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Sexta-Feira, 24 de Julho de 2009, 12h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

RUMO A 2010

Senador xinga Maggi, não quer saber do PR e prega ruptura

    Após discursos inflamados de membros do DEM, que cobraram um posicionamento do partido em relação à chamada “turma da botina”, o senador Jayme Campos, cacique do partido, saiu do muro e descartou qualquer possibilidade de coligação com PR do governador Blairo Maggi. Também reafirmou sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás, que deve ser referendada pelo partido em convenção. “Eu não faço jogo combinado com nenhum coronel, só com o povo. Eles (do PR) já têm time formado e não têm espaço para nós”, disparou, sob aplausos das mais de 50 lideranças presentes na reunião, no diretório regional do partido, região central de Cuiabá.


Presidente Oscar Ribeiro e os irmãos Jayme e Júlio Campos em encontro da cúpula democrata nesta 6ª
Foto: Patrícia Sanches

   Ao descartar o PR, Jayme acenou, por outro lado, interesse em compor coligação com o PSDB, seguindo a tendência nacional. “Seria até estranho nos unirmos nacionalmente e, aqui, o Serra (José Serra, do PSDB) subir em dois palanques. Acredito, sim, em uma coligação com o PSDB”, analisa Jayme, apostando numa aliança DEM-PSDB. Outros partidos, segundo ele, que podem fazer parte da composição são PP, PSB e PDT. "Estou aberto para conversar com todos, menos com o PR. O clima está ruim. Nem mesmo os filiados querem essa união. Eles (do PR) não têm nada para nos oferecer". 

   Após reafirmar as críticas ao governo Maggi que, segudo Jayme, administra para uma meia dúzia de pessoas, e de comparar a segurança pública do Estado com a violência que ocorre no Iraque e na Colômbia, o senador disse que "é pré-candidato ao Palácio Paiaguás". Apesar disso, nos bastidores, ele "amarrou" pré-acordo com o prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) para, dentro do critério de pesquisas, definir o nome com melhor visibilidade eleitoral. “Vamos nessa. Aqui não tem marcha à ré”, esbravejou o cacique democrata, sob aplausos. Em seguida, Jayme mandou recado a Maggi: “Quando disputei o Senado, tive mais voto que Maggi em 66 cidades. Acho que isso mostra que o povo gosta de mim”, ressaltou para, depois, frisar que pesquisas do Ibope apontam-no com 30% das intenções de voto. “E um detalhe: são votos cristalizados. Eu chego nos 40% rapidinho. O meu nome está lançado. Agora só depende de vocês (filiados do DEM)”, discursou.

  Apesar do clima de euforia em torno do nome de Jayme e do discurso por ruptura com o PR, algumas lideranças do próprio DEM ignoraram o encontro. Os deputados estaduais Dilceu Dal Bosco, Wallace Guimarães, Gilmar Fabris e José Domingos não apareceram, sob a justificativa de que estão aproveitando o recesso parlamentar para atuar nas bases. Outro que tomou “chá de sumiço” foi o senador Gilberto Goellner. “O senador estava em Rondonópolis pronto para vir a Cuiabá, mas o tempo fechou e o vôo não pôde decolar”, alegou o presidente estadual do partido Oscar Ribeiro.

   Em verdade, os deputados relutam em abandonar a base republicana. Muitos deles assumiram compromissos com o governo Maggi e têm interesses pessoais em permanecer unidos à base até o final da gestão, principalmente pela manutenção de diversos cargos na estrutura da máquina estatal. Questionado sobre se o DEM romperá ou não com a turma da botina, Jayme ponderou que “tudo é uma questão de tempo". "Vou sentar com os deputados para decidirmos se abandonamos de vez ou não a base que dá sustentação a Maggi”. (Patrícia Sanches)

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Comentários (35)

  • marta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    tem que sair de cimado muro jaime, coloque os cargos do DEM a disposição, saiam do governo maggi.

  • geraldo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Somente os BURROS e INTERESEIROS votarão em vocês. Como é que um eleitor inteligente vai fazer nosso estado voltar no tempo. E que tempo ruim hein!!!!

