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Domingo, 15 de Junho de 2008, 07h:38 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

JUDICIÁRIO

Secretário já se articula para ser desembargador

  •  Vitto pede apoio de colegas, de deputados e "sonda" governador
  • Candidato de Faiad para a vaga de Feguri e Cláudio Stábile
  • Luiz Ferreira, que já empatou com Helena Póvoas, também é cotado
  • Influência dos advogados Almino e Guilhen pode ser fator surpresa 

  O advogado e secretário de Estado de Administração, Geraldo de Vitto, começa a se articular nos bastidores para emplacar seu nome como desembargador do Tribunal de Justiça. No próximo dia 28 se aposenta compulsoriamente, com exatos 70 anos, Munir Feguri, um dos 30 desembargadores. Sua cadeira é oriunda do 5º Constitucional da OAB-MT, a quem cabe, nesse caso, escolher uma lista sêxtupla. A partir daí, o TJ define 3 nomes para, em seguida, o governador  Blairo Maggi fazer a escolha.

   Sem alarde, Vitto vem se movimentando. Ele já pediu apoio para colegas advogados, para alguns deputados e mandou emissários sondar o governador sobre a possibilidade de indicação do seu nome. Se perceber que tem chance de ser escolhido pelo 6 conselheiros da OAB para compor a lista sêxtupla, o secretário já decidiu que irá se inscrever à cadeira vitalícia.

  Já o presidente da Ordem, Francisco Faiad, tem um nome preferido para a vaga de desembargador, embora negue publicamente. Trata-se de Cláudio Stábile, que, aliás, conta com a simpatia de vários desembargadores. Outro que também corre por fora é o polêmico Renato Nery. A exemplo do secretário Vitto, em sua campanha de olho no cargo Nery tem feito até promessas de "abrir as portas" do Judiciário.

  Assim como Stábile, outro bastante cotado é o advogado Luiz Ferreira, presidente da Comissão de Ética da OAB. Aliás, ele ficou empatado internamente na disputa com Maria Helena Póvoas na última vaga aberta do TJ para indicação pelo 5º Constitucional.

  Influência extra

  Como a nomeação cabe ao governador, após os processos de eleição da lista sêxtupla (pela OAB) e da tríplice (pelo TJ), os candidatos começam a fazer lobby junto a Blairo Maggi. Dessa forma, pode levar vantagem quem contar com maior influência no Palácio Paiaguás. Uma sugestão do advogado Almino Afonso, que trabalhou na campanha à reeleição de Maggi, tende a ajudar na definição. Afonso "emplacou" junto ao governador, por exemplo, o nome de Helena Póvoas, hoje desembargadora.

  Além do advogado político Almino Afonso, Maggi tem um advogado privado. É José Guilhen, vice-presidente da OAB e assessor jurídico das empresas do Grupo Amaggi. Assim, pode haver nesse processo de escolha de um novo desembargador o chamado "fator surpresa", considerando o grau de influência desses dois advogados junto ao Paiaguás.

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Comentários (19)

  • Ronei Augusto Duarte | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Brasil desde o seu descobrimento nunca foi um pais sério!O preceito Constitucional e Repúblicano de que o acesso a cargos públicos só mediante concurso de provas e títulos não deveria ter exceção. Critérios políticos só beneficiam as pessoas que possuem relação intima com o Poder Governante Vigente.
    A existencia de cargos comissionados ou de indicação pessoal do governante fere de morte o modelo Republicano Meritocrático. A Elite Brasileira herdou dos Portugueses o vicio incurável pelos privilégios e exceções. Até vagas são reservadas em estacionamentos de repartições que deveriam ser públicas, e todos acham isso tão natural como respirar. Que se estabeleça logo o Regime Monárquico que é o que de fato acontece em nosso pobre e ao mesmo tempo rico Brasil!E acabe logo com a farsa da Democracia Representativa.

