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Quinta-Feira, 23 de Julho de 2009, 15h:50 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Sem terno, jornalista é "barrado" em entrada de sessão

   Mesmo devidamente identificado com o crachá do jornal Diário de Cuiabá, onde trabalha e trajando roupas estilo esporte social, o jornalista Alexandre Aprá foi “barrado” na entrada da sessão do Tribunal de Justiça, sob Mariano Travassos, que definiu os 17 candidatos à vaga da desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato.  "Esse tipo de atitude nos leva a pensar que o TJ está querendo correr da imprensa e consequentemente correr da sociedade", disse Aprá em entrevista ao RDNews.

  Segundo o jornalista, o segurança do TJ o barrou sob argumento de que ele só poderia entrar no local trajando terno e gravata. “Isso nunca tinha acontecido comigo. Eu estava com uma camisa social, uma calça e um tênis da nike. Tudo de marca. Não estava mal vestido”, conta entre risos. O curioso de toda essa história é que o Tribunal de Justiça deve acolher a toda a população, inclusive, jornalistas que acompanham às sessões e as sentenças do TJ para divulgá-las à sociedade. A partir dessa atitude, subentende-se que se um cidadão que não tiver condições de comprar terno e gravata ficará do “lado de fora”. “Me senti como se tivesse sido barrado na entrada do baile. Como não foi possível contornar o incidente, fui embora continuar o meu trabalho”, afirmou Aprá.

    Apesar do incidente, a sessão do TJ transcorreu normalmente e o Pleno decidiu por unanimidade deferir 17  dos 19 requerimentos de inscrições de magistrados à vaga de Shelma, pelo critério de merecimento. Os trabalhos foram conduzidos por Travassos e ficou definido que a sessão que escolherá a nova desembargadora vai ser em abril. Apenas os requerimentos de Flávia Catarina de Oliveira Amorim Reis Taques e de Cleuci Terezinha Chagas não receberam o “aval” do TJ porque não constavam entre a quinta parte dos mais antigos em tempo de serviço na Entrância Especial, conforme o artigo 12, incisos I e II da Resolução nº 4/2006 do Órgão Especial do TJMT. Entre os 17, os juízes Rondon Bassil Dower Filho, que atua na 37ª Zona Eleitoral, e Dirceu dos Santos, do 7º Juizado Especial, são os favoritos à cadeira de Shelma - saiba mais aqui. (Patrícia Sanches)

(17h)
- Assessoria alega mal-entendido e nega restrição à entrada de jornalista

   A assessoria do Tribunal de Justiça informou que o jornalista Alexandre Aprá não foi autorizado pelo segurança a ingressar na sessão porque estava sem o crachá de identificação. Contudo, segundo  informações do órgão, ele foi reconhecido por assessores de imprensa do próprio TJ, que providenciaram a entrada do jornalista na sessão. Mas, segundo a assessoria, Aprá optou por não esperar e disse que retornaria mais tarde. “Na verdade foi um mal-entendido. Ele estava sem identificação de jornalista. Fomos avisados e providenciamos a entrada dele. Apesar disso, o jornalista preferiu sair e retornar depois”, informou. (Andréa Haddad)

(18h30) -
Em réplica, jornalista reafirma que não houve exigência de crachá

   O jornalista Alexandre Aprá afirmou, em réplica, que as informações divulgadas pela assessoria do TJ não condizem com a verdade. Ele sustenta que em momento algum o crachá de identificação foi solicitado pelos seguranças. “A assessoria de imprensa do TJ é mentirosa quando diz que fui barrado na sessão de hoje por causa de crachá. Apesar de estar sem identificação pendurada no pescoço, no momento da minha entrada, eu estava com o meu crachá no carro e em nenhum momento a identificação foi solicitada”, ressalta.

   Aprá também questiona as restrições impostas pelo órgão às pessoas que queiram acompanhar as sessões. "Aliás, se é uma sessão pública e aberta para que existe a cobrança de crachá? E o cidadão comum? Também vai ter que apresentar crachá ou só usar um terno, a exemplo dos senhores desembargadores, basta?”, indaga.

   Na bronca, o jornalista reclama que a assessoria do TJ age com truculência e atrapalha o trabalho dos profissionais de imprensa. “Ao que tudo indica, a assessoria do Tribunal prefere desqualificar a conduta de um profissional ao invés de reconhecer a sua truculência e o seus desmandos”, reagiu. 

