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Sexta-Feira, 01 de Junho de 2007, 20h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Sem oposição na AL, Maggi vira unanimidade

    

     Depois de se reunir esta semana com deputados rebeldes para apagar incêndio, o governador Blairo Maggi voltou a virar unanimidade junto aos 24 parlamentares na Assembléia. Não há mais oposição. Os que que, em tese, deveriam se opor, agora agem como governistas, como os tucanos Chica Nunes e Carlos Avalone.  Ambos disputaram as eleições do ano passado num palanque com o adversário Antero Paes de Barros. Só restou no isolamento o ex-senador, presidente regional do PSDB.

    O petismo também se curvou aos cargos. Com pretexto de que o governador é aliado do presidente Lula, caiu nos braços do Palácio Paiaguás e nas benesses do poder. O deputado licenciado Ságuas Moraes virou secretário de Educação. Levou consigo para a pasta outra petista: a ex-deputada estadual Vera Araújo, opositora ferrenha nos primeiros quatro anos da administração Maggi. Mesmo os deputados que se mostram independentes, como Otaviano Pivetta (PDT), Chico Galindo (PTB) e Percival Muniz (PPS), não assumem papel de opositores, mantendo apenas críticas pontuais.

    O PMDB, com quatro deputados, fica só no balão de ensaio. Zé do Pátio, Adalto de Freitas, o Daltinho, Walter Rabello e Juarez Costa reagem contra o governo somente quando seus interesses partidários são ameaçados pelo governo. Detalhe: os quatro são pré-candidatos a prefeito. A bancada dos Democratas (ex-PFL) sonha com a oposição de olho em 2010, apostando no nome do senador Jaime Campos ao Palácio Paiaguás, mas, numa disputa, não recusaria o apoio de Maggi por baixo dos panos.

   A oposição minguou. E o pior está num processo fraticida. Hoje, muito à vontade, Maggi se apresenta como um gigante e age como Golias, iniciando um processo de reinado que pode demorar alguns anos. As promessas de campanha, inclusive feitas em 2002, quando o "rei da soja" tentava o primeiro mandato, caíram no esquecimento, entre elas a de reduzir a carga tributária, de mais projetos à área social e de reforma administrativa.

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Comentários (2)

  • Carlos Roberto de Aguiar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isto é grave, pois somente quatro opositores em 24 cadeiras, torna o processo parlamentar um autoritarismo, e a oposição perde a motivação por ser inócua, e as votações passam a ter o carater de unanimidade, e toda unanimidade nao preza pela inteligência. Vai ser a politica do beija mão; Vamos voltar ao tempo do padrinho do coronelzinho etc.

  • Manoel Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O governo é pífio!!!
    Mato grosso não tem sequer um projeto estratégico para o seu desenvolvimento, muito menos um planejamento, ainda que mínimo.
    As secretarias, notadamente as que detém maior orçamento, dada sua importância, Saúde, Educação e Infraestrutura estão literalmente quebradas. Já consumiram todo o orçamento de 2007.
    Qualquer cidadão, medianamente inteligente, é capaz de verificar isso.
    O que se comenta nos corredores desses órgãos é que isso se deve ao fato de que está se pagando o passivo do ano passado...
    Esse é o governo que veio para ser diferente...
    Se a agricultura vai bem, tudo bem... se vai val, tudo afunda.
    Isso é sinônimo de falta de planejamento, falta de projetos estratégicos de desenvolvimento e a presença de um total descontrole fiscal.
    Um governo pífio e ainda acompanhado de um legislativo pífio e ainda por cima subserviente???
    Esperar o que???
    Fazer o que???
    Só aguardando o decurso de prazo... Faltam 43 meses.
    Demora a passar...

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