  • lueci siqueira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    concordo plenamente com o roney, ali ja são todos acordados, e quem nao entra na roda da espera..., e com certeza o cargo é dos melhores para ser tão disputados so entre eles, um reles mortal concursado e apto a ocupar um cargo desse não passa nem pela porta da frente do edificio

  • Milton Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabens ao Ronei!

    O Secretário Geraldo tem mostrado eficiência,masem um Governo que não encontrou turbulências, pegaram um Estado saneado,encaminhado para administrar. Não pegam um PT oposição, pegaram um PT situação, cujo telhado é puro vidro, sem moral alguma para militaância, tanto é que estão de braços atrelados com o Governo;
    Nada pessoal, mas Dr. de Vitto, é preciso mais para ser Desembargador!, é preciso além de conhecimento, atividade jurídica comprovada.

    Que seja alguem de conduta ilibada, com amplo conhecimento jurídico, chega de indicações política!
    Valdir Teis, no TCE, (um dos requisitos não é ter prestado serviço por algum tempo ao Governo?)
    Agora, no Tribunal de Justiça? para aí, acho que está virando piada.
    Ou um novo grupo (máfia) está querendo se instalar em Mato Grosso?

  • Germano Souza Cruz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma piada de mau gosto esta pretensão do Geraldo De Vitto. Onde ele provou ter conhecimento jurídico o bastante para ser desembargador? Pelo que conheço a seu respeito ele não passa de advogado mediano, que nada de importante fez na advocacia.
    Ora, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso não pode se transformar num curral do Blairo Maggi, o TJMT é um órgão de respeito, e não pode ser transformado em cabide de emprego.
    Chega de gauchada comandando Mato Grosso, existem matogrossenses competentes o bastante para ocupar a vaga de desembargador.

  • heleno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    raros os juristas que tem merecimento de ir pro tribunal de justiça, acho que daqui pra frente teria que mudar as leis e ser por concurso publico, porque do jeito que anda os cursos de direito em cuiaba, Deus o livre...

  • adildo jacinto de o. filho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É com tristeza que assistimos essa situação carnavalesca,como pôde a CF/88 ter excluído esses cargos do concurso público,mas mesmo que houvesse o tal concurso,todos sabem como funcionam esses concursos no TJ/MT.Os advogados deveriam ser os primeiros a não aceitarem esse tipo de escolha,mas pelo contrário,estão se armando para disputar a vaga,enquanto isso,profissionais de elevada competência,moral ilibada e serviços prestados nos meios jurídicos,nem lembrados são.
    Cuiabá hospitaleira está entregando a direção do Estado a esses estrangeiros que se orgulham de dizer que sua patria é o sul.Estão encastelados no Legislativo,no Executivo,no Judiciário e no TCE.

  • Paulo Fernando Prates | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Para o cargo, até onde eu sei tem que possuir moral ilibada e este senhor é alvo de várias denúncias junto ao MP e outros órgãos. Tenho a impressão que quando acabar o governo, se este senhor estiver no governo até lá, não terá condições nem de voltar a ser o advogado medíocre que era em Rondonópolis . A OAB tinha era que cassar o registro deste senhor e não apoiá-lo.

  • josé Moura Lacerda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • João Guedes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao site. Os nomes de Cláudio Stábile e Luiz Ferreira representam a salutar honestidade e capacidade técnica-jurídica que tanto necessita nosso TJ.

  • Fernando Ojeda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Qualquer advogado, promotor ou procurador de justiça sonha em ser, um dia, desembargador. Sempre, claro, entrando pela janela, aproveitano-se da brecha criada pelo vergonhoso tal de Quinto Constitucional.
    É como se, de repente, um coronel da nossa gloriosa Polícia Militar pudesse vir a ser promovido a general cinco estrelas do Exército Brasileiro, por exemplo.
    Oras, por que esses brilhantes profissionais não fazem concurso público para ingresso na carreira da magistratura como todo juiz faz para, um dia, poder chegar a ser um membro da corte máxima da Justiça Estadual?
    É preciso acabarmos de vez com essa farra!
    Francamente!..

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