  • antonio marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A MAIORIA DESSES COMENTÁRIOS ACIMA SÃO DE FUNCIONÁRIOS DO GOVERNO QUE ALÉM DE NÃO TRABALHAREM SÃO OS QUE VIVEM NA INTERNET...SOU JAYME E WILSOM ...E FORA ESSES BOTINEIROS QUE SÓ SERVEM PRA TOMAR DINHEIRO DO BANCO DO BRASIL E DEPOIS, PRA NÃO PAGAREM OS EMPRÉSTIMOS, TRANCAM AS RODOVIAS EM FORMA DE PROTESTO . UMA PERGUNTA : QUEM É NOVACKI ??? DE ONDE VEIO ??? SERÁ QUE CONHECE PELO MENOS O DISTRITO DA GUIA ? FALA SÉRIO...TCHAU BRAIRO ...VAI CUIDAR DE SUAS FAZENDAS COM PORTAS PAVIMENTADAS...DITADOR!!!

  • maria jose da silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O povo ja dicidiu o que vale e alternancia de poder,o que resta para a turma da botina e cuidar dos tratos culturais das nossas terras.

  • José Eduardo Pessoa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nós Levergenses não esquecemos da rodovia que vai daqui prá Cuiabá na admonistração Jaime como Governador. Buracos e mais Buracos. E o Faustino pedia prá ele tapar os buracos e só promessa. Aqui ele não tem vez. Chega!!!

  • Roberval Sem Campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Jaime! De novo! Nem a pau!

    Esse cidadão teve oportunidade de dar sua contribuição uma vez como governador e três como prefeito de VG e o que vemos é uma cidade sem infra-estrutura nenhuma. Fora Jaime... fora campos.

  • PEDRO PAULO BARROS LIMA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É MUITO DIFICIL SABER QUEM É MAIS ARROGANTE,SE JAIME CAMPOS OU OS NEOS-ARGENTINOS-TURMA DA BOTINA,QUE SE CONSIDERAM OS NOVOS DONOS DA CAPITANIA MATO GROSSO,E QUEREM CRIAIR MANDATOS HERIDITARIOS,COMO OS CAMPOS,A EXEMPLO DA VAGA DO CAMPOS NETO NO TRIBUNAL DE CONTAS,QUE HERDOU DO PAI.

    A GRANDE REALIDADE DE MATO GROSSO,É QUE ESTAMOS INDIGENTES DE LIDERANÇA,ENTREGUES EM MÃOS DE BANDOS,QUE SÓ QUEREM O PODER PARA ATENDER INTERESSES DE SEUS GRUPOS.

    ESTAMOS FRITOS,PARA NÃO DIZER FÚ.......E MAL PAGOS.

  • Juliano Velacio Jorge | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O culto Senador Jaime esta fazendo jogo de cena, para se valorizar. Ela nao esta com vontade de ser candidato. Nao visita os municipios, nao faz politica da boa vizinhanca. Azar dos filiados e eleitores que acreditarem nele. Vao se sentir Traidos em Breve.

  • MARCIA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    COM CERTEZA VOTO MEU NEVER,NEVER,NEVER

  • Assunção | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cuiabania e povo de Mato Grosso:

    Quem não sabe neste Estado que os CAMPOS já eram na política Estadual e Municipal? Só eles e alguns DEMOCRATAS históricos, não disso. É claro que o PSDB vai fazer parceria com o DEM, afinal estes dois partidos, são legítimos representantes da DIREITA CONSERVADORA deste país. Se por acaso, o PR lançar do Governador para se candidatar ao Senado e ao mesmo tempo o PT lançar o Deputado Federal, Abicalil para o governo e, os dois partidos se unirem, com certeza, Não vai ter para ninguém. Aliás, isso não está dificil de acontecer, pois o Presidente LULA é amigo do Governador e vice versa. Estou torcendo para que isso aconteça, pois só assim os CAMPOS saem de Cena definitivamente deste nosso querido ESTADO . Na minha opinião, eles já deram a suas partes de contribuições a Mato Grosso, o que nós agradecemos profundamente do coração.

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