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Sexta-Feira, 07 de Março de 2008, 13h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

CUIABÁ

Servidores voltam a se reunir e cobram PCCS já

    Os servidores públicos de Cuiabá se reúnem nesta sexta, na Praça Alencastro, em frente à prefeitura, para cobrar a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. A assembléia-geral tem o objetivo de informar o servidores “em que pé” andam as discussões sobre o projeto. A proposta do plano foi apresentada pelo prefeito Wilson Santos em novembro de 2006. Em janeiro do ano passado, o gestor vetou a maioria das 14 emendas aprovadas pela Câmara Municipal, sob o argumento de que o reajuste da forma que o Legislativo cuiabano avalizou faria com que o Executivo  descumprisse a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    À época, Santos explicou que, se aprovadas da maneira como estavam, o impacto anual na folha de pagamento seria de R$ 31 milhões anualmente, ao passo que o município só pode arcar com aproximadamente R$ 4,5 milhões ao ano. Já em março do ano passado, a Câmara rejeitou os vetos do prefeito, não só aprovando as emendas que já estavam postas, mais adicionado novos itens. Dessa forma, a Lei (152/153/154) diz que o PCCS deveria ter entrado em vigor em março e data-limite para a adequação deveria ser em 15 de setembro, o que não foi cumprido.

    Assim, em outubro, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc) impetrou mandado de segurança com pedido de ordem de liminar em caráter de urgência para obrigar a prefeitura implantar o PCCS. Depois, a Justiça acatou um agravo de instrumento que obriga a adequação, mas a prefeitura ainda não foi intimada. O sindicato formula agora uma denúncia pedindo providências imediatas.

   Em entrevista coletiva nesta sexta, Santos prometeu reposição salarial de 4,2% na implantação da data-base (em todo o mês de fevereiro) para a categoria. Evitou, porém, comentar sobre a implantação do PCCS. “Sobre isso falaremos em uma nova coletiva, que deve ocorrer daqui a 10 dias”, se esquivou o prefeito.

    Segundo a diretora de organização sindical do Sispumc, Aliane Rodrigues Monteiro, o prefeito evita tratar do assunto. “Temos até o início de abril para definir ou o PCCS será mais uma vez barrado com o argumento de se ter que respeitar a Lei Eleitoral e também a lei fiscal”, disse a sindicalista. O atraso no pagamento aos servidores do Prêmio Saúde referente aos meses de novembro e dezembro de 2007 também estará na pauta da assembléia-geral. (Simone Alves)

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Comentários (4)

  • Jose Luiz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esses servidores principalmente os efetivos deveriam trabalhar mais, muitos deles nao fazem nada. Eu pago meus impostos e quero ver melhoria para a nossa cidade, caso eles - servidores - acham que nao estao bem remunerados, que desligam da Prefeitura e vem atuar no mercado aqui fora para ver quanto pior o que ganhamos. Quem nao concorda com o que ganha, por favor pede demissao. Queremos obras, cidade limpa, saude funcionando e educacao senhor Prefeito.

  • Angela Maria | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mais uma vez, nós servidores municipais de Cuiabá estamos nessa situação humilhante, clamando por um direito sancionado pelo próprio Prefeito e não cumprido.
    Aos leitores deste espaço quero informar:
    -estamos com 300% de perdas salariais;
    -grande maioria dos servidores com salário mínimo;
    -quanto ao prêmio saúde pago, quando adoecemos, tiramos licença médica por uma cirurgia, ou mesmo enterramos nossos parentes,pais, filhos ou outros perdemos integralmente o prêmio
    -trabalhamos em locais insalubres como o Pronto Socorro de Cuiabá, sem equipamneto de proteção individual e sem receber adicional de insalubridade;
    Na verdade, governo que não investe, não respeita e não cumpre com compromissos feitos junto aos seus trabalhadores, também não respeita seus munícipes...
    Como podemos, na saúde trabalharmos doentes, para não perdermos um valor vergonhoso de 50,00 reais de "prêmio"?
    É a verdadeira lei da selva, imperando na Prefeitura.
    Não se enganem, quando não valorizamos o que em "nossas casas"não fazemos isso com os de fora.
    Eleições estão aí, nós servidores, já sabemos qual o caminho á "NÃO SEGUIR"
    OBRIGADA

  • Aluizio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro contabilista José Luiz:


    Porque tanta revolta com os servidores de Cuiaba? Nós também pagamos nossos impostos e trabalhamos muito caso voce não saiba, a nossa reinvidicação é mais do que justa.
    Voce não foi informado que houve concurso publico, porque não se candidatou a ser mais um a não fazer nada?...........

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro José Luiz
    Como funcionaria pública nomeada a partir de 1991, após ter sido aprovada através de concurso publico, tenho a informar que o senhor desconhece a função dos servidores públicos municipais, uma vez que usa esse veículo de comunicação para escrever assuntos sem ter conhecimento das ações dos profissionais que estão comprometidos e que dedicam uma parte de suas vidas a população de Cuiabá. Oriento o senhor a procurar o Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura de Cuiabá e questiornar a função de cada servidor publico municipal. Talves o senhor não tem o custume de observar os trabalhadores municipais que desenvolve as suas funções em pleno sol diariamente (garis, fiscais de transitos e outros), voce não sabe que temos trabalhadores dentro de estabelecimentos escolares, creches contribuindo com a formação intelectual das crianças em face escolar. O senhor não sabe que temos servidores que dedicam dia e noite para salvar a vida de humanos que procuram os serviços de saúde. Tenho a impressão que o senhor vive dentro de quatro paredes diante de um computador somente para escrever "abobrinhas".
    Na realidade em seu comentário o senhor nos passa uma pontinha de "dor de cotovelo" por não ter conseguido fazer parte do time do TRABALHADORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DO MUNICIPIO DE CUIABÁ. Faça o proximo concurso público e venha unir a nos servidores em busca de melhorias de condições de trabalhadores e salarias, a lei nos ampara, venha sem medo de ser criticado o senhor será bem vindo em nosso meio.

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