   Eis, abaixo, a réplica do jornalista Alexandre Aprá à assessoria do TJ

   "A assessoria de imprensa do TJ é mentirosa quando diz que fui barrado na sessão de hoje por causa de crachá. Apesar de estar sem identificação pendurada no pescoço, no momento da minha entrada, eu estava com o meu crachá no carro e em nenhum momento a identificação foi solicitada. Aliás, se é uma sessão pública e aberta para que existe a cobrança do crachá? E o cidadão comum? Também vai ter que apresentar crachá ou só usar um terno, a exemplo dos senhores desembargadores, basta?
   Ao que tudo indica, a assessoria do Tribunal prefere desqualificar a conduta de um profissional ao invés de reconhecer a sua truculência e o seus desmandos".
Alexandre Aprá
Jornalista

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Comentários (19)

  • Kch!Kch! | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Grande Adão de Oliveira!Quando eu pensei que nada se salvava nos comentários sobre o Aprá, eis que esta Bandeira fala poucas e boas.
    Não estamos discutindo se houve ou não mal entendido(expressão típica de assessor de imprensa comprometido até a tampa com a intituição);não estamos discutindo respeito para com desembargadores (alguns deles, como dizia o bugre Leopoldino do Amaral,estão até na boca dos viralatas da cidade...)
    Estamos sim,(e Aprá questionou isso através da recusa em conseguir a informação naquele momento constrangedor) discutindo tempos modernos, onde o respeito é conquistado com atos, com equilíbrio e competência.Terno e gravata numa capital tropical é no mínimo incoerente.Terno e gravata numa sessão aberta ao público é no mínimo imposição de poder pelo poder pura e simples.
    Descofie daquele que exige terno e gravata como credencial para entrar num recinto.Desconfie mais ainda, daqueles que apoiam este dispositivo de dominação inquestionável.
    Não é atôa que expressões como COLARINHO BRANCO surgiram no cenário político desta república...
    Tentemos imaginar o finado Desembargador Wandyr Clait levantar no plenário e apontar para Alexandre Aprá e explicar o porquê do terno e gravata.Ou mesmo outro finado, Athaide Monteiro procedendo da mesma forma.
    Sinceramente senhores jornalistas: qual seria sua reação? Com a palavra, a assessora do TJ que não se identificou, nem na reportagem,nem no desmentido a este sítio.

  • Jajá Da Jojó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Aí galera, vamos fazer uma vaquinha para o nobre Advogado comprar um terninho? kkkkkkk...

  • criatividade | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Já sei como ganhar os meus trocados, Em frente do Tribunal de Justiça colocarei uma barraca Aluga- se Terno, Sapato de Couro, cinto Social.....Sera que a prefeitura deixa kkkkkkkkk...

  • carlos s almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Presidente do Supremo extingue o diploma de jornalista, para que ter crachá de jornalista
    se todos podem exercer a profissão. Parabens ao Tribunal e a Justiça, vejam a incoerencia.

  • Virna | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prezado Aprá: o sr. nutre desejos de se candidatar a algum cargo eletivo? Seu comportamento excêntrico levanta suspeitas quanto a isso, pois tenta transformar chuviscos em grandes tempestades, fabrica polêmicas fajutas com a aparente intenção de chamar a atenção para a sua figura e tenta, em consequência, se colocar na posição de vítima do sistema opressor. Ou será que vossa senhoria foi contaminado pelo virus da soberba? Está se achando o Diogo Mainardi de Cuiabá? humildade, ÉTICA - e senso de autocrítica- são fundamentais para se construir uma carreira sólida no jornalismo e em qualquer área. Procure fazer o seu trabalho, meu caro, sem se exasperar. Não deixe que a falsa glamourização dessa profissão entre em ebulição e desvirtue sua mente e suas atitudes. Mantenha o foco! Não se perca!

  • Mauricio Elias Vaz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    é assim mesmo, depois que deixaram de exigir o diploma de jornalismo, tem alguns pensando que podem entrar de qualquer jeito em qualquer lugar, da proxima vez procure se informar melhor pra não perder a vez, vale lembrar Jornalista esperto tem sempre Paletó e sapato social no carro.

  • Marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fico surpresa com essa atitude do jornalista. Estava na Sessão e vi perfeitamente quando tentaram resolver a situação, mas ele foi embora preferindo polemizar. Dizendo que não precisava que ele depois ligava para obter resposta. Eu estava perto dele e ele não portava cracha nenhum. É triste ver alguém querer se aparecer tanto assim, por pouca coisa. Acho que é necessário respeitar as instituições públicas, independente de qual seja.

  • zequinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Foi tempo em que o terno vestia o homem, em que um fio de bigode valia a sua palavra, hoje os engomadinhos de terno e gravata são os que mais destroem a sociedade mostrando e ensinando pessimos exemplos para gerações futuras.

  • Marcelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com certeza, todos que adentram ao plenário devem seguir a norma, independentemente de ser ou não advogado, jornalista, e ou, qualquer cidadão. Quando alguém for e não estiver trajando terno, basta requrer a toga na sala da OAB. Simples. Não tem nada de mais, eu sempre entrei sem precisar me identificar aos guardas, simplesmente é a formalidade dos tribunais. Quanto ao tenis NIKE, vc deveria ter ido de kichute, quem sabe mudaria alguma coisa rss...

  • Frederico Cordeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse TJ tá se saindo uma caixa-preta de bombas mesmo... talvez o jornalista tenha sido barrado, na verdade, para não encomodar nenhum magistrado sobre os assuntos torduosos que andam rondando aquilo tudo... são denúncias de desvio, superfaturamento, salários extras e tantas outras coisas... daqui uns tempos estará o nosso TJ disputando junto com o Senado Federal qual o mais escandaloso....

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