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Terça-Feira, 10 de Abril de 2007, 06h:57 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

EXECUTIVO

Secretário Vitto recebe bronca por reforma falha

Para não inviabilizar projeto, governador pede prazo até junho e manda equipe revisar decretos dos órgãos e autarquias 

   O secretário de Estado de Administração, Geraldo de Vitto, foi um dos que mais ouviram reclamação do governador Blairo Maggi, que retornou de férias nesta segunda. Maggi cobrou resultado da equipe e disse, especialmente para Vitto, que não admitia que um grande projeto como o da reforma administrativa fosse inviabilizado por falhas e equívocos jurídicos. O governador se referiu à derrota do Executivo na Justiça.

   Como o sindicato que representa o Indea e o Intermat conseguiu ficar excluído dos 12 núcleos sistêmicos, após impetrar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça, o governador pediu, então, uma trégua maior para a Assembléia Legislativa com vistas a concluir as mudanças estruturais da máquina estatal. Já encaminhou aos deputados um projeto de lei complementar, solicitando prazo até 30 de junho para poder fazer extinções e/ou fusões de órgãos e secretarias, principalmente das atividades meio.

   Para evitar que outras categorias também derrubem o plano de reforma, o governador determinou sua equipe técnica que revise todos os decretos dos órgãos e entidades. Os servidores temem demissões em massa. O governo, por sua vez, tranquiliza a categoria. Garante que só deve haver, no máximo, remanejamento.

   O Estado, com orçamento anual de R$ 6 bilhões, emprega hoje cerca de 82 mil servidores, sendo 58 mil ativos. São 24 secretarias, além de órgãos, empresas e autarquias vinculados. Gasta R$ 120 milhões com a folha. O maior salário é de secretário: R$ 10,5 mil.

   Velho discurso

   O discurso de reforma administrativa não é de hoje. Vem desde a década de 1980 com o governo Carlos Bezerra. A administração Jaime Campos (91/94), mesmo sob críticas de inchaço da máquina, conseguiu reduzir algumas secretarias. Em dois mandatos à frente do Palácio Paiaguás (1995/2002), Dante de Oliveira (já falecido) chegou a exonerar cerca de 10 mil servidores, extinguiu órgãos e empresas. Em 2003, Blairo Maggi assumiu o governo pregando reforma. Está no segundo mandato e tudo continua no discurso.

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Comentários (4)

  • gilda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    os cargos de confiança criados pelo governoMaggi são absurdos.Exemplo SETEC.Para que foram criadas tantas Superintendencias.Isso é geral,em todos os órgãos.Outro exemplo:o governo passado tinha uma diretoria do Pomeri e propunha,com a extinção da Prosol e municipalização das ações que eram inevitáveis transformar essa diretoria em superintendencia.Alem da diretoria criou também uma Superintendencia e outros cargos absolutamente desnecessários.Como se diz é muito cacique para pouco indio.E isso ocorreu em todos os órgãos.E essa reforma que não passou pela Procuradoria do Estado?Isso foi denunciado exaustivamente pela Associação dos Procuradores que apontou dezenove itens inconstitucionais?O De Vitto sabe tudo e comete esse tipo de irregularidade.esse é o governo eficiente de Blairo Maggi

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Realmente, existem alguns órgãos que são desnecessários sendo que suas funções poderiam ser absorvidas por outras, por exemplo, a pasta de Planejamento poderia ser uma repartição da Fazenda, coisa que o Carlos Bezerra pretendeu fazer nos anos 80. Destarte, essa movimentação do sindicato da Agricultura cheira a peleguismo, posto que a tal reforma nunca tratou de demissão ou redução salarial, penso eu que os servidores dessa área estão sendo usados pelos comissionados que não podem erguer a voz em queixas ao governador. É dito por aí que o governador exonera qualquer um que se opor a sua reforma administrativa.

  • Laureana Godoy | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O secretário Geraldo De Vitto se acha o suprasumo da inteligência, é um narcisista de primeira e acha que o ESTADO de MT tem que girar em torno do seu umbigo, não respeita nem ouve classes e categorias, tem mesmo é que se ferrar com o governador, pois demonstrou não ter conhecimento da legislação para aplicar efetivamente sendo assim ressalta apenas a sua vaidade.

  • Highlander | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse De Vitto se acha o tal, e quer ser o homem forte do Governo, mas com certeza já está demonstrando total incompetência.
    Diz que é formado em Direito, mas burla a legislação como um delinquente. Da ordens aos seus subordinados para ferrarem outros servidores, sem base juridica.
    É Sr. De Vitto, você está querendo sair melhor que a encomenda, tem o sonho de querer ser igual ao ex-Supersecretário Marcos Machado, mas desse jeito não sei não.

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