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Segunda-Feira, 14 de Maio de 2007, 01h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Serys e Maggi ignoram o passado e se juntam

   A senadora Serys Marly, presidente regional do PT, se vê literalmente numa saia-justa. Ele nem conseguiu superar ainda o desgaste político por causa da acusação dos Vedoin, de que estaria envolvida na máfia dos sanguessugas (foi absolvida depois pelo Conselho de Ética do Senado), e agora enfrenta outra situação um tanto constrangedora: defender o governo Blairo Maggi, de quem foi opositora ferrenha.

   O PT agora é Maggi de carteirinha. Com o secretário Ságuas Moraes e com a adjunta Vera Araújo, o partido conduz a Educação, maior pasta em termo de estrutura funcional e orçamentária do governo do Estado. Serys foi uma das integrantes da executiva estadual que votaram favorável à aliança PT-governo Maggi. Ela procura argumentos para minimizar o desgaste. Um deles é que Maggi apoiou a reeleição do presidente Lula no segundo turno e, antes, já havia declinado preferência ao nome de Alexandre Cesar, também no segundo turno em 2004 na disputa à Prefeitura de Cuiabá.

   Apesar disso, a senadora não demonstra entusiasmo pela gestão do "rei da soja". Tem lá suas razões. No ano passado, enfrentou Maggi nas urnas e disparou contra ele vários ataques. Serys obteve uma votação decepcionante. Ficou em terceiro lugar, com 159.686 votos (11,3% dos válidos), atrás do tucano Antero de Barros (279.873 - 19,8%), enquanto Maggi se reelegeu no primeiro turno com 922.765 votos (65,3%).

    Recordação

   Em agosto de 2003, Maggi, que estava com oito meses de mandato, disse que o PT deveria "estar mais preocupado em arrumar as BRs" e que a senadora deveria "desmontar o palanque e só montá-lo em 2006". Em resposta, Serys retrucou: "Que se preocupe em governar (...). Aqui (em Brasília), ele (Maggi) é muito chegado a Lula. Chega aí (em Mato Grosso), a equipe dele é quem mais malha o governo Lula no interior. Aqui é bom menino, aí é outra coisa".

   Já em maio do ano passado, no programa regional de TV do seu partido, Serys dizia, ao defender um novo modelo de adminstração e criticar o governo Maggi: "Queremos um modelo que tenha participação efetiva da população no poder e não um projeto excludente". No mês seguinte, antes de ser oficializada em convenção do PT como candidata a governadora, Serys não admitia aliança com Maggi. "Acredito que não há nenhuma chance para isso ocorrer em relação a alianças. O PT tem um projeto colocado e que já foi aprovado pela militância".

   Depois, ao ter o nome aclamado como candidata, disse, numa referência ao governador: "Estou pronta para enfrentar Maggi e apresentar um projeto alternativo para Mato Grosso. Um projeto que não seja monosetorial como do atual governo".

    Agora, Serys e Maggi passam uma borracha nos discursos do passado e se juntam politicamente. O "namoro" só deve durar enquanto os próximos pleitos não se aproximam.

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Comentários (4)

  • RODRIGO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    (...) a nobre senadora é daquelas que: tudo posso naquele que me... (...)

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A Senadora Serys deve pensar e agir tendo em mente nosso Mato Grosso, logo, essa “união” com Blairo Maggi está correta, muito embora, o pessoal do Governador tenha agido nas sobras rasteiramente para atingi-la, ou seja, ela está demonstrando grandeza com isso tudo.

  • José Carlos Pereira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Política X Ètica

    A União de Serys com a turma da botina, caracteriza a tese do filósofo Maquiavel, que "a política não anda junto com a ética", visto, que na política tudo é mutativo, conforme o tempo e lugar.

    Por isso, que na política nunca pode dizer que dessa "água nunca beberei", pois, o que vc fala hoje, pode ser usado contra vc amanhã. Sendo assim, é sempre importante que o político tenha um discursso equilibrado e coerente, pautado na ética e distante da demagogia.

    Sendo assim, é esperar para ver como o PT vai se comportar como "Vidraça" em Mato Grosso, uma vez que sempre "jogou a pedra", ou seja, sempre criticou, e agora vai experimentar o gosto amargo de receber a crítica.

    Entretanto, esperamos que diante de tudo isso, Mato Grosso possa sair ganhando, até mesmo pq, o petista indicado para ocupar a pasta da Educação é uma pessoa que já mostrou competência com a coisa pública.

    Dessa forma, esperamos que o Deputado Ságuas repita o feito, e seja o grande elo de Mato Grosso com o governo Federal, para que tenhamos uma Educação com mais qualidade e eficiência.





  • irene | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso é uma vergonha, não seria se não fosse o PT, mas é nessas horas que vemos a outra cara, do interesse particular e não é isso que nós gostariamos que acontecesse era que o PT fosse aquele que sempre disse ser, e fazer a oposição que governo particular está fazendo com o nosse estado e com o nosso povo!!!!.

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