-livre em qualquer horário. Por outro lado, vai comprar briga com os vereadores, pois 15 dos 19 aprovaram o projeto, inclusive em regime de urgência, na sessão da última quinta (13). A base governista votou pela restrição acreditando que a orientação tivesse partido do prefeito.

   Hoje, o passe dá direito para o estudante circular no transporte coletivo de forma gratuita e livremente. O projeto que já passou pela Câmara elimina o termo “qualquer horário", restringindo o acesso - clique aqui e saiba mais. Essa mudança resultaria numa economia à prefeitura de R$ 400 mil por mês. Hoje, o município gasta R$ 1,5 milhão para cobrir despesas do passe-livre, que entrou em vigor em 2004, na administração Roberto França. À época, o então vereador Milton Rodrigues apresentou uma emenda para que o benefício não ficasse apenas no trajeto casa-escola e vice-e-versa, mas que permitisse usar ônibus em outros itinerários à vontade. França vetou a emenda.

    A então presidente da Câmara, Chica Nunes, para fazer "uma média" com os estudantes, levou os colegas parlamentares a derrubada d veto do prefeito, acabando com a restrição. Eis que agora o assunto volta à tona. Santos teme enfrentar novos protestos de estudantes, a exemplo do que ocorreu quando aumentou a tarifa do transporte coletivo.

Líder teme derrota do prefeito na Câmara

     Alguns vereadores garantem que o líder do prefeito Edivá Alves usou o argumento de que Santos orientou a base a votar pelo controle do passe-livre. Questionado sobre o assunto, Edivá desconversou. "A proposta partiu de um grupo de vereadores. Não tem mensagem do Executivo. Essa questão de estudante andar de graça de ônibus no horário que quiser vem gerando reclamação e causa prejuízo ao município".

   Segundo Edivá, diante da reclamação e do elevado custo, a maioria dos vereadores aprovou a restrição. Segundo ele, o prefeito precisa agora conversar com os parlamentares, sob pena do veto do Executivo ser derrubado na Câmara. Na sua avaliação, o prefeito está perdendo a oportunidade de moralizar o passe estudantil. "Se ele quisesse já teria feito isso judicialmente, pois vereador não pode gerar aumento para o município sem apresentar receita para cobrir as despesas. E foi isso que aconteceu no passado".

    Edivá admite que Santos, ao optar pelo veto, deve estar preocupado com o desgaste político que poderia assumir. "Só que não sei se ele (prefeito) vai ter desgaste em sancionar ou vetar. O administrador tem de ter coragem de tomar decisão que também desagrade. O estudante não vai ser prejudicado e a escola também não. O Wilson Santos vai agradar meia-dúzia, com interesse político, mas o cidadão, o lojista, o comerciante e até mesmo a grande maioria dos estudantes vão se sentir injustiçados".

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Comentários (7)

  • Antonio Carlos Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lembro bem que quando fomos a Rua lutar pelo passe livre dentre as pessoas que lutaram por esse bebeficio para os estudantes estava eu, Toto Parente, Wilson Santos, dentre veradores da época, politicos, e dois diretores de escola estadual que na epoca liberaram os estudantes para virem as ruas (E.E. João Briene e E.E. Presidente Medici) e UFMT, Master,etc. Por longos dois meses realizamos diversas manifestações na frente da Prefeitura e na camara municipal... Roberto França era contra... O prefeito WS, que na epoca so queria o poder municipal era um "leão" escancarava sua voz pelo carro de som com palavras pro estudantes e contra os empresarios do transporte coletivo e o prefeito da época. é, "novos tempos" o WS virou a cassaca, depois que ganhou as eleições ficou contra aqueles que ajudaram a conduzi-lo ao poder. 'Cada homem tem seu preço?, tem sua ideias, tem seus objetivos." Eu desconheço esse Wilson, alias ele nem me conhece mais, Ou será que tem vergonha de mim?????.

  • Gilmar Maldonado Roman | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Também fui estudante. Meus filhos e meus irmãos também. Nenhum de nós utilizou passe livre. Iamos e voltavamos de ônibus pago, a pé, de bicicleta. Todos somos formados e alguns pós-graduados. Mesmo assim sou a favor do passe-livre para o estudante ir e voltar as aulas, somente no itinerário de sua casa à instituição de ensino.

  • julio augusto de oliveira soares | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mais uma vez fica provado que os interesses privados sobrepoêm-se aos públicos,sou oficial do exército e para atingir meus objetivos fui para o Rio de Janeiro estudar e lá como filho de cabo da marinha andava cerca de 15KM a pé pois não podia pagar o coletivo,por isso sei o valor do passe livre para o estudante carente querer limitá-lo é tirar o direito deste jovens de lutar por dias melhores em suas vidas.Pela origem de educador do nosso prefeito tenho certeza que mais do que ninguém sabe que o conhecimento é o principal insumo para a liberdade de um povo e modelador do seu caráter

  • Valdir | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Muito estranho. A turma do prefeito estar indo contra o prefeito. Os argumentos apresentados pelo Sr. Edivá são fraquissímos !

    O que está parecendo é que o Wilson Santos para tentar ficar bem com os estudantes, mandou sua turma na câmara municipal aprovar o projeto para ele depois vetar. Aliás essa foto diz tudo !

    Pobres vereadores, falta a vocês principalmente inteligência, pois o prefeito conseguem manipulá-los como quer... assim como faz com os seus secretários.

    Pobres de nós cuiabanos, se não tivermos coragem de eleger gente nova até mesmo anular o voto, não teremos exemplos na administração pública para mostrarmos aos nossos netos.

  • pablo rodrigo silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Bom...hj de tarde estivemos reunido com o prefeito wilson santos...como sempre demonstrou ser demagogo e garantiu o veto do projeto. Mesmo assim nos estudantes..estamos preparados p/ ocupar as ruas...ate pq o veto do prefeito nao garante o fim do projeto de restricao, os vereadores podem muito bem derrubar este veto. Queria muito acreditar no prefeito, de q ele nao sabia do projeto, mas acho q o prefeito so ira vetar por medo do movimento estudantil, afinal, ja se deflagrou as eleicoes de 2008, mas a sua base ira derrubar o veto, pois assim, a responsabilidade nao cai sobre ele...assim como qdo decidiu aumentar tentou montar um forum do aumento da passagem com as entidades e movimentos socias, querendo transferir a responsabilidade do aumento p/ nos..

    Por tanto...a UNE e o movimento estudantil estao se preparando p/ ocupar as ruas e pracas se caso o prefeito e os seus picaretas vereadores ousarem desrespeitas os estudantes de cuiaba

  • Jose Fle | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Restringir o passe livre dos estudantes sería um retrocesso, afinal o mesmo precisa durante todo o ano letivo se deslocar para trabalhos e pesquisas extras classes e até mesmo outras atividades, como educação física e visitas a entidades. O custo para a sociedade? O governo deve arcar, seja ele no ambito municipal, estadual ou federal, pois esta na Constituição que todo brasileiro tem direito ao estudo gratuito. E muitos, não tem condições financeiras de se deslocar até o colégio, deixando de estudar por esse unico motivo.

  • Paulo Honório | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    tudo isso é jogada do wilson santos para tentar ficar bem com os estudantes. Está na cara que ele mandou fazer o projeto, e agora diz que vai vet´-lo, na esperança que sua popularidade suba perante a opinião pública. E mais uma enganação que WS tenta passar parfa o povo.

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