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Domingo, 10 de Maio de 2009, 07h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

INVESTIGAÇÃO

Seduc detecta fraudes de servidores para elevação de nível

 Fernando Ordakowski Clique na imagem para ampliação
Ságuas Moraes, da Educação, que registra em menos de 3 anos 40 casos de falsificação de documentos

 Nos últimos 30 meses, a secretaria de Estado de Educação, sob o deputado licenciado e médico Ságuas Moraes (PT), registrou cerca de 40 casos de falsificação de documentos oficiais. E se engana quem acha que a maioria dessas ocorrências é referente a fraudes praticadas por estudantes. O problema maior está dentro do próprio funcionalismo, principalmente junto aquele que almeja promoção de cargo, com elevação de nível de professor e/ou de técnico administrativo. Nem sempre se trata especificamente de ilícito ou de má-fé, uma vez que há situações em que o servidor desconhece que a instituição educacional responsável por emitir o histórico escolar não está regularizada para oferecer determinada modalidade de ensino.

   Em 2007, por exemplo, a Seduc apurou 34 fraudes em documentos apresentados por servidores. Destes, a assessoria jurídica constatou que uma faculdade particular de Mato Grosso do Sul (a Fifa Sul) não tinha autorização para emitir certificado de conclusão de curso à distância. Muitos foram prejudicados, pois literalmente jogaram dinheiro na lata de lixo ao investir em algo sem validade.

   Dados da secretaria apontam que esse número no ano seguinte reduziu “drasticamente”. Foram apurados aproximadamente seis casos. No início do ano passado, durante quatro meses da gestão Luiz Antonio Pagot, hoje diretor-geral do Dnit em Brasília, houve aumento de denúncias sobre documentação falsificada, motivado pela desestruturação e interrupção do processo de reforma administrativa. A assessoria jurídica, por exemplo, ficou de “stand by” até retomar suas atividades. Isso acarretou acúmulo de processos.

   Algumas comissões, como a de Ética, foram destituídas. Se não bastasse isso, a reestruturação do prédio da secretaria também de certa forma atrapalhou o andamento dos processos. A área jurídica só voltou a atuar quase sete meses depois e teve de realizar uma força-tarefa para despachar os processos de abandono de cargo dos últimos 10 anos. Nessa varredura, 32 pessoas que perderam seus empregos por terem abandonado o posto de trabalho, faltaram a mais de 30 dias de trabalho sem justificativa ou deixaram de retornar após gozar dois anos de licença. (Sandra Costa)

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Comentários (11)

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    INFELISMENTE, ESSE É O RETRATO FIÉL DA PÉSSIMA QUALIDADE DO ENSINO EM NOSSO ESTADO.

  • aecio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelizmente ... vivemos num país de analfabetos, basta ler o comentario anterior...é transparente o erro!!!

  • Marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pelo visto o Carlos Roberto, do comentário anterior, deve ter estudado em escola pública. Sua frases contém erros de ortografia, concordância e pontuação.

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Inicialmente discordo do comentário anterior, pois um analfabeto não é capaz de transmitir mensagem usando signos.... a mensagem do comentarista foi passada, pode sim ter sido feito por alguém com problemas de escrita dentro dos padrões cultos mas analfabeto, jamais. Ou alguem usando da ironia o que acontece muito por aqui.....
    Não entra na minha cabeça como que uma pessoa, servidor público, que sabe das burocracias e procedimentos para se legalizar um certificado ou diploma entre na barca furada de matricular em cursos não reconhecidos ou autorizados!
    Hoje é tudo tão simples, basta fazer uma pesquisa na internet e voce descobre se determinada instituição está ou não em conformidade com as normas!

  • Donizete Sena Rodrigues | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    a seduc tenhe que verificar os certificados dos servidores do estado inteiro junto com a sad, vai encontrar muitos diplomas falsos

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr Marcos deixe de falar asneiras! já trabalhei em escolas publicas e privadas, alunos com dificuldades há nas duas redes. Não dissemine tabus e preconceitos de situações que o senhor não tem o minimo de conhecimento!

  • Antonio Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que tem que ser olhado não é somente documentação falsas, mas também concurso, empresas que prestam serviço, vendas de cartas convites, pregões. Tem gente ficando rico neste governo, tem gente viajando com passagem do estado e leva, mulher, sogra, amante etc. É uma verdadeira festa este governo, tá conseguindo ser pior do que os tucanos.

  • José | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    MARCOS. ¨Sua frases contém erros de ortografia¨......está correto rapaz? Você critica um erro com outro erro mané.
    ¨Suas frases contém erros de ortografia¨ Assim é que se escreve inteligente, certamente da forma que vc escreveu, misturando singular com plural, você deve ter mesmo aprendido em escola particular rss....hahahahaha. Quer dar uma de gostoso e comete os mesmos erros.
    Lembre-se, aqui por ser comentários rápidos, muitas vezes comemos letras e digitamos acidentalmente. Particularmente erro muitas vezes sim, não sou nehnhum AURÉLIO.

  • José | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este site por muitas vezes nos faz rir, comentaristas criticando escrita de comentarista errando da mesma forma rss.. Já disse, não sou Aurélio rss...
    Daqui uns dias o Romilson vai colocar um espcialista em Língua Portuguesa para corrigir os erros rss.....

  • Satiro Gusmão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A discussão de sexo angelical acima nos faz lembrar das típicas tardes de chá com torradas na Academia de Letras, onde senhores que publicaram quantidade sem qualidade, se esmeram na liturgia da oratória, cheia de preciosismos, onde o mais importante(e entremeado comcitações latinas) é impressionar, sem contudo se comunicar com outrém.
    O texto que deu orígem a este bate boca,trata de ética, não de analfabetismo.Trata de conduta reprovável, não de asneiras...Senhores: parem de fazer citopígio glicosado e vamos direto ao assunto